23.05.17

Parem de glamourizar a perda de peso alheia!

O corpo humano é mutável, no decorrer da vida a gente engorda e emagrece muitos kgs, isso independente de ser gordo ou não. Vários fatores influenciam diretamente no peso das pessoas e é no mínimo sem noção ficarmos apontando o peso alheio, quando se trata de perda de peso é muito comum vermos pessoas comentando e até comemorando.
Nós sabemos muito bem que existe uma cultura focada no emagrecimento a qualquer custo, mas as vezes as pessoas e a mídia perdem a noção e criam matérias ridículas sobre o tema.

Recentemente duas manchetes foram destaque por terem títulos de péssimo gosto.

O cantor Arlindo Cruz perdeu peso por estar com a saúde totalmente debilitada, não faz sentido a mídia dar destaque a uma perda de peso ocorrida com tanto sofrimento após um AVC e 30 dias de UTI.

Já a atriz viveu um luto e ainda perdeu um emprego, não sei se ela emagreceu por fazer dieta, ou foi mesmo fruto de um processo depressivo após as perdas. Mas eu poderia apostar que mais vale ter o pai vivo, que estar “gata” ou mais magra. Este título é no mínimo bizarro.

As pessoas podem estar morrendo ou em sofrimento emocional agudo, mas se elas estiverem emagrecendo sempre vai ter quem acredite que é vantagem passar por aquela situação.

Quem nunca ouviu algo do tipo após aquela gripe brava? Infelizmente a sociedade em geral é doente e acredita que emagrecer é sempre uma vitória.

Sei que ainda vivemos muito inseridos nessa cultura que comenta sim o corpo das pessoas, mas as coisas estão melhorando (graças a desconstrução) e espero que as pessoas, a mídia e a sociedade em geral percebam que não tem lógica comentarmos as mudanças do corpo alheio.

19.05.17

#Hashtag Bazar comemora um ano!

O #Hashtag Bazar, única feira de moda plus size mensal do Rio de Janeiro, chega em grande estilo a sua edição comemorativa de primeiro aniversário. Pela primeira vez sediado no pomposo Salão Nobre do Tijuca Tênis Clube, na Tijuca, Zona Norte do Rio, o #Hashtag vai reunir no próximo dia 20 de maio o melhor da moda plus size em um evento que vai contar ainda com desfile, bate-papo com blogueiras e uma ala gastronômica privilegiada.

Para essa edição a Larissa (organizadora) preparou uma grande festa e serão 75 marcas esperando por todos nós. <3

 No Hashtag oferecemos moda de verdade seguindo as tendências e lançando tendências. A moda para pessoas gordas, precisa do mesmo prestígio e destaque que a moda padrão e regular tem na sociedade, nos grandes desfiles e em grandes eventos de moda. Porque a moda é sim uma grande forma de mudar a autoestima de uma pessoa. E saber que grandes amizades e oportunidades começaram por conta do #HashTagbazar me dá mais forças para fazer o evento cada vez maior – afirma a idealizadora e organizadora do evento, Larissa Alves.

 

Moda plus size:

ACKON –  Amaryllis Moda & Acessórios.Amelie Plus –  Assens  – Asobi Mode Japan Ateliê Cretismo Bambina – Beauty In Curves – BELLE ROSE PLUS SIZECabidemix Cachopa Brasil – Carlota-rio moda carioca PLUS size – CAZACO. – Cromo.somos –  Elai Plus – Flower Plus Size – Madee Moda Plus – Maria Abacaxita –  NaBeca Tamanhos Reais   Nina Vazquez Moda E Estilo – Popy Moda Feminina Rainha Nagô –  Rosalina Borges II  – Verônica Biancamano  – Vintage & Cats Plus Size 

Moda Masculina

ACKON Mens Wear – CAZACO. – Lili da Ena

Lingerie:

Bellita Lingerie Plus Size  – Gordinha dos Sonhos – Sedução Sexy Fashion

O evento ainda conta com diversas marcas de acessórios, gastronomia e um super desapego da atriz Cacau Protásio e de blogueiras.

No Hashtag Bazar é possível encontrar peças lindas e com preços super acessíveis.

Eu já estou de mala pronta para comemorar o aniversário, quem for do RJ não pode perder, vai ser a melhor de todas as edições.  Vejo vocês lá. *_*

 

 

17.05.17

Embrace: corpo e comida

 

Essa semana finalmente assisti o documentário Embrace, disponível no Netflix, e encontrei alguns pontos muito importantes para compartilhar com vocês sobre a relação corpo e alimentação.

Taryn Brumfitt, a “protagonista” do documentário, visita alguns lugares do mundo em busca do porquê as mulheres são tão insatisfeitas com seus corpos. O documentário e o interesse de Taryn iniciam-se por uma vivência pessoal.

O seu ponto central foi a maternidade e as mudanças que ela provocou em seu corpo e com isso passou a odiá-lo em um primeiro momento. Em um momento seguinte ela toma medidas radicais – dieta rigorosa e exercícios físicos – e consegue modificar o seu corpo. Assim que o consegue faz uma séries de reflexões e acredita que o sacrifício para ter um “corpo perfeito” não vale a pena.

Acho importante ressaltar que a vivência de Taryn, na Austrália, não é diferente do que eu já vi aqui no Brasil ao longo destes anos de atendimento nutricional. Talvez porque mensagens como essa (imagem abaixo) são frequentes e imprimem uma forte cobrança sobre as mulheres: engravide mas esteja linda e feliz o mais rápido possível, afinal é só querer!

(A imagem mostra a frase “Qual é a sua desculpa” e a idade de cada um dos respectivos filhos)

O documentário segue falando sobre muito pontos importantes, alguns deles relacionados à alimentação.
Sobre o comer, o ponto mais importante no documentário é o não comer. Em diversos momentos, pessoas relatam que nesse percurso de odiar o próprio corpo, que às vezes se confunde com cuidar da saúde, é muito comum não comer.
Em um momento uma mulher com anorexia nervosa (uma doença grave do campo da saúde mental) dá um depoimento dizendo que não comer é, entre outras coisas, um jeito de não se tornar uma garota gorda que todas as pessoas ficam tirando sarro. O medo de ser alvo de preconceito é tão grande, que contribui para que pessoa fique com fome durante muitos períodos. A anorexia nervosa, assim como os outros transtornos alimentares, são casos extremos desse contexto. A maioria das pessoas não chega a esse ponto, mas não significa que não sofram.

Uma modelo também dá seu depoimento contando sobre comer coisas que não são alimentos como um método comum para evitar comer comida. No caso, ela dá o exemplo de bolas de algodão embebidas em Gatorade. Sim, elas comiam isso para enganar a fome, com medo de engordar, o que causava muitos problemas à saúde física. Percebam que medo de engordar, qualquer que seja a quantidade é visto como ruim.
Uma psicóloga traz um dado importante: o panorama da guerra contra a obesidade de muitas formas contribui para que as pessoas sintam medo terrível de engordar. Aqui se misturam as questões de saúde (“Eu tenho medo de engordar porque quero ter saúde”), questões de medo de ser alvo de preconceito (“Eu tenho medo de engordar porque não quero que as pessoas riam de mim”), questões de padrão de beleza (“Eu tenho medo de engordar porque não quero me sentir feia”).

A ativista e professora Linda Bacon também contribui explicando sobre o ciclo de como as dietas se relacionam com o peso de uma maneira muito ruim. Eu já falei sobre esse ciclo no post passado.
A alimentação que é fantástica. Ela nos ajuda a manter nosso corpo nutrido, ter prazer, compartilhar relações sociais, lembrar de nossas origens e tantas outras coisas… No documentário fica claro do quanto isso é arruinado na tentativa de não ficar gorda ou ter um corpo perfeito. E como a comida está presente em quase todos os campos da nossa vida é fácil entender como esse descontentamento com o corpo gera um efeito colateral importante em todos os âmbitos da vida.

A mensagem do filme é clara: aceite quem você é!
Aqui vou ser mais ousado: aceite quem você é, e se possível coma normalmente!
O que é comer normalmente?
“Comer normalmente é ser capaz de comer quando você está com fome e continuar comendo até você ficar satisfeito. É ser capaz de escolher os alimentos que você gosta e comê-los até aproveitá-los suficientemente – e não simplesmente parar porque você acha que deveria.
Comer normalmente é ser capaz de pensar um pouco para selecionar alimentos mais nutritivos, mas sem ser tão preocupado e restritivo a ponto de não comer os alimentos mais prazerosos.
Comer normalmente é dar permissão a você mesmo para comer às vezes porque você está feliz, triste ou entediado ou apenas porque é tão gostoso.
Comer normalmente é, na maioria das vezes, fazer três, quatro ou cinco refeições por dia, ou deixar a sua fome guiar quantas vezes vai comer ao longo do dia. É também deixar de comer algum pedaço de bolo porque você pode comer mais amanhã ou então comer mais agora porque ele é maravilhoso enquanto ainda está quentinho.
Comer normalmente é comer em excesso às vezes e depois se sentir estufado e desconfortável. Também é comer pouco de vezes em quando, desejando ter comido mais. Comer normalmente é confiar que seu corpo conseguirá corrigir os pequenos ‘erros’ da sua alimentação. Comer normalmente requer um pouco do seu tempo e atenção, mas também ocupa o lugar de apenas uma área importante, entre tantas, de sua vida.
Resumindo, o “comer normalmente” é flexível. Ele varia em resposta às suas emoções, sua agenda, sua fome e sua proximidade com a comida e seus sentimentos” tradução livre, adaptado de Ellyn Satter em Secrets os feeding a healthy family: how to eat, how to raise good eaters, how to cook.
Aceitar o corpo e comer normalmente precisam caminhar paralelos, pois eles fazem parte do mesmo sistema, então geralmente quando as coisas estão boas para um é mais provável que fiquem boas para o outro.
Reflita, pense e discuta sobre os padrões de corpo, mas também sobre os padrões do que é saudável ou não e do que é comer bem ou não! Assim vamos construindo um mundo mais plural, feliz e saudável!

 

15.05.17

Jaqueta Bomber Plus Size – Vários modelos da peça mais desejada do momento.

Já faz alguns anos que a jaqueta bomber plus size surgiu para a gente aqui no Brasil, mas até este outono/inverno era algo bem tímido,  nesse ano ela está com tudo e virou a peça desejo das gordas tudo e também a aposta de várias marcas para suas coleções.
Talvez vocês se perguntem, por qual motivo a velha e boa jaqueta agora é chamada de jaqueta bomber, mas embora a gente possa pensar que jaqueta é tudo igual a verdade é que não é.

As jaquetas bomber, foram inspiradas nos casacos de pilotos de avião da Primeira Guerra Mundial, como as cabines não eram fechadas e o frio exigia algo vedado para manter os oficiais aquecido, criaram então um modelo de casaco com elástico no cós e nos punhos.

Para ajudar a mulherada eu trouxe um monte de peças lindas para o post, tem opções para várias ocasiões, de peças para o dia até peças para cair na night. *_*

Jeans: é o tecido mais querido do mundo, mas se tratando de jaqueta bomber foi o que encontrei menos opções,  em compensação eu amei muitooooo os dois modelos. *_*

VK Moda Plus Size – Ashua 

Básicas: quem ama conforto e peças quentinhas? Essas opções de bombers mais básicas são ótimas para o dia, é certeza de uma peça gostosinha para os dias mais frios.

NaBeca Tamanhos Reais (as duas de cima) – Clamarroca Plus Miss Masy 

Estampadas: encontrei peças nas mais diversas padronagens, do floral aos símbolos da saga Harry Potter, e ainda a estampa camuflada que está super em alta.

Posthaus – VK Moda Plus SizeModa Mazal – Gudamagoo

Bordados nas costas: grande tendência dessa estação, as estampas ou bordados nas costas, também vieram em diversos estilos para agradar a todas. E eu estou morrendo por essa Girl Power. *_*

Gudamagoo  Chic e Elegante Vintage and Cats – Chica Bolacha

Night: temos também jaquetas para encarar até as baladinhas da vida, em diversos estilos e com uma pegada bem moderninha.

AssensAshua Chic e Elegante Chica Bolacha

 

Viram quantos modelos legais? Tem para todos os gostos e bolsos (os preços variam de 69 a 299 reais).

Ao fazer posts como esse eu fico super feliz, é muito gratificante ver tanta opção linda na moda plus size, nada como não precisar mais ser escolhida pela peça que serve, podemos enfim  escolher a que desajamos. <3

E vocês já aderiram ás bombers? Qual o seu estilo favorito? Contem-me tudinho aqui nos comentários.

09.05.17

Preconceito não é opinião!

A internet é um mundo paralelo maravilhoso (no meu ponto de vista), mas ela dá “poder” para as pessoas fazerem o que quiser, a parte ruim é que muitas pessoas escolhem despejar seus preconceitos (que julgam ser opiniões) nas mais diversas situações e isso é algo muito assustador.
Ao abrir qualquer matéria em grandes sites, é possível ver que nos comentários 90% são de pessoas que entraram exclusivamente para julgar e reclamar de algo, muitas vezes nem tem relação nenhuma com a pauta.
Em uma escala bem menor, o blog (incluindo as redes sociais), também é brindado com esse tipo de “opinião” constantemente. Como não aceito comentários anônimos e como o assunto do blog as pessoas ainda acham que tudo bem julgar (ainda não é comum processos relacionados a gordofobia) e vez ou outra vira um show de horrores.
Ontem foi um desses dias, eu postei uma foto que eu considero lindíssima com uma representatividade maravilhosa do amor, da vida e com uma mulher gorda.

Algumas seguidoras resolveram dar “sua opinião” que exalava preconceito. Disseram que a foto era feia, que era desnecessária, que nudez do corpo é ruim e outros comentários do tipo, mas o pior é que mais uma vez resolveram começar a julgar a saúde da moça da foto.

Essa é a foto em questão… Eu não consigo achar nada menos do que LINDA!

A Thais Carla que é uma dançarina sensacional, um pouco do trabalho dela pode ser visto aqui

Não existe nenhum meio de se medir a saúde de uma pessoa só observando seu corpo, não existe limite predefinido do que é um gordo saudável e um gordo doente, isso não é medido em balança nem em fita métrica.

Parem hoje mesmo de julgar a saúde alheia, saúde é algo pessoal e ninguém deveria se intrometer nisso.

Se vocês conseguem julgar a saúde de alguém só olhando uma foto, eu indico patentearem o método (contém ironia). 

Vamos entender que opinião que já define um só jeito de ser/fazer, nada mais é do que um preconceito “disfarçado”.