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Categoria: Autoestima

22.08.18

Projeto “Quem são as pessoas gordas?” – Conclusão

Para fechar esse projeto é importante resumir o que foi aprendido com ele. Primeiro, quero falar um pouco sobre o perfil de quem participou do projeto. Foram 14 pessoas ao todo, 2 homens e 12 mulheres, com idades entre 18 e 51 anos. Nove moram no eixo Rio-SP; maioria heterossexual e com ensino superior completo. Sobre posicionamento político, ninguém se declarou de direita, mas nem todos se definiam como esquerda, alguns não tinham posicionamento político.

(Da esq para dir: Ana Carolina Medina, Ernani Branco, Júlia Conedera)

Quanto à questão alimentação, mesmo nesse pequeno grupo, a diversidade apresentada é muito grande. Existem pessoas com a alimentação desregulada, vegetarianos, pessoas que não podem comer glúten e derivados do leite, aqueles que evitam gordura e frituras, viciados em doces e vegetarianos.
Ao serem questionados sobre estado civil, oito responderam que estão em algum tipo de relacionamento, seja namoro, noivado ou casamento e sete são solteiros. Dentre os solteiros, existem os que tiveram diversos relacionamentos e os que ainda não tiveram o primeiro relacionamento sério.

(Da esquerda para direita: Karla Muzy, Rafael Kiyan, Marina Bonadio)

E em relação a exercícios físicos? A grande maioria os pratica com frequência ou praticava por muito tempo até serem impedida por alguma razão (normalmente a falta de tempo). Dentre as atividades físicas que foram citadas estão: caminhada, yoga, pilates, remo, dança, lutas, dentre outros.
Sobre a relação da pessoa com o próprio corpo, a maioria ainda vive na dualidade entre se amar e não estar satisfeito com a sua imagem. Ninguém se disse totalmente insatisfeito mas teve quem falou que está completamente feliz com o corpo que tem.

(Da esquerda para direita: Raquel Fernandes, Rosane da Silva, Yáskara Kelli)

A militância foi algo interessante de se observar. Por mais que a maioria faça parte de grupos online que falam do combate à gordobia, praticamente nenhum deles fazia parte da militância fora do ambiente online. A única exceção foi uma acadêmica que faz pesquisa de pós-doutorado na temática do corpo gordo e moda plus size. Essas não são necessariamente questões da militância, mas é um projeto que faz parte da necessidade de estudar e mudar a realidade em que a gente vive quando se trata de pessoas gordas.

(Da esquerda para direita: Renata Guimarães e Tatiane Gimenes)

 

Por Renata Grota – Voz das Gordas

01.08.18

Moda Plus Size e Representatividade Gorda no Tedx Laçador

É notório que cada vez mais nós pessoas gordas, estamos conquistando mais espaços e ocupando todos os lugares, de um tempo para cá temos tido a oportunidade de “falar” como destaque para outros públicos (não estamos mais restritos a moda e produtos plus size), seja em eventos ou até em peças publicitárias.

Recentemente  a Flávia criadora do Pop Plus,  foi atração de um TEdx. Tivemos pela primeira vez (que eu saiba) a nossa pauta  abordada em um Tedx aqui no Brasil, a Flávia Durante foi convidada a participar do TEDx Laçador em Porto Alegre e falou de moda plus size, autoestima a gordofobia.

Eu gostei muito do resultado, inclusive gostaria MUITO que vocês apertassem o play do vídeo agora mesmo. *_*

Em seu blog a Flávia postou o texto na íntegra (aqui) que ela usou no TEDx Laçador, falou também sobre como foi para ela essa experiência.

O que eu mais curto em vídeos como este (menos de 20 minutos e muita informação) é que podemos espalhar para os amigos e familiares que nunca tiveram nenhum contato com o tema,  para que eles também possam entender um pouquinho da nossa vivência.

Vocês já viram outros TEDx que abordem os temas moda plus size ou gordofobia aqui do Brasil? Se sim é só me indicar que terei prazer em divulgar. <3

09.11.17

Toda mulher é real.

Ao ouvirmos falar sobre moda plus size e pessoas de corpos maiores, é muito comum notarmos também a associação com os termos “mulheres reais*” ou “mulheres de verdade”, mas com o tempo, vamos percebendo que ao chamarmos apenas corpos plus size de reais, acabamos dizendo que os outros são irreais e isso chega a ser prejudicial à autoestima de muitas mulheres.


Sei que diversas vezes sentimos essa necessidade, de nos classificarmos como “melhores” que as coleguinhas, afinal, passamos anos sendo excluídas de tudo e podermos ser vistas agora como MULHERES REAIS ou como MULHERES DE VERDADE acaba alimentando nosso ego momentaneamente.
Para piorar ainda mais toda essa questão, que já é bem desnecessária, os tais termos não incluem quase nunca mulheres gordas e têm sempre nas representações de suas fotos mulheres curvilíneas com a pele devidamente alterada em programas de edição.
Daí ficam os questionamentos:
Quem é real, afinal?
Quem é mesmo de verdade?

Estamos no fim de 2017, o mundo todo está falando em empatia e sororidade, no entanto, no mercado plus size, vemos constantemente as marcas reforçando estes termos que excluem mulheres de um tamanho ou de outro, do padrão que julgam ser o das mulheres reais.

Não precisamos ser melhores que outras mulheres, precisamos buscar maior representatividade, acessibilidade e também reconhecimento, sem precisar nos enquadrarmos nesse novo grupo “seleto”.

Estes termos até podem ter impacto como marketing de marcas plus size, mas eu, como consumidora me incomodo e tenho certeza de que não sou a única. Não é crime usar, só que acho que não precisamos mais disso, queremos um mundo igual para todas e sem necessidade de termos para suavizar as referências aos nossos corpos.

*inclusive, se você buscar em posts antigos aqui no blog, vai encontrar o termo “mulheres reais” em vários momentos, pois é o nome de um projeto de SP, que inclui diversos eventos e também por eu já ter feito essa associação no passado.

18.09.17

Gorda de Short – #ProjetoVerãoSemNeuras

Fiquei vários dias ausente aqui do blog, mas o motivo foi mais que justo dessa vez, eu estava curtindo ao vivo em São Paulo pessoas queridas que moram longe de mim. <3

Hoje eu retorno os posts do blog e vou mostrar um look que usei nesses dias de folga. Gordas de shorts ainda é algo um pouco polêmico, e para mim ainda é uma neura, que me esforço para que ela não me paralise.

Já faz uns anos que fiz um post (aqui) contando sobre ter vencido a minha neura e usado um shorts depois de mil anos, desde esse dia eu já usei novamente algumas várias vezes, mas ainda considero algo bem delicado para mulheres gordas com as pernas também gordas.

Nós não temos quase nenhuma referência de fotos de pernas gordas de fora, e é comum que a gente se sinta diferente (de um jeito estranho/negativo) quando usamos peças mais curtas.

Embora o mundo (inclusive o mundo plus size) me ensine todos os dias que as minhas pernas são: Imensas; Gordas demais; Feia e etc…

Eu escolho agradecer por ter pernas saudáveis, que me aguentam maravilhosamente bem.

Com fotos desse look, deixo o meu convite para que vocês também possam se forçarem (forçar na medida do possível, é importante que a gente se permita, mas sem ser obrigação) a se libertarem de suas neuras a cada dia.

gorda de short gorda de short

 

 

Eu estava usando:

Blusa: Candelabro
Short: Miss Masy (GG)
Tênis: Quiz

Imagens: Kelly Hato

O look foi bem básico e total focado no conforto, eu gostei bastante do resultado. E vocês o que acharam?

Seja qual for a neura de vocês (infelizmente quase todas temos alguma), quero lembrá-las que essa neura não pode te impedir de nada, e que a cada dia possamos nos libertar e libertar outras mulheres dos padrões de beleza que são impostos a nós.

05.09.17

Autoengano!

Oieee,
Tudo bem?
Vou te falar uma constatação que sinceramente gostaria que fosse diferente… mas a realidade é, que em algum momento da nossa vida, a gente já se sabotou!
Tentamos nos convencer de algo e fizemos de tudo para enganar a nós mesmas; seja por um motivo sério ou banal. Tentamos acreditar que aquilo que estamos fazendo para nós mesmas é o melhor; mas muitas vezes é fuga, desespero ou punição. Nos enganamos acreditando que vamos minimizar uma dor…


Quem nunca fez isso que atire a primeira pedra!
Podemos entender o autoengano como um elemento de defesa psíquica que atua em socorro toda vez que a realidade é dolorosa.
Vou explicar melhor: Você está passando por um momento difícil na sua vida, estressada e tensa. E para aliviar essa dor, resolver essa situação, você come!
Come muito e compulsivamente porque se engana, achando que aquela comida te trará alivio e vai resolver seu problema. Acredita que o desconforto será sanado em cada mordida; acredita que o stress, a tristeza e a tensão serão digeridos garganta abaixo com mais e mais comida… A comida é uma “falsa” solução para algumas pessoas, há quem busque o alivio em outras coisas tão viciantes quanto o alimento, mas no final o sofrimento será igual ou pior.
É um grande engano, é o autoengano.


O autoengano pode ser minimizado por algo sabiamente criado pela natureza, e esse processo se dá através da tomada de consciência; ou seja, o autoconhecimento.
Assim, o autoengano é reduzido em escala significativa, diminuindo muito através do controle sobre os pensamentos e emoções. Quanto mais nos conhecemos, mais temos a chance de mudar o que é viável e amar o que é só nosso, nossa marca registrada!
Para que possamos ter uma vida plena, feliz e com a paz que merecemos, sem ficarmos encarcerados e reféns de nós mesmos, pois somos capazes de ter domínio das nossas emoções.
O crescimento emocional é um exercício diário de avaliação, percepção e vigília constante da realidade – sempre de forma positiva. Assim, ficamos fortes para enfrentar desafios e todas as emoções que o envolvem, sem que nos deixe cair em armadilhas e sem nos enganarmos.

 

 

 

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