04.03.10

Barbie Humana injeta Botox na filha de 16 anos …

Uma adolescente de 16 anos acaba de fazer história no mundo obsessivo das intervenções estéticas. O jornal Daily Mail publicou hoje a história de Hannah : a menina inglesa que começou a se submeter no ano passado, quando tinha 15 anos, a injeções de Botox no rosto, aprovadas pela mãe, numa clínica na Espanha. Agora, a própria mãe aplicou uma nova leva de injeções nos músculos faciais da filha (foto acima).
A adolescente explicou candidamente à repórter: ”Eu queria colocar botox por duas razões : previne rugas e todo mundo na minha escola estava falando sobre “B”.
Quem diria: botox passou a ser apelidado carinhosamente pelas adolescentes somente pela inicial…B.
Quem a levou a pensar em botox e, pior, quem aprovou, pagou e aplicou as injeções no rosto de Hannah foi a mãe, segundo o tabloide inglês.
Mães costumam ser modelos para as filhas. E esta certamente é : Sarah Burge já se sujeitou a mais de 100 procedimentos cosméticos dos mais variados níveis e profundidades, a um custo de meio milhão de libras (R$ 1 milhão 350 mil) . E por isso ficou conhecida como a Barbie Humana. Sarah trabalha com isso : é esteticista.
A filha recebeu metade da dosagem da substância normalmente administrada em adultos.
Objetivo ? Prevenir rugas no futuro.
Hannah hoje tenta celebrar um título mundial : depois de pesquisar na internet, viu muitos exemplos de adolescentes colocando botox aos 16 anos, mas, aos 15, ela seria a mais jovem da história…As primeiras aplicações foram no ano passado, quando era apenas uma debutante na vida – e o espelho passou a ser seu inimigo.
Seu depoimento para o jornal provoca calafrios :
“Eu tinha umas duas rugas na testa e ao lado da boca, e não estava nada contente com isso. Aparência é importante para mim e não quero parecer horrorosa (ugly) quando eu tiver 25 anos. Algumas amigas me disseram que, quanto mais cedo a gente coloca botox, menos rugas a gente tem quando adulta”.
A mãe se considera especialista neste tipo de procedimento, ficou muito excitada, segundo o Mail, com a decisão da filha, e achou sensacional que Hannah tenha sido “franca e honesta” sobre seu desejo, em vez de fazer escondido.
A Barbie Humana, que tem três filhos, se orgulha muito de ter decidido aplicar, ela mesma, as injeções. “Eu seria hipócrita se dissesse não, depois de já ter feito tantas plásticas no corpo e no rosto. Sei que muitos pais e mães ficarão horrorizados com minha atitude “- disse ela ao Daily Mail – “mas meu envolvimento direto foi uma forma de proteger minha filha de esteticistas charlatães ou inexperientes”.
Sarah, que já fez implantes na bochecha, e vários lifts e lipoaspirações, além de três plásticas no rosto, considera ter tomado uma atitude muito responsável ao assumir pessoalmente a aplicação das injeções.
Mas cirurgiões entrevistados pelo tabloide ficaram chocados com a idade da menina. E alertaram para os perigos dos excessos de botox, que podem provocar paralisia nos músculos faciais.
Hannnah, porém, se considera imune a esses perigos. E acha que será jovem eternamente, sem rugas e com a ajuda da mãe, sua musa inspiradora.
O que você acha da história de Sarah e Hannah ?
A filha é o retrato de uma geração obcecada com a “beleza” e a “juventude”?
A mãe agiu certo ou deveria ter proibido a filha de colocar botox, pelo menos antes de ser maior de idade?
Ela pode estar usando a filha como cobaia e deveria ser punida?
Matéria retirada do Blog http://studioliz.blogspot.com
04.03.10

LOUCURA

Loucuras, Loucuras, Loucuras…
O que eu já fiz pela beleza!
Já me impedi de sentar a mesa,
Já senti vergonha das minhas curvas!
Loucuras, Loucuras, Loucuras…
Hoje eu me sinto melhor
E todas essas dietas,
Sei de cor!
No entanto, tenho muito mais na cabeça
Agora, tenho mais que certeza!
Loucuras, Loucuras, Loucuras…
Já comi semana inteira, só alface
também já comprimi a face
Pra ver como era a magreza!
Loucuras, Loucuras, Loucuras…
No entanto, tenho muito mais na cabeça
Agora, tenho mais que certeza!
Que eu sou muito mais bonita
Do que seu padrão me faria!
Eu tenho muito mais presença…
Me odiar, me esconder, me prender
Isso foi há muito tempo atrás!
Loucuras, Loucuras, Loucuras…
Ser infeliz por uma opinião absurda
É coisa que não faço jamais!

01.03.10

A mulher da página 194.

Corpos esculturais,bundas falsificadas e mortes em mesas cirúrgicas.O que houve para os padrões femininos mudarem tanto? Se compararmos esculturas em homenagens a mulheres de antigamente notaremos, grandes diferenças no dito atual mulher: sexy-gostosa-bonita-desejada. Nós gordinhas nas sociedades passadas éramos sex symbol e sinônimo de fertilidade. Mas o que houve para tantas mudanças ocorrerem? De sex symbol para ‘’fora dos padrões’’ – atuais de beleza.
A velha e boa mídia, industrias de remédios emagrecedores rápidos foram quem criaram esse estereótipos de mulheres perfeitas, sem celulites,estrias e gorduras ? Um exemplo disso é a mulher da página 194.
Loira,linda com um belo sorriso e com seus 20 anos a modelo profissional saiu na edição da revista norte americana Glamour, como matéria autoimagem.E como  esperado essa matéria causou muita repercussão.A revista recebeu centenas de e-mails simplesmente pela barriga da moça (sem photoshop ou qualquer outro editor de imagem) mostrando claramente a realidade – mulher com corpo real.
No entanto, quem já teve filhos conhece bem aquela dobrinha que se forma ao sentar. E mesmo quem não teve conhece também, bastando para isso pesar um pouco mais do que 48 quilos, que é o que a maioria das tops pesa. Lizzie não é um varapau — atua no mercado das modelos “plus size”, ou seja, de tamanhos grandes. Veste manequim 42, um insulto ao mundo das anoréxicas.
A foto gerou sentimentos contraditórios.Para alguns o fato de terem colocado a mulher real com formas reais e retirado mesmo que por uma matéria a beleza perfeita que as revistas promovem, gerou repulsa e sensação de alforria para muitas mulheres.
Um generoso sorriso, dentes bem cuidados, cabelos limpos, segurança, satisfação consigo próprio, inteligência e bom humor: é isso que torna um homem ou uma mulher bonitos. Aquelas meninas magérrimas que ilustram editoriais de moda, quase sempre com cara de quem comeu e não gostou (ou de quem não comeu, mas gostaria), são apenas isso: magérrimas. Não parecem pessoas felizes. Lizzie Miller dá a impressão de ser uma mulher radiante, e se isso não é sedutor, então rasgo o diploma de Jornalismo que não tenho! Ela merecia estar na primeira página, mas, mesmo tendo sido publicada na 194, roubou a cena.
( A matéria da mulher da pág 194 é ”OLD” – mas vale ser lembrada )
Ofereço a postagem para minha professora de História da Arte – Edjane K.
01.03.10

O novos palavrões do politicamente correto

Primeiro foi a “palavra com N”. Negro. A mim não soa nada mal. É igual a branco. Diversidade. Não pretendo substituí-la por “afrodescendente”. Mas nos Estados Unidos, país onde o politicamente correto atingiu níveis absurdos, já há algum tempo não se pode falar tal coisa. “The N Word, nunca”, explicava Oprha Winfrey num programa que vi ano passado. Foi quando eu descobri essa história, que não me saiu mais da cabeça. Pois ontem li um artigo no site americano The Huffington Post dizendo que agora é a palavra “gordo” que está proibida.

Compreendo que, nos dias de hoje, como este é um dos sete pecados modernos, a palavra pode soar mesmo como xingamento. A gordura é vista por muita gente como falha de caráter. Mas daí a banir o termo de nosso vocabulário é ridículo.

“Nós podemos falar sobre dietas e exercícios, e sobre o sucesso das modelos de tamanho GG – constantemente – mas não podemos mais usar a palavra GORDO como adjetivo. A não ser, é claro, que estejamos nos referindo a nós mesmos”, diz a articulista Vicki Iovine.

“Você mexeu com o sedentário processador de comida errado!”, brincou Kevin Smith em seu twitter semana passada. Há 15 dias, o ator e diretor americano foi expulso de um voo da Southern Airlines por ser…gordo. Muito gordo. Smith tem o costume de comprar dois assentos, mas desta vez conseguiu passagem num horário anterior e ficou com uma cadeira só. Foi expulso. Ganhou uma pequena indenização e, como é comediante, assunto para novas piadas.

Iovine diz, com propriedade, que ao expulsar uma palavra de nosso vocabulário, corremos o risco de abafar o assunto. E a epidemia atual de gordura, obesidade, é tão perigosa para nós quanto o aquecimento global. Do jeito que a coisa vai, seremos a última geração que vai viver mais do que a anterior. “Nossas crianças estão morrendo e nós estamos tentando ser politicamente corretos. Isso não está certo”, afirma. O pior é que isso pega. Outro dia pensei mil vezes antes de escrever a palavra “pobre” em um texto. Menos favorecidos? População carente? Necessitados?

Na televisão, qualquer Big Brother grita “c….” dez vezes seguidas em horário nobre. Já se pode dizer “m…” em qualquer novela. Agora os palavrões são outros. Daqui a pouco não poderemos dizer que alguém é feio. A pessoa terá apenas “falhas de design divino”. Estou esperando a hora em que ninguém poderá dizer que eu sou loura – talvez porque alguma loura possa pensar que estar sendo xingada de burra. Ou talvez algum dia eu não possa mais dizer que sou mulher – porque haverá alguém ache que isso significa uma ofensa à diversidade sexual.

Brincadeiras à parte, isso tudo é um horror. Antes que passemos a usar as palavras apenas citando as iniciais, vamos pensar que importa mais do que se faz, de fato, do que o que se diz.

Por Martha Mendonça do blog Mulher 7×7
http://colunas.epoca.globo.com/mulher7por7