Tag: empoderamento

17.08.15

Guest Post – “Porque eu Danço…”

Tudo começou com o evento ‘I Believe’. Sempre tímida e escondida, que nem na praia ia mesmo que de maiô, só camisetão e contra a vontade. Na verdade sempre anunciei que ‘não gostava de praia’ por me achar gorda demais para usar biquíni ou maiô. Ao mesmo tempo, sempre gostei de tirar fotos, aparecer, so não conseguia vencer a minha ‘noia’ de ser gorda. Mesmo sabendo que isso tudo não fazia bem, nunca me permiti ser eu mesma por vergonha. Enquanto isso duas amigas minhas muito queridas que mesmo gordinhas viviam sua vida com gosto, com alegria, não se importando, mas simplesmente sendo felizes. Era exatamente isso que eu queria. Foi através delas que achei o blog “Beleza sem Tamanho” e, também, pelo blog do “I Believe”. O ensaio fotográfico foi o ponto da mudança. Foi lá que descobri: sim! sou bonita! Sim, tenho o direito de ser feliz e parar de me esconder!

I Believe (2) I Believe (1)

 

Precisava mudar, e como sempre detestei academia fui atrás de uma atividade física que não se tornasse tortura. Não me leve a mal, todo o respeito e admiração a quem gosta de academia. Isso não é pra mim… simples assim.
Liguei para as minhas amigas e com o contato da escola de dança me matriculei e logo na primeira aula me apaixonei. É claro que morria de vergonha, que não gostava dos espelhos enormes da sala de aula, mas devagarinho fui me acostumando, me aceitando, aprendendo e resgatando esse meu lado que ignorava há tanto tempo. Hoje meus amigos brincam e riem muito pois no dia que vi as minhas amigas se apresentarem, eles disseram ‘Olha, logo, logo é você.’

Porque eu Danço (2)

Ainda tímida, ainda querendo mas presa naquele conceito errado que eu tinha de mim mesma, disse enfaticamente ‘Eu não… só vou fazer aula.’ Quatro meses depois lá estava eu, empolgada, morrendo de vergonha mas determinada a pelo menos não fazer feio. Ai vem a brincadeira dos amigos de novo ‘Olha só!!!! disse que não ia… olha que daqui a pouco está dançando solo…’ é claro que eu não tinha aprendido…. disse que não… solo eu não danço, imagina, dançando sozinha com a pança de fora? Eu não!!!!

Porque eu Danço (3)
Pode rir, eu dancei solo, e não parei simplesmente ai… me apaixonei tanto pela dança que hoje tenho minha própria escola, Vivo a dança do ventre. O mais importante disso tudo? Aprendi a me amar, me aceitar, simplesmente viver a minha vida, feliz, me cuidando e me amando. Estou mais saudável, gordinha, sim, mas sempre linda, cada dia mais feliz, e sabendo que Sim! eu posso!

Porque eu Danço (1)

Não aconteceu da noite para o dia. O caminho de auto-aceitação continua, mas o importante é não deixar a opinião dos outros impedirem de fazermos o que queremos! O que começou com o carinho das meninas do ‘I Believe’ e apoio das minhas amigas e professoras da Luxor Escolas de Dança do Ventre, continua, mas hoje é algo que eu sei ser verdade.

A minha escola de dança completou 1 ano e estou comemorando com um espetáculo lindo, onde vou dançar não uma vez, mas Quatro!!!!!

Sem vergonha, só ansiedade que sempre dá, e também aquele friozinho na barriga que vem antes de subir no palco…

porque eu danço

E com imenso carinho convido as leitoras do Beleza sem Tamanho para este espetáculo!

12.08.15

Ronda Rousey e a aceitação corporal!

Hoje eu tive conhecimento que Ronda Rousey tem um trabalho focado em ajudar mulheres que sofrem com problemas relacionados a própria imagem.  Sou totalmente leiga na questão do esporte, mas sei que Ronda é sucesso e faz brilhantemente o trabalho no qual se especializou.
Mas eu jamais imaginaria que a moça que além de saber bater em suas oponentes e ser sexy symbol para os carinhas fãs de UFC, era também uma mulher engajada na luta para que mais pessoas lidem bem com a própria imagem.

Ronda Rousey e a aceitação corporal
Se até hoje eu não tinha tido curiosidade de saber mais sobre ela, hoje eu tive e posso dizer que estou encantada de ver que ela está aproveitando sua fama para ajudar no empoderamento de outras mulheres.

A Campanha intituladaDNB (Do Nothing Bitch, em inglês) ou “mulher que não faz nada”, tradução livre para o português, veio de sua mãe. “A minha mãe não me criou para ser esse tipo de mulher que está sempre acomodada”, disse Rousey.
“Acho divertido quando as pessoas dizem que meu corpo parece masculino. Só porque ele foi desenvolvido para um fim diferente da maioria das mulheres, não significa que ele é masculino. Isso é estúpido! Não há um único músculo do meu corpo que não foi desenvolvido para um propósito”, explica.
O dinheiro arrecadado com a vendas camisas será doado com as vendas será revertido para o Didi Hirsch Mental Health Services Centre, nos Estados Unidos, uma instituição que ajuda mulheres com problemas de relação com o corpo e saúde mental.

ronda dont be aRonda defende que mulheres fora do padrão também são bonitas, mesmo ela tendo um corpo OPOSTO ao meu, vejo que ela também busca e contribui por uma sociedade que respeita a beleza em suas diferentes formas. <3

 

 

beda

24.07.15

Releitura de “Beleza Americana” com diversidade de corpos!

A imagem da atriz em um “mar” de rosas no filme Beleza Americana é sem dúvidas algo maravilhoso, lembro de que em 2007/2008 eu tive a oportunidade de conhecer uma reprodução desta cena com uma mulher gorda e foi apaixonante. <3

Até hoje eu considero uma das imagens de mulheres plus size mais lindas que já vi, mas ela foi feita em um contexto negativo para ajudar a vender iogurte light haha e mesmo amando a imagem ela perdeu a graça, afinal vinha com o slogan bem ridículo que falava que mulheres bonitas não eram gordas. E eu já sabia que isso era mentira, e inaceitável uma foto linda dessa para me dizer que a moça não poderia ser desejada.

capa beleza americana Beleza Americana GG

Ontem fui brindada com um post do HuffPost (aqui) com a iniciativa da fotógrafa Carey Fruth, que resolveu recriar aquela imagem marcante do cinema, só que ao invés de escolher uma modelo apenas, ela escolheu várias. Assim, ela mostrou com a diversidade de corpos, que a beleza é mesmo muito ampla. <3
Abaixo selecionei 10 imagens para compartilhar com vocês deste ensaio. *___*

Beleza Americana com diversidade de corpos (12) Beleza Americana com diversidade de corpos (11) Beleza Americana com diversidade de corpos (10) Beleza Americana com diversidade de corpos (8) Beleza Americana com diversidade de corpos (7) Beleza Americana com diversidade de corpos (5) Beleza Americana com diversidade de corpos (4) Beleza Americana com diversidade de corpos (3) Beleza Americana com diversidade de corpos (1)Beleza Americana com diversidade de corpos (14) Beleza Americana com diversidade de corpos (13)

As fotos tem sim edição, mas preserva o biótipo de cada mulher, nos mostrando que a diversidade da beleza é uma realidade. *___*
Eu sou declaradamente apaixonada por iniciativas que exaltam a diversidade e eu gostei muito deste, a única coisa que mudaria seriam as flores que eu manteria no vermelho.
Espero que muita gente se inspire, para que possa ter mais fotos lindas como essas para divulgar.

23.04.15

#EmpowerALLBodies este deve ser o nosso alvo!

Faz uns dias contei neste post aqui, para vocês sobre a campanha da Lane Bryant com diversidade de corpos em resposta a uma campanha que se referia a um determinado tipo como sendo o perfeito. Embora eu ameeee ver diversidade de corpos em campanhas e tenha aplaudido as fotos, eu senti falta e até comentei que faltava corpos maiores, mas mesmo assim eu achei válido comemorar a beleza da campanhas. Baker uma militante da autoestima em todos os tamanhos criou então o que podemos chamar #IamNoAngel – Empoderador, que é uma versão do primeiro melhorada hahaha, que contempla corpos esquecidos até pelo mercado plus size para a representatividade.

#EmpowerAllBodies (1)

A matéria original sobre o #EmpowerAllBodies vocês encontram aqui em inglês, mas contei com a ajuda da Letícia, para traduzir os motivos que levaram Baker a realizar este ensaio e alguns pontos eu ressalto para vocês abaixo dessas fotos divinamente lindas. *_*

 

#EmpowerAllBodies (2) #EmpowerAllBodies (3) #EmpowerAllBodies (1) #EmpowerAllBodies (4) #EmpowerAllBodies (5) #EmpowerAllBodies (6)

 

“Na minha opinião, eu questiono como que aprovar essas imagens pode ser para “todas as mulhres”. #ImNoAngel mostra apenas UMA forma que define a mulher plus size sexy; aquela corpo é a uma forma tradicional de ampulheta: um corpo com a cintura sendo consideravelmente menor do que o qualdril e o busto. Isso é quase sempre (e é, nesse caso) acompanhado por uma barriga lisa/chapada. Essa forma é onipresente na modelagem plus size e de alguns dizem que aparecer um tipo de corpo não é problema (apesar de tudo, pelo menos sendo plus size e estando pra jogo/podendo transar/F train, né?), mas eu discordo e gostaria de compartilhar com vocês um pouco sobre a diversidade e porque isso é mais importante do que você pensa.

Quando nós, como sociedade, falhamos em incluir diversos corpos em nossa mídia, a mensagem chega clara para os excluídos: você não tem mérito para ocupar esse espaço. É uma mensagem muito poderosa que se acomoda/instala no meio de quem não foi representado. #ImNoAngel tenta, aparentemente, transmitir empoderamento para as mulheres plus size, mas ao invés disso, continua perpetuando exatamente a mesma mensagem. Desta vez, porém, adicionando especialmente para os corpos não retratados: não só indigno de tomar espaço, mas também não é bem-vinda ao se sentir sexy.

Tendo em vista que a maioria das suas clientes não se sintam representadas em #ImNoAngel (e as mulhres plu size em geral), esta campanha parece ter tido um empoderamento “tiro pela culatra”.

Quando uma pessoa é constantemente bombardeada por imagens de um corpo “ideal” (sendo ele plus size ou não) causa danos em sua psique.
A exposição contínua treina eles mentalmente para acreditar que apenas UM corpo é digno e esse condicionamento social infeliz é um dos maiores contribuintes para a baixa auto-estima, dismorfia corporal, transtornos alimentares, outras questões relacionadas com a grave imagem corporal – todas as que afetam a vida diária. Diversidade visível é uma solução para estes problemas, e pedir por isso não é nada egoísta. É absolutamente necessário.

Eu gostaria de enfatizar também que as imagens de exclusão causa mais do que sofrimento pessoal. Também causa reações negativas de outras pessoas que podem se transformar em assédio, byllying e ódio em geral. Porque não temos dado um conjunto positivo de princípios para processar corpo plus size “alternativo” quando se é apresentado modelos de formas variadas se sentindo sexy e coisa e tal o publico é quase sempre negativa. Sem dúvida este post vai receber boa parte de observações horríveis essa reação está diretamente ligada ao fato de que fomos condicionados a acreditar que apenas um tipo de corpo merece ser vista como sexy. Qualquer um que quebrar essa regra é reconhecido/tratado com hostilidade.

Esta reação pode eventualmente desaparecer se empresas como a Lane Bryant saísse de sua zona de conforto e fizer algo radical como: incorporar a diversidade corporal.”

#EmpowerAllBodies (1)

 

Quando abri a matéria eu só pensei: Baker lacrandooo!

E sim a gata mais uma vez arrasou, foi e fez uma versão fantástica das fotos permitindo um empoderamento muito mais amplo.
Espero que os blogs plus size e sites brasileiros forneçam o mesmo destaque para essas fotos, não quero ser exceção de ter achado as outras lindas e essas lindas também.

Contem-nos aqui nos comentários o que vocês acharam das fotos e da campanha #EmpowerALLBodies. a opinião de vocês é sempre super bem vinda.