Categoria: Preconceito

07.07.17

Kelly Clarckson rebate seguidor que a chamou de Gorda!

Kelly Clarckson estava comemorando o 04 de Julho no Twitter, ao postar sobre a Independência dos EUA seus seguidores começaram a responde-la dentro do tema, mas apareceu um engraçadinho que disse: “Você é gorda” e ela imediatamente o respondeu dizendo: “E continuo sendo muito incrível”.

via GIPHY

Em 2015, Clarkson já havia rebatido críticas de que estaria acima do peso. Principalmente, por ser uma pessoa pública. “Eu sou incrível! Não me incomoda. É um mundo livre. Diga o que quiser(…) Eu não procuro pela aceitação dos outros(…) Você pode amar ou você pode odiar. Há muitos artistas por aí”, ironizou. (daqui)

A gente já sabe que ser GORDA é apenas uma característica física, mas muitas pessoas insistem em usá-la na tentativa de nos ofender. Não tenho dúvidas de toda a pressão que Kelly sofre para emagrecer, inclusive já emagreceu algumas vezes, mas gorda ou magra ela é incrível e eu fico feliz que ela saiba muito bem disso.

Para ilustrar essa afirmação eu trouxe seis looks maravilhosos que ela já usou nos palcos, para a gente admirar e até copiar quando precisar arrasar. *_*

 

 

Todo corpo merece ser respeitado e amado independente da sua forma, nossos corpos são mutáveis e podem hoje estar gordo e meses depois magro, assim como pode acontecer ao contrário. O que importa é sabermos que o tamanho de um corpo é apenas o tamanho de um corpo, e isso não interfere na capacidade dele.

Depois de mais esse exemplo, a gente não pode se esquecer do quão incríveis somos.

23.05.17

Parem de glamourizar a perda de peso alheia!

O corpo humano é mutável, no decorrer da vida a gente engorda e emagrece muitos kgs, isso independente de ser gordo ou não. Vários fatores influenciam diretamente no peso das pessoas e é no mínimo sem noção ficarmos apontando o peso alheio, quando se trata de perda de peso é muito comum vermos pessoas comentando e até comemorando.
Nós sabemos muito bem que existe uma cultura focada no emagrecimento a qualquer custo, mas as vezes as pessoas e a mídia perdem a noção e criam matérias ridículas sobre o tema.

Recentemente duas manchetes foram destaque por terem títulos de péssimo gosto.

O cantor Arlindo Cruz perdeu peso por estar com a saúde totalmente debilitada, não faz sentido a mídia dar destaque a uma perda de peso ocorrida com tanto sofrimento após um AVC e 30 dias de UTI.

Já a atriz viveu um luto e ainda perdeu um emprego, não sei se ela emagreceu por fazer dieta, ou foi mesmo fruto de um processo depressivo após as perdas. Mas eu poderia apostar que mais vale ter o pai vivo, que estar “gata” ou mais magra. Este título é no mínimo bizarro.

As pessoas podem estar morrendo ou em sofrimento emocional agudo, mas se elas estiverem emagrecendo sempre vai ter quem acredite que é vantagem passar por aquela situação.

Quem nunca ouviu algo do tipo após aquela gripe brava? Infelizmente a sociedade em geral é doente e acredita que emagrecer é sempre uma vitória.

Sei que ainda vivemos muito inseridos nessa cultura que comenta sim o corpo das pessoas, mas as coisas estão melhorando (graças a desconstrução) e espero que as pessoas, a mídia e a sociedade em geral percebam que não tem lógica comentarmos as mudanças do corpo alheio.

06.05.17

#DiaInternacionalSemDieta – Vamos compartilhar sobremesas?

Hoje dia 06 de maio é comemorado o Dia Internacional Sem Dieta, eu me lembrei da data ontem e acho que precisamos comemorar. *___*

Já imaginaram como seria um mundo sem dieta? Eu acredito que se seria um mundo com menos culpa e mais satisfação pessoal! Aí eu pergunto isso não seria muito mais perfeito?

É acredito que seria sim, mas a nossa cultura coloca crianças que ainda estão sendo amamentadas de dieta, nos ensina desde pequenos que não podemos comer mil coisas, só que não nos ensinam que ao nos privarmos de um docinho podemos acabar vítima de uma compulsão que resulta em comer uma caixa de bombom inteira.

A insatisfação corporal leva milhares de pessoas a privação alimentar, dessas um grande percentual acaba caindo na compulsão e usa de meios invasivos a saúde para se livrar do que acreditam ter sido uma alimentação “errada”.

E foi para isso que o #DiaInternacionalSemDieta foi criado (leia mais aqui), para nos mostrar que podemos sim comer uma sobremesa em um dia comum, que podemos nos alimentar sem culpas e que podemos ser felizes com um corpo fora do padrão midiático.

#DiaInternacionalSemDieta

O brigadeiro da imagem é Delícias da Rack, cliquem na imagem para conhecer outras delícias.

Então vamos usar o dia de hoje, para mostrar as pessoas mais próximas de nós que é possível ser feliz, em um mundo onde dietas não seja a prioridade das mulheres?

Para fazer uma interação maior sobre o tema, convido a todos para compartilhar a sobremesa em suas redes sociais hoje,  usando a tag #DiaInternacionalSemDieta. A ação de postarmos algo que é visto como “proibido”, vai fazer com que mais pessoas venham entender que é podemos ser realizados com nossos corpos, mesmo que sejam maiores que o que a sociedade impões e que devemos sim  nos permitir uma sobremesa quando houver a vontade. <3

E aí qual delícia vocês pretendem comer neste dia especial? Conte-me tudo nos comentários.

 

*Post original de 2014.

28.03.17

Acessibilidade para o corpo GORDO é urgente!

Ontem vi no meu feed uma matéria (aqui) animadora que contava sobre o primeiro salão “plus size” do mundo, um salão com acessibilidade para o corpo gordo.

O ambiente tem toda a mobília projetada para receber com conforto e segurança os corpos gordos, seu quadro de funcionários é formado por pessoas gordas e que conhecem melhor que ninguém as necessidades e angústias dos clientes.

Em um primeiro momento, eu acredito que muita gente vai julgar esse salão como segregador, que precisamos incluir os gordos em todos os ambientes e não nos isolarmos. Acertei?
Eu preferia mesmo que todos os salões do mundo possuíssem equipamentos capazes de atender com dignidade todos os corpos, mas em um sistema capitalista como o nosso, a realidade é que nunca haverá investimento em itens mais caros para servir melhor uma “minoria”, então precisamos, assim como na moda plus size, contar com iniciativas como essa, que nos abraça completamente e valorizar os empreendedores que pensam na gente na hora de criar seus empreendimentos (ninguém faz sem pensar em lucros, mas que então, nosso dinheiro seja gasto com quem faz o melhor para a gente).

A notícia chata é que um salão, ou qualquer estabelecimento planejado para as nossas medidas, não é a nossa realidade e o que sobra mesmo é a gente se apertar para caber nos lugares e torcer para que o aperto não se torne, também, machucados no nosso corpo.

Percebo ainda, que mesmo nos dias atuais, é muito raro que a gente busque alternativas e quando solicitamos por elas, as pessoas se assustam com a necessidade de espaços maiores para gordos.

Recentemente, eu colei grau, a cerimônia foi em um Teatro antigo e eu sabia que para caber, só no aperto e não achava justo passar aquele momento especial sentada de forma desconfortável, pedi que providenciassem uma cadeira apropriada por telefone e ouvi o moço me explicar que se caso não fosse uma “obesidade exagerada”, eu poderia ir sem preocupação que me caberia, eu podia ter dado uma aula e explicado que não existe uma obesidade exagerada,  mas senti que ele não falou essa merda por mal,  falou por não estar preparado para o questionamento sobre as cadeiras para obesos. Fui super bem tratada na minha “necessidade” na hora do evento e sei que por eu ter pedido, pelo menos 3 pessoas envolvidas no cerimonial descobriram que bundas gordas não precisam se apertar em cadeiras que não as cabem, eu me senti aliviada por ter me sentado com conforto, mas não posso negar que ver a foto e só eu na cadeira diferente me deixou a certeza que o mundo não foi feito para gordos e que vamos ter trabalho para o adaptá-lo aos nossos corpos.

Eu convido vocês gordos como eu, que reclamem mais dos espaços que temos hoje, que deixem claro que aquilo não está atendendo conforme você precisa e não se machuque, emocionalmente e fisicamente, por não caber nos lugares, tenha consciência que é preciso lutarmos para que a sociedade nos caiba e nos inclua, não o oposto.

06.11.16

Show de Preconceitos no Teleton

Ontem a internet ficou um alvoroço após a apresentação do Ballet Plus Size, o motivo da agitação é que o que era para ser muito legal, virou um show de preconceitos no Teleton, o que não faz nenhum sentido, por ser um programa que busca ajuda para inclusão social. Eu tive acesso a pequenos trechos em vídeos pela internet afora e até coloquei um deles no Instagram.

Mas não vi tudo #aindabem,  por isso convidei a Drika Lucena para contar melhor o que aconteceu e ela relata abaixo.

 

“Daí um grupo de gordas lindas é convidado para dançar no Teleton e imagino como tenham ficado felizes em ajudar uma causa tão séria e que de fato muda vidas. Ser uma atração convidada para motivar a doação é uma grande responsabilidade e ao mesmo tempo uma grande honra.

Pela AACD passam milhares de pessoas de todos os tipos, com muita ou pouca limitação, sem pernas, sem braços, cadeirantes, com paralisia parcial ou total, pessoas de todas as cores e classes sociais.

No palco as gordas lindas e radiantes entram e começa o show do comunicador que resolveu prestar um desserviço aos telespectadores enquanto vomitava preconceito e piadas tão imbecis quanto ele. Será que elas tinham que passar por isso? Há quem defenda e justifique as pérolas do senhor por sua idade ou pela fama de sincero.

As meninas ouviram junto a milhares de telespectadores insinuações de que não arrumam namorado, que a cama não aguenta que comem demais, fez questão de saber o peso de cada uma e ainda disse a uma delas que apesar de negra era bonita.

A filha do dono do baú “arrumou” dizendo que elas eram super bonitas e gostosas, porque elas não eram “aquelas obesas”. Pois é, e ainda teve mais. Uma das moças diz que estavam ali para mostrar que toda mulher deveria se amar independente de como ela fosse. Então ele arremata com um… “ahhh tá, aí fica desse tamanho?”.

Eu só peço a reflexão… Como ficaram as milhares de pessoas gordas que estão com depressão, pânico, que são infelizes e vivem isoladas por isso? O que sentiu a menina que sofre por não conseguir emagrecer e é cobrada o tempo todo dentro e fora de casa? O que passou pela cabeça daqueles que ainda não conseguem ver felicidade em ser como são e que se entopem de remédios para emagrecer e quando não conseguem se odeiam ainda mais por isso? Como mudar mentalidades se um cara endeusado fala tudo isso e muitos riem e concordam com ele? Muito triste que uma cena assim seja tratada como algo normal.

Foi lamentável um convite tão lindo se transformar numa piada onde um lado só acha graça. As meninas estavam lindas e a elas vai todo meu respeito, carinho e admiração. Ao Sr. Abravanel vai o troféu Teletonto pelo festival de abobrinha, pela ignorância e pela falta de respeito. Tá jogando dinheiro, mas ainda não rasga né? Tá gagá, só que não.”

show-de-preconceitos-no-teleton

 

Quando busquei imagem para o post, encontrei essa e fiquei chocada, além de tudo que ele disse ele ainda se sentiu no direito de apertar a bunda da menina. É muito ridículo e sigo lamentando que ninguém tenha o mandado parar.

Nada justifica esse tipo de atitude, mas elas servem para nos mostrar que ainda temo muito que lutar, para que um dia toda e qualquer pessoa seja punida por esbravejar preconceitos.

Vocês assistiram? O que acharam?