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Tag: Guest Post

03.07.13

Guest Post: Gordinha apaixonada por Muay Thai

Muay Thay 4

Vai encarar?

Olá meu nome é Nastácia Cabral, tenho 22 anos sou de Belford Roxo, RJ. Sou estudante de fisioterapia e tenho como hobby lutar Muay Thai. Comecei há 2 anos atrás, buscando uma melhor qualidade de vida, quando eu estava com 110kg e era muito comilona.

Atualmente eu tenho 100 kg muito bem distribuídos em 1,68 de altura, muito mais saúde, pois perdi gordura e ganhei massa muscular, e visto manequim 54/56. O Muay Thai é um esporte bastante democrático, pois aceita participantes de vários biótipos físicos sem nenhum preconceito, este fator foi determinante quando eu estava em busca de uma atividade física ideal para mim.

Com o crescimento do interesse dos brasileiros pelas artes marciais nos últimos anos, o Muay Thai é uma das artes marciais que mais crescem em nosso país. Pretendo praticar esta arte como hobby por muito tempo ainda e tenho orgulho de ser a plus size do Muay Thai.

 

Turma que luta comigo *__*

Turma que luta comigo *__*

Muay Thay

Aquecimento.

Aconselho a todas as pessoas a buscarem uma atividade física que possa te proporcionar prazer e exercitar seu corpo, as atividades físicas nos torna ainda mais felizes e bem humoradas, além de queimar as calorias daquela pizza deliciosa do fim de semana.

Muay Thay 2

Meu Mestre

Se na sua cidade tiver aulas de Muay Thai eu sugiro que façam uma aula experimental e se apaixonem como eu me apaixonei.

 

 

01.04.13

Guest Post: Conquistando uma grande vitória!

Foto: Antonio J. Santos

Não sou exemplo para ninguém. Não sou mais , nem menos que ninguém …. essa é apenas minha história….

Quando eu tinha 10 anos de idade, eu tive uma convulsão e fui diagnosticada com epilepsia , mas a minha era de ausência, com o tempo eu fui me conhecendo um pouco mais e comecei a achar que tinha um pouco de dificuldade de aprender algumas coisas, mas meus pais sempre falavam que eu não tinha não …. Depois me tornei uma adolescente obesa, cheguei a pesar 187KG. Então agora eu tinha epilepsia e era obesa, confesso que muitas vezes me sentia inferior as pessoas, mas não demonstrava isso…. Apesar de sentir que eu tinha dificuldade de aprender certas coisas, eu também aprendi que eu tinha muita sensibilidade para perceber o que se passava ao meu redor e perceber os problemas e sentimentos das pessoas.
Então,aos 21 anos fiz redução do estômago, aos 23 anos me formei na área da economia, e logo após tudo isso, quando cheguei ao menor peso que tive , eu tive um problema muito serio na coluna, passei por cirurgias, fiquei sem sentir a perna direito, médicos falavam que eu não poderia fazer um monte de coisas, que era ate para eu me aposentar e achei naquele momento que eu não seria mais útil nessa vida, alias agora eu era uma pessoa que tinha epilepsia, que ainda era gorda e nem conseguia andar direito pela lesão que tinha tido …. Foi um momento de grande reflexão , de tantas percepções e de grandes superações …..
Posso dizer que foram anos de fisioterapia e muitos tratamentos, mas que foi uma reabilitação física e emocional em minha vida….

Foto: Antonio J. Santos

Então eu me reabilitei, já estava sentindo melhor minha perna, andando melhor, tantos fisioterapeutas foram anjos em minha vida, alguns me ajudaram na reabilitação da alma também …. resolvi fazer faculdade de fisioterapia….
Durante a faculdade passei por crises de dores muito fortes na coluna, pois ainda estava em processo de reabilitação, meus professores me ajudavam, pois algumas vezes, eu não conseguia ir para aula, lembro de um determinado semestre eu sentia tanta dor que ia de muleta para aula e eu pensava: _ como vou cuidar de alguém assim? …. Me sentia insegura quando esse pensamento vinha…..
Então chegou o último ano da faculdade, toda a minha insegurança, meu medo de não aguentar fisicamente o estágio e não conseguir realizar meu sonho de me formar, veio a tona, além de viver aquele estágio intensamente eu tinha que superar medos , inseguranças, dores físicas e preconceito (passei por alguns preconceitos devido ao meu tamanho) ….
Bem …. no primeiro mês em que comecei o estágio, era tão pesado fisicamente para mim que quando eu acordava minha coluna doía ate para respirar, o primeiro passo da manhã era incrivelmente doloroso …. mas eu ia pegar o metrô , ia com calma, e pensando que daria um passo de cada vez ….. E imagina só, depois de um tempinho , toda aquela energia de tentar auxiliar na reabilitação das pessoas, foi ficando tão em mim, que Deus me deu de presente , algo tão importante, que eu nem esperava, minhas dores, que estavam anos em mim, foram embora, e agora eu precisava sentir mais confiança em mim e seguir em frente…. Bem , meu último ano de estágio, foi regado de experiências lindas, de muito amor, de muito aprendizado, de muito agradecimento, aos que me ajudaram e aos pacientes que confiaram em mim …. amei atender e compartilhar da vida deles, cada história que ficava sabendo, eram experiências lindas, eu nunca olhei para os meus pacientes, vendo somente a doença que eles tinham, sempre olhei com esperança de que algo poderia melhorar, e que lá comigo tinha uma vida cheia de histórias, acho que sempre olhei para eles assim, pois eu também fui paciente e minha vida começou a mudar , quando alguns profissionais me olharam assim e quando eu também comecei a me olhar desta forma….
Passei por preconceitos, por julgamentos, por confusões, por dores da alma, dores físicas, por tantas coisas fortes , mas no final aprendi, a cada dia novo, que o que importava mesmo era a minha consciência , o amor que eu sentia dentro de mim, a forma como eu me percebia e a posição de deixar de vitima de tudo e ser responsável pela minha história e pelo que via ao meu redor ….
Hoje graças a Deus, eu passei de paciente para terapeuta, hoje eu estou feliz, não pelo título de fisioterapeuta, mas estou feliz, pois Deus me deu a possibilidade de viver a vida, e ficar melhor de saúde, e poder cuidar das pessoas, e olhar para elas com a mesma esperança e amor que aprendi a olhar para mim..
Quanto aos preconceitos que passei, mesmo que as vezes fossem difíceis de lidar com eles, aprendi que não existe padrão para nada , cada história, cada pessoa tem seu momento, sua prioridade e seus motivos, por isso tudo vai muito além de qualquer padrão externo.

Foto: Antonio J. Santos

E aprendi a importância de sermos humildes, mas ao mesmo tempo sabermos que temos uma capacidade imensa de realizar e transformar muitas coisas através do nosso amor próprio.