27.01.16

GORDA DESSE JEITO, QUAL HOMEM VAI TE QUERER?

Dia desses encontrei pelo Facebook um texto muito claro sobre uma relação abusiva de uma mãe com a filha gorda. Nele a autora relatava coisas que eu também passei e infelizmente acredito que muitas de vocês também vivenciaram. Por isso, eu pedi a ela autorização e reproduzo abaixo na íntegra para vocês.

Depois do aparecimento da Jout Jout na internet, muito se ouviu falar sobre relacionamentos abusivos.
E quando ouvimos falar em relacionamento abusivo, logo, associamos a um casal, seja ele hetero, gay ou lésbico.
Mas hoje, eu venho falar sobre um outro tipo de relacionamento abusivo, aquele que eu sofri com a minha mãe.
Minha mãe sempre foi muito vaidosa e sempre cobrou de mim uma vaidade que eu nunca tive.
Colocou o meu primeiro brinco nos meus primeiros dias de vida e já haviam vários vestidos me esperando, muito antes de eu nascer. Até aí tudo bem, Não é nada novo ouvir uma mãe dizendo que sonha em ter uma filha mulher para poder arrumá-la, encher de lacinhos, e roupinhas cor-de-rosa. Insira aqui um gif qualquer de uma pessoa qualquer revirando os olhos.
O grande problema dessa história toda, é que eu nunca fui uma garota muito vaidosa, na verdade eu só queria ser criança, brincar sem me preocupar em sujar o vestido (na verdade eu queria mesmo era não ter que usar vestido) e ser uma criança normal. Não fui.
Senta direito.
Cruza essas pernas.
Não fica correndo.
Não tira o lacinho.
Arruma o cabelo.
Retoca a maquiagem.
Etcétera.
Não era muito diferente com as minhas amigas, não fui a diferetona, única, exclusiva, a sofredora do rolê, não!
TODAS AS MINHAS AMIGAS TAMBÉM SOFRIAM.
Alá o machismo aqui o tempo todo, só você não viu.
Meus primos, homens, tinha tanta liberdade, podiam brincar sem sentir culpa.
Ai, que inveja.
E foi assim até a minha adolescência.
Após os 14 anos eu comecei a engordar e não demorou muito pra minha mãe aparecer com inúmeras cobranças em relação ao meu corpo.
Você está imensa.
Precisa emagrecer.
Olha lá a Júlia tão magrinha.
Você precisa ser igual a ela.
Filha minha não vai ser uma porca gorda.
E tudo aquilo me machucava muito.
Aquilo era eu.
Eu não era uma porca.
Era gorda, sim.
Mas era eu.
E quando alguém me zoava no colégio, eu tinha que chorar sozinha em casa, porque não tinha uma mãe para desabafar.
Aos 18 anos eu estava vinte quilos acima do maldito peso ideal.
Ideal pra quem? Caralho!
Minha mãe já estava louca, toda semana me levava para um tratamento novo.
Mesoterapia.
Manthus.
Eletrolipoforese.
Termoterapia.
Lipocavitação.
Endermoterapia.
Criolipólise
E outros milhares que eu já nem lembro o nome.
Certo dia, após uma pesagem na sala da nutricionista, e a descoberta de que eu não havia emagrecimento nenhuma grama, minha mãe berrou em alto e bom som:
GORDA DESSE JEITO, QUAL HOMEM VAI TE QUERERGORDA DESSE JEITO, QUAL HOMEM VAI TE QUERER?
Foi quase um tiro no peito.
Fiquei horrorizada.
Ainda lembro do sorriso amarelo da nutricionista tentando disfarçar o constrangimento e dizendo com os olhos: “não liga para o que ela está dizendo”.
Mas eu ligava.
Tanto ligava que desabei em choro.
Pensei que ouviria um pedido de desculpas, mas ela foi ainda mais cruel, me puxou pelo braço e disse:
– Vamos embora, eu desisto de você.
Anos depois me vi retratada no filme MINHA MÃE É UMA PEÇA.
Claramente eu era a Marcelina e a minha mãe era a Dona Hermínia.
Aos 20 anos, conheci uma garota e me apaixonei por ela.
Passei a entender a minha sexualidade.
Começamos a namorar e não demorou muito pra eu sair de casa pra morarmos juntas.
Descobri que eu sofria de ansiedade e toda a ansiedade era decorrente do estresse que eu sofria morando com a minha mãe.
Depois de muitos anos sem conseguir dizer absolutamente nada pra minha mãe, eu resolvi escrever uma carta.
E no fim dela, após ter desabafado sobre tudo o que eu precisava, eu disse:
Um dia você me perguntou “qual homem que iria me querer?”, e hoje, eu posso te responder que SOU EU é que não quero nenhum deles.

POR: Pâmela Tolezano
https://twitter.com/PamelaTolezano

Quem já passou por isso, quem está passando por isso, espero que entendam que o erro não é com a gente. O erro está na sociedade como um todo, infelizmente isso inclui as mães, que em uma tentativa de “proteção” se tornam abusivas e agem com gordofobia.
Mas eu acredito em dias melhores, esses dias estão chegando e os filhos da nossa geração já não vão sofrer tanto (assim espero) com a gordofobia familiar.

E vocês já passaram por coisa parecida? Contem-nos aqui nos comentários.

23 Comentários // Deixe o seu!

  • Maria Carolina Tomaz says:

    Amei esse texto retrato muito bem a nossa realidade,minha mãe fez e ainda faz isso,mas como você espero tbm que um dia isso mude..

  • Marcia says:

    É só quem passou é quem sabe,escutar sua própria mãe dizer coisas que te faz sentir como um lixo,eu passei por isso também.

  • Aline Camargo says:

    Eu sempre fui mais forte que as outras garotas, e mesmo quando estava perto do “peso ideal” era grande demais pra passar “despercebida”. Sofri muito até me amar e me aceitar desse modo. E ainda dói quando um familiar vem com piadinhas de gorda e solteirona. Mas agora eu entendo, enquanto eu me amar terei forças para simplesmente sorrir e mostrar pra eles que eu sou muito mais que meus 1.75 de altura, 96 kilos e manequim 48!

  • Alessandra says:

    Convivo com isso desde que me entendo por gente…
    Nasci gordinha sempre fui gordinha, não teve um momento que fiquei na casa com minha familia que nao ouvia eles falarem sobre obesidade, pessoas gordas. .. todos os dias a mesma coisa …
    Até os meus 17 anos eu nao era uma pessoa feliz, vivia fazendo dietas para poder emagrecer com 1.65 85 kilos… cansei !!!
    Sai de casa e fui viver minha vida longe de todos que me faziam me sentit mal e passar por constrangimentos desnecessário.
    Hoje com 28 anos 115 kilos sou muito feliz, não me aceitei não. …
    Eu gosto de mim assim, não me importo com oque minha familia diz hoje tudo oque vem deles nao me atinge mais .
    Eu filha de uma mãe magra e hoje fazendo altos procedimentos estéticos, irmã de uma rata de academia …. todos os dias ouvia isso delas…
    As pessoas nao mudam … nos que temos que mudar.
    Uma pessoa gordinha na vida tem que aprender a conviver com esses preconceitos todos os dias infelizmente…

  • Desde que eu me entendo por gente sempre fui gorda não tem isso de “fofinha” ou “gordinha” eu era gorda mesmo, uma bola com braços e pernas mas eu não ligava. Não tava nem aí pra nada eu me acabava a rainha diva mais maravilhosa desse mundo ( dos 3 aos 6 anos) minha mãe reclamava do meu peso e na minha lancheira colocava frutas pra eu lanchar na escola e adivinha? Eu passava o dia de fome mas não comia as malditas frutas ( eu odiava) o tempo foi passando e eu começei a sofrer mais bullying na escola e muito mais dentro de casa super me identifiquei com esse texto pq eu também tinha que chorar sozinha e baixo pra ninguém ouvir pq eu não tinha uma mãe pra desabafar quando eu chegava em casa chorando e dizia o motivo sabe o que ela dizia? ” isso é muita frescura isso sim” blz. Mudei de escola e o negócio ficou ainda pior cheguei a apanhar de 5 meninos só pelo fato de ser gorda eu tinha 10 anos e a essa altura eu já me odiava completamente eu tinha vergonha até de sair de casa. Minha mãe sempre vive me passando na cara ” Você tá muito gorda” ” Gorda desse jeito ninguém vai te querer” ” Olha a sua prima como ela tá linda ela é magra” ” Você tem que fechar essa boca e entrar numa academia” ” Sabe pq nada cabe em você? Porque você tá parecendo dona redonda” e por aí vai até o meu pai me dizia essas atrocidades quando começaram a aparecer minhas estrias ele veio com um papo de cirurgia quando eu questionei ele ele disse que ” Homem não gosta de mulher gorda, feia e ainda por cima deformada.
    Todos os garotos por quem eu me interessei me rejeitaram porque eu era gorda e feia
    Continuo gorda só que menos feia do que antes mas olho no espelho e o que eu sinto é vontade de chorar e de me esconder num buraco pra ninguém nunca mais me ver, meu namorado diz que me ama exatamente como eu sou recebo elogios do tipo ” você é incrível ” ” maravilhosa ” ” Linda” mas sinceramente eu não consigo ver isso tudo que o pessoal vê em mim.

    MEU DEUS COMO É BOM DESABAFAR!!!!

    • Kelly Barbosa says:

      Eu tbm sofri muito preconceito,e já ouvi varias vezes ninguém nunca vai te querer,nenhum homem gosta de mulher gorda,tive um relacionamento de 13 anos tive um filho com essa pessoa mas todos os dias ele reclamava e falava q só ele me aguentava,q os amigos dele todos soavam pq ele vivia com uma mulher gorda tinha medo de deixar ele pq pensava q não arrumaria mais ninguém tinha medo de viver sozinha, só q um dia( a um ano atrás) não aguentando mais deixei ele, sofri muitoooo fazia até terapia me sentia a pior mulher do mundo auto estima lá embaixo mesmo mas depois de 6 meses separada conheci um rapaz q mudou totalmente minha vida,me elogia todos os dias me faz sentir muito bem,hj eu posso dizer q tenho um verdadeiro homem ao meu lado

  • Carina says:

    TEXTO MARAVILHOSO!!

    VIVO ISSO DESDE SEMPRE…ATÉ NA ÉPOCA EM QUE MINHA MAGREZA ERA QUASE ANOREXA, TINHA QUE ESCULTAR QUE ESTAVA GORDA, PELO SIMPLES FATO DE TER A BUNDA GRANDE.

  • elisabete says:

    passei por isso tambem, minha mae dizia “VC NUNCA VAI SE CASAR, PORQUE VOCE É GORDA E FEIA”, dai fui tratar de cuidar da minha vida, afinal eu tinha que sobreviver, mas por ironia de destino conhecia, uma pessoa por quem me apaixonei e que eu acreditava tambem me amar, só que nao, hoje depois de trinta anos de casada descubro que ele sempre foi apaixonado pela prima seca, magrela que mais parece um homem, nada de peito, bunda ou qualquer outra coisa, nao sei o que foi pior minha mae ou meu marido.

  • Fernanda Figueira says:

    ” Já vivi isso também. Na família da minha mãe não tem um gordo sequer, todos são magros por natureza; e eu herdei o biotipo do meu pai. Mas no meu caso não foi minha mãe, muito pelo contrário!…minha tia que me azucrinava com esse ‘ tal padrão’ que as moças devem ter, aff! Até hoje ela fica medindo- me com os olhos. Vivi atordoada por isto por longos anos, a ponto de procurar um tratamento radical de emagrecimento, enfim. Num desses tratamentos o médico me perguntou: O quê vc faz aqui?!? – Vim para me tratar! -Ele: Tratar o quê? – Eu: A minha saúde. -Ele: A sua saúde está ótima, assim como vc está linda; trate o seu psicológico! Daí, parei de me importar com os malditos padrões de beleza. Comecei a me valorizar, gostar mais de mim e me aceitar do jeito que sou. Nunca mais tomei remédios para emagrecer E SOU MUITO FELIZ!!!

  • Renata says:

    Pior é aquela situação que as pessoas dizem que estão preocupada com a sua “saúde” quando na verdade estão incomodadas com a sua aparência. Outro dia mesmo, uma colega aqui do meu trabalho disse assim: “Nossa a sua bunda está enorme, GGG”. A vontade era de dar uma reposta daquelas, mas como eu conheço a peça, tento ter condecedência, por ela estar passando por um problema de saúde na família muito grave. A única coisa que eu respondi foi: claro que minha bunda está enorme, quando a gente ganha muito peso, tudo aumenta de tamanho. Simples assim! Estou gorda, não sou hipócrita. Preciso emagrecer porque somente eu é que estou sofrendo com o excesso de peso, mais ninguém. Para agradar a sociedade, os colegas de trabalho, para atrair mais olhares masculinos? Jamais!!! Se um homem não me quiser porque sou gorda, é um direito dele. Da mesma forma que é um direito meu achar ele um babaca por escolher uma mulher só porque ela é gorda, magra ou sarada.

  • Paola Lay says:

    Sim.
    Meu pai.
    Não uso biquíni desde os 18. Ainda mais na frente dele. Evito comer na frente dele.
    Ele controla o que a minha mãe come. Se ela vai ou não correr, caminhar. Disse queria só emagreceu porque ele é chato.
    Aos 5 anos, eu já escutava que precisava encolher a barriga. Os anos passaram. Espichei, fiquei magra. Naquela época, desenvolvi bulimia. Já fazia a dieta da lua desde os 12 anos.
    Minha mãe já disse que eu tinha o corpo de uma velha de 60 anos.
    Meu pai esculachou o corpo da minha mãe quando ela estava se exercitando na beira da água, na praia. Ela tinha emagrecido, tava feliz, de biquíni, caminhando. Nunca teve o corpo perfeito, mas dava pra ver a felicidade nela. Pra ele, ainda estava ruim.
    Meu pai é aquele cara que olha pra mãe dele, uma senhorinha de 70 anos, pra criticar o cabelo dela.
    Sempre tem alguma coisa pra ele ferrar no corpo, na aparência das mulheres que ele ama.

    • Cássia says:

      Vocês já pensaram em se reunir todas vocês e começar a critica lo como ele faz com Vocês? Talvez ele entendesse o recado ou talvez não. Mas acho que quando a própria pessoa não consegue se colocar no lugar de quem ela diz amar, é a gente que tem que colocar ela nesse lugar pra ver como funciona na real.

  • Minha mãe passou por exatamente essa situação, e por ter sofrido tudo isso, me deu todo o apoio do mundo quando precisei,mas cara…q bosta de situação. Eu sofri todas as piadinhas possíveis na escola, corredor polonês, musiquinhas de gorda…tudo isso feito só por meninas, as meninas eram cruéis ao extremo, e os meninos, eram meus amigos. A mulher é ensinada e condicionada desde pequena a ser cruel com outra mulher, é triste demais ver isso.

  • Eu era uma criança magra, mas por conta da minha estrutura física (desde sempre coxas grossas e bunda grande) ouvi algumas dessas coisas também. Minha mãe trocou o açúcar por adoçante, trocou o nescau por diet shake, cortou doces, pães quando eu ainda era criança. Sempre fazia questão de mostrar o quanto eu havia engordado e como eu era “maior” que ela, o quanto eu comia, o quanto homem não gostava de gordura, me levando à bulimia na adolescência. Séculos de terapia para vencer tudo isso.

  • Ela mesmo diz, ela não é diferentona. Parecia que eu tava lendo alguém contando a minha vida. Lembro que lá pelos meus 14 minha mãe só me deixava comer ovo cozido e alface até que meu Pai pediu pra ela parar com isso porque eu estava sempre com dor de cabeça e de estômago também. Lembro que um amigo da familia estava sempre comentando como estava ‘ficando gorda’, muitas vezes na frente dos meus pais que nunca diziam nada. Muitas vezes eu chegava a ter pensamentos ridículos de que se eu conseguisse desenvolver bulimia ou anorexia a minha mãe se sentiria culpada.

    Hoje estou com 20 acima do ‘ideal’ e não vou me mentir, não me sinto feliz. Eu estou tentando a minha maneira superar isso porque eu sei que só é possível de dentro pra fora, ninguém pode me dizer que eu sou bonita pra eu me ver bonita.

  • Eyla Campos says:

    Qndo eu tinha 12 anos engordei muito e em pouco tempo. Minha mãe enlouqueceu… Logo ela que já tinha sido miss em sua cidade. Em plena puberdade, fui obrigada a me despir inúmeras vezes para médicos, nutricionistas, educadores físicos, tudo em prol de avaliação para o meu bem. Comecei, aos 12, numa rotina intensa de academias, dietas bem restritivas, e abuso psicológico. Emagreci… Mas nunca me enxerguei magra. Sempre existiu a cobrança por ser mais e mais magra. Onde queriam chegar com isso? Numa anorexia? Na época eu queria, mas o transtorno de ansiedade generalizada que adquiri com tudo isso n deixava pq qndo a ansiedade vinha, eu só sabia comer… Virou compulsão alimentar… Engordei novamente, e aí tudo piorou mais ainda…. Hoje me sinto bonita, mas ainda não consigo estar 100% bem com meu corpo.

  • nemsempre says:

    Sim, já passei por gordofobia e machismo familiar: são as piores agressoes pq começam dentro de casa. Piores até memso do que o racismo que geralmente é da porta pra fora de casa.

  • Infelizmente só li duras verdades. Sempre sofri desse mal (O PRECONCEITO) e isso começou em casa. Sempre diziam com ar de desprezo o quanto eu estava engordando ou ficando fofa. Eu nunca recebi um elogio por nada. Mas quando eu tinha uns 15 anos, minha mãe me parou no meio da rua pra dizer “NOSSA, ISSO NO SEU BRAÇO É ESTRIA?? QUE QUE ISSO!” e eu claramente não sabia aonde enfiar a minha cara. Nunca me senti tão mal em toda vida. Hoje, aos 26 anos, eu não sei, desde aquela epoca, o que é mostrar os braços, pois tudo que é blusa eu uso com mangas que vedam tudo, estou sempre de casacos, cardigans, kimono. As pernas então.. Ja perdi as contas de quantos anos fazem que não uso um shorts. As pessoas vivem me dizendo o que fazer ou não, em relação a alimentação, mas ninguem sabe como me sinto. Ja ouvi barbaridades de tudo que é pessoa: medicos, familiares, pessoas nas ruas, crianças – inclusive minha sobrinha. E eu vou acumulando um amargor muito grande. Esses dias mesmo eu fiquei me perguntando que tipo de pessoa eu era, que ninguem conseguia aceitar, que os homens desprezam, que a familia não apoia. Que tipo de pessoa eu era que não merecia me sentir aceita…. Me vejo como um grande ERRO, ou algo do tipo. Me machuca pensar assim, mas quanto mais eu vivo, mais vejo o quanto as pessoas menosprezam os gordos como se isso fosse um crime contra a sociedade. Estou exausta de pensar assim….

  • Já sofri muito abuso. Quando criança apanhava pra comer, depois dos 9 anos comecei a engordar e ouvir esse tipo de coisa. Com 19 malhava e tomava termogênicos. Fiquei anoréxica e fui morar junto com um cara saradao…. Q tbm malhava. Inevitavelmente comecei a engordar de novo… 10 kg acima do peso e meu companheiro me disse que não tinha mais tesão, pq eu estava gorda. Me separei com 23 anos. Fiquei anos magra. Não comia. Vivia de cha e bolacha agua e sal. Aos 27 conheci meu atual marido. Pesava 71 na época. Hoje estou com 95 kg….estava com 102. Estou fazendo RPM …quero ter saúde. Estava com exames alterados. Mas me amo mesmo gordinha. E me sinto muito amada e desejada.
    Minha avó, que me criticava já é falecida e minha mãe de sangue nunca esteve do meu lado. Depois do falecimento da minha a

  • Depois do falecimento da minha avó, minha mãe tentou um relacionamento….igualmente e até pior….abusivo, tóxico. Cortei relações. Ha 4 anos não tenho contato. Aprendi a me amar. A vida me ensinou que não preciso me humilhar. Não mais.

  • Leticia says:

    Amei o texto!
    Quando eu falo pra minha mãe q conheci alguem ela sempre pergunta se eu contei pra pessoa q sou gorda. Pra ela é como se tipo ser gordo fosse uma doença.

  • Engraçado. Sempre vivi isso mas nao com meus pais e sim com minhas tias. Sempre me acharam gorda e me xingaram. Hj eu vejo fotos daquela epoca e não me vejo como elas me viam. Hj, mesmo gordinha, me amo mais do q me amava naquela época. É tenho um marido que me ama, me valoriza e toda vez q digo q tenho q começar um regime briga comigo. Vamos à academia juntos e não para ficar magra e sim por questões de saúde. Me amo!

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