04.03.10

LOUCURA

Loucuras, Loucuras, Loucuras…
O que eu já fiz pela beleza!
Já me impedi de sentar a mesa,
Já senti vergonha das minhas curvas!
Loucuras, Loucuras, Loucuras…
Hoje eu me sinto melhor
E todas essas dietas,
Sei de cor!
No entanto, tenho muito mais na cabeça
Agora, tenho mais que certeza!
Loucuras, Loucuras, Loucuras…
Já comi semana inteira, só alface
também já comprimi a face
Pra ver como era a magreza!
Loucuras, Loucuras, Loucuras…
No entanto, tenho muito mais na cabeça
Agora, tenho mais que certeza!
Que eu sou muito mais bonita
Do que seu padrão me faria!
Eu tenho muito mais presença…
Me odiar, me esconder, me prender
Isso foi há muito tempo atrás!
Loucuras, Loucuras, Loucuras…
Ser infeliz por uma opinião absurda
É coisa que não faço jamais!

01.03.10

A mulher da página 194.

Corpos esculturais,bundas falsificadas e mortes em mesas cirúrgicas.O que houve para os padrões femininos mudarem tanto? Se compararmos esculturas em homenagens a mulheres de antigamente notaremos, grandes diferenças no dito atual mulher: sexy-gostosa-bonita-desejada. Nós gordinhas nas sociedades passadas éramos sex symbol e sinônimo de fertilidade. Mas o que houve para tantas mudanças ocorrerem? De sex symbol para ‘’fora dos padrões’’ – atuais de beleza.
A velha e boa mídia, industrias de remédios emagrecedores rápidos foram quem criaram esse estereótipos de mulheres perfeitas, sem celulites,estrias e gorduras ? Um exemplo disso é a mulher da página 194.
Loira,linda com um belo sorriso e com seus 20 anos a modelo profissional saiu na edição da revista norte americana Glamour, como matéria autoimagem.E como  esperado essa matéria causou muita repercussão.A revista recebeu centenas de e-mails simplesmente pela barriga da moça (sem photoshop ou qualquer outro editor de imagem) mostrando claramente a realidade – mulher com corpo real.
No entanto, quem já teve filhos conhece bem aquela dobrinha que se forma ao sentar. E mesmo quem não teve conhece também, bastando para isso pesar um pouco mais do que 48 quilos, que é o que a maioria das tops pesa. Lizzie não é um varapau — atua no mercado das modelos “plus size”, ou seja, de tamanhos grandes. Veste manequim 42, um insulto ao mundo das anoréxicas.
A foto gerou sentimentos contraditórios.Para alguns o fato de terem colocado a mulher real com formas reais e retirado mesmo que por uma matéria a beleza perfeita que as revistas promovem, gerou repulsa e sensação de alforria para muitas mulheres.
Um generoso sorriso, dentes bem cuidados, cabelos limpos, segurança, satisfação consigo próprio, inteligência e bom humor: é isso que torna um homem ou uma mulher bonitos. Aquelas meninas magérrimas que ilustram editoriais de moda, quase sempre com cara de quem comeu e não gostou (ou de quem não comeu, mas gostaria), são apenas isso: magérrimas. Não parecem pessoas felizes. Lizzie Miller dá a impressão de ser uma mulher radiante, e se isso não é sedutor, então rasgo o diploma de Jornalismo que não tenho! Ela merecia estar na primeira página, mas, mesmo tendo sido publicada na 194, roubou a cena.
( A matéria da mulher da pág 194 é ”OLD” – mas vale ser lembrada )
Ofereço a postagem para minha professora de História da Arte – Edjane K.
01.03.10

O novos palavrões do politicamente correto

Primeiro foi a “palavra com N”. Negro. A mim não soa nada mal. É igual a branco. Diversidade. Não pretendo substituí-la por “afrodescendente”. Mas nos Estados Unidos, país onde o politicamente correto atingiu níveis absurdos, já há algum tempo não se pode falar tal coisa. “The N Word, nunca”, explicava Oprha Winfrey num programa que vi ano passado. Foi quando eu descobri essa história, que não me saiu mais da cabeça. Pois ontem li um artigo no site americano The Huffington Post dizendo que agora é a palavra “gordo” que está proibida.

Compreendo que, nos dias de hoje, como este é um dos sete pecados modernos, a palavra pode soar mesmo como xingamento. A gordura é vista por muita gente como falha de caráter. Mas daí a banir o termo de nosso vocabulário é ridículo.

“Nós podemos falar sobre dietas e exercícios, e sobre o sucesso das modelos de tamanho GG – constantemente – mas não podemos mais usar a palavra GORDO como adjetivo. A não ser, é claro, que estejamos nos referindo a nós mesmos”, diz a articulista Vicki Iovine.

“Você mexeu com o sedentário processador de comida errado!”, brincou Kevin Smith em seu twitter semana passada. Há 15 dias, o ator e diretor americano foi expulso de um voo da Southern Airlines por ser…gordo. Muito gordo. Smith tem o costume de comprar dois assentos, mas desta vez conseguiu passagem num horário anterior e ficou com uma cadeira só. Foi expulso. Ganhou uma pequena indenização e, como é comediante, assunto para novas piadas.

Iovine diz, com propriedade, que ao expulsar uma palavra de nosso vocabulário, corremos o risco de abafar o assunto. E a epidemia atual de gordura, obesidade, é tão perigosa para nós quanto o aquecimento global. Do jeito que a coisa vai, seremos a última geração que vai viver mais do que a anterior. “Nossas crianças estão morrendo e nós estamos tentando ser politicamente corretos. Isso não está certo”, afirma. O pior é que isso pega. Outro dia pensei mil vezes antes de escrever a palavra “pobre” em um texto. Menos favorecidos? População carente? Necessitados?

Na televisão, qualquer Big Brother grita “c….” dez vezes seguidas em horário nobre. Já se pode dizer “m…” em qualquer novela. Agora os palavrões são outros. Daqui a pouco não poderemos dizer que alguém é feio. A pessoa terá apenas “falhas de design divino”. Estou esperando a hora em que ninguém poderá dizer que eu sou loura – talvez porque alguma loura possa pensar que estar sendo xingada de burra. Ou talvez algum dia eu não possa mais dizer que sou mulher – porque haverá alguém ache que isso significa uma ofensa à diversidade sexual.

Brincadeiras à parte, isso tudo é um horror. Antes que passemos a usar as palavras apenas citando as iniciais, vamos pensar que importa mais do que se faz, de fato, do que o que se diz.

Por Martha Mendonça do blog Mulher 7×7
http://colunas.epoca.globo.com/mulher7por7

28.02.10

Sorteio – Victoria´s Secret

Quem curte Make sabe que os produtinhos das Victoria’s Secret são de muita qualidade, e como as leitoras do blog super merecem o melhor eu vou sortear uma para vocês.

Então se você quiser ganhar é simples.

Basta comentar nesse post com:
Nome e um E-mail que você acesse sempre[porquê se a vencedora não enviar seu endereço em dois dias será feito novo sorteio],
ser seguidora do blog [somente as seguidoras irão concorrer] e torcer para ser a ganhadora.

O Sorteio será realizado no dia 07/03 as 20:00 hs.

Boa sorte a todas.

27.02.10

Entre o comodismo e a aceitação

Hoje vim fazer as vezes de advogada do diabo e soltar questionamentos por aqui, porém antes de chegar no assunto propriamente dito quero deixar bem claro que o intuito desse post não é ofender, criticar, rebaixar, ou qualquer coisa do tipo, mas como falei acima, incurtir questiomentos que gerem debates construtivos.
Desde o meu primeiro post  acompanho o blog, e confesso queao longo posts e comentários eu meio que perdi o tesão de escrever aqui – ah mas como pode, vc só escreveu uma vez? – o porque da perda desse tesão é o assunto do post. 
Quem já viu meus outros blogs, twitter, formspring, facebook e afins sabe que eu compro briga e defendo qualquer tipo de injustiça e preconceito. Vim escrever aqui à convite do Diego, fui muito bem recebida pelas meninas, obrigada mais uma vez, troquei uns papos com a Kalli por msn que pode atestar o meu cuidado em postar do tanto que a importunei enquanto escrevi o primeiro post. Depois deste, mostrei o blog à uma galera, sempre link e divulgo, leio, raramente comento porque quase nunca comento mesmo, rs. Algumas pessoas me questionaram sobre ter aceitado escrever aqui, pelo fato de a maioria das meninas ser acima do peso, porque eu me importaria, outras questionaram no meu forms, pediram fotos (pasmem!!). Eu visto 44., no máximo 46, não sou magra e nem devo ser, fico horrível com menos peso por ter quadris largos, sou o que chama de UDA, rsrs e sou feliz. Me alimento bem, faço exercício físico nunca (sexo vale, né? rsrs) mas mantenho restrições alimentares apesar de não largar a cerveja NUNCA. Largo pão, mas cerveja NUNCA. Resumindo, eu cuido bem da minha saúde. E nesse aspecto, saúde, ler alguns comentários me incomodou bastante.Verfiicar pressão, manerar açúcar e doces, desentoxicar, dimunuir sal, frituras, verificar taxas de glicose, colesterol, hormônios, circulação, fazer o velho Check UP a cada semestre, esses cuidados são essenciais pra  se ter uma vida saudável e longa. além dos famigerados exercícios físicos.
Existe uma série de fatores que levam uma pessoa a engordar, e a ter dificuldade der perder peso, entre eles, Disturbios Hormonais, ansiedade, problemas de metabolismo, compulsão, mas isso todo mundo aqui já sabe de cor. Porém uma boa parcela da população aumenta de peso, simplesmente porque não se cuida. A falta de cuidado consigo mesmo é o fator mortis que vem crescendo pelo mundo inteiro em proporções inacreditáveis. O que leva a fazer a seguinte pergunta: A aceitação do peso gera comodismo? -Alguém aqui passa ou já passou por isso? – Onde termina a aceitação e começa o comodismo?
Dei minha cara a tapa, mas precisava desse questionamento.