Categoria: Ponto de Vista

03.05.17

Entrevista de Peso: Marco Magoga

Faz tempo que quero fazer posts com entrevistas aqui no blog, mas sempre algo me atrapalhava e eu ia deixando para depois. Com o apoio de um amigo, eu consigo, hoje, lançar uma nova tag no blog, que é a #EntrevistadePeso, onde entrevistaremos pessoas gordas que andam fazendo a diferença com suas ações e que merecem ser vistas.

Para começarmos em grande estilo, hoje vocês vão conhecer quem é o Marco Magoga, que é um cara bem engajado na causa gorda e tem muito a acrescentar quando o assunto é Gordofobia.

 

1- Marco o que levou você a ser um militante contra a gordofobia?

Acho que o maior motivo que leva qualquer pessoa a militar contra gordofobia é… a própria gordofobia. Eu sempre fui gordo, mas nem sempre tive clareza de como sofria com a opressão gordofóbica diariamente. Como qualquer outra pessoa gorda criada nessa sociedade que naturaliza o corpo gordo como errado, eu acreditava que qualquer coisa ruim que acontecia comigo exclusivamente por causa do meu corpo (não caber/quebrar cadeiras, não achar roupas, levar bronca de médicos mesmo com resultados bons de exames físicos, piadinhas, entre tantas outras coisas) eram minha culpa.
Eu também tive uma formação cristã protestante muito forte. E o discurso de boa parte das igrejas cristãs na atualidade naturaliza ao extremo a gordofobia. Então acho que isso foi um fator para que eu aceitasse passivamente a ideia de que era meu corpo que estava errado, e não as estruturas de poder da sociedade. Até que no final da adolescência eu comecei a ler outras coisas, buscar outras fontes de conhecimento e ouvir pessoas que não faziam parte do meu cotidiano. Comecei a ler sobre feminismo, sobre movimento negro, sobre resistência lgbt, e minha mente e visão de mundo começou a se expandir muito. Comecei então a ter contato com o discurso de body positivity, e um belo dia eu descobri um blog que mudou minha vida: o www.gordaesapatao.com.br. Eu acho que a gente da militância tem que aprender a ser grato por quem nos formou e abriu caminho pra que a gente pudesse estar aqui hoje, e por isso nunca perco uma oportunidade de agradecer à Jész Ipólito por ter me ensinado tanto e ter aberto minha mente para o que era gordofobia. Acredito que o Marco militante nasceu ali, lendo aqueles textos (e tantos outros depois).
Demorou um pouco até que eu tivesse segurança pra escrever sobre o assunto, entretanto. Comecei no A Coisa Toda como colunista de moda, até que o Dudx Araújo percebeu o potencial dos meus textos que falavam sobre vivências gordas e me convidou pra ter uma coluna sobre o assunto. E aí O Grande Close nasceu e tem sido minha maneira de retribuir tudo o que eu recebi de conhecimentos através da militância online.

 

2- O que significa ser uma pessoa gorda em nossa atual sociedade?

Ser gordo atualmente significa duas coisas: que você é doente e que você é culpado por isso. É por isso que além de sofremos com a falta de acessibilidade (que vai desde não encontrar roupas que nos sirvam até não ter acesso a um aparelho público ou a um equipamento de saúde), não há uma preocupação genuína (nem do poder público e nem da iniciativa privada) em prover essa acessibidade.
Há uma preocupação (que ainda precisa ser maior, inclusive) em criar espaços que atendam pessoas cadeirantes, por exemplo, mas o mesmo quase nunca acontece com uma pessoa gorda. E por quê? Porque se parte do pressuposto que a “culpa” de ser gordo é sua, então se você quer o acesso pleno a um produto ou serviço é SUA RESPONSABILIDADE emagrecer. Isso é um processo muito cruel porque além de oprimidas pessoas gordas são responsabilizadas pela própria opressão que sofrem. E é algo estrutural, ou seja, não nasce apenas de ações individuais (piadas, casos de preconceito, falha de design), mas é todo um sistema que autoriza que essa opressão seja naturalizada e se perpetue.

 

3- Quais seriam as principais pilares da gordofobia?

A meu ver, o primeiro é o discurso biomédico, que avalia o corpo gordo como doente e coloca a tal da “obesidade” como causa de muitas outras doenças. Perceba que a “doença obesidade” (que tem um número próprio na Classificação Internacional de Doenças) tem como sintomas somente… ser gordo. Sempre que se fala dos malefícios de ser gordo há sempre um discurso do “vir a ser”: a POSSIBILIDADE maior de enfarto, a POSSIBILIDADE de desenvolver diabetes, sempre a POSSIBILIDADE. E nisso constrói-se a ideia de que o corpo gordo é sempre doente e que o corpo não gordo é sempre saudável, o que não é verdade. Muitas pessoas gordas sofrem de negligência médica simplesmente porque o médico atribui qualquer sintoma ao “excesso de peso”, e isso impede muitas vezes que a saúde seja tratada como deve, como algo multifatorial, e seja erroneamente associada somente ao biotipo.
O segundo pilar é a mídia. A mídia é a responsável por difundir os conceitos do setor biomédico para a população de maneira mais diluída possível, e o faz de duas formas: através do medo e da espetacularização. Na categoria medo temos programas “científicos” como o Bem Estar e as matérias de jornal que reafirmam o quão perigoso é ser gordo. Já a espetacularização são os realities de perda de peso, as piadas, os personagens caricatos, os estereótipos de gordo comilão e desajustado… Isso sedimenta desde cedo na cabeça das pessoas que o corpo gordo é doente e motivo de riso. Aliado à divulgação de padrões de beleza cada vez mais irreais, essa demonização do gordo cumpre o papel social de fortalecer o sistema gordofóbico.
O terceiro pilar é o resultado dos dois primeiros. O senso comum. Essa ciência “torta” diluída pela mídia, que também constrói imagens estereotipadas de pessoas gordas faz com que conceitos negativos sobre pessoas gordas se tornem verdades “absolutas”. Isso justifica a gordofobia familiar revestida de “cuidado”, os programas de emagrecimento malucos, o grande número de pessoas que se submete a cirurgias bariátricas (uma cirurgia de alto risco) somente porque introjetou que é tão terrível ser gordo que qualquer sacrifício é válido.

4- E qual seria a melhor forma de combate-la?

Não há respostas fáceis a essa questão, mas a principal delas é: despatologizando o corpo gordo. Ser gordo não é sinônimo de ser doente assim como ser magro não é sinônimo de ser saudável. E sabemos que não foi sempre assim. Houve um tempo em que pessoas gordas é que eram sinônimo de saúde. Em tempos antigos, onde havia escassez de alimento, ser gordo era considerado fartura. Veja só, nosso corpo nem sempre foi considerado doente, mas sempre houve uma associação com alimentação que não cabe. Nem todo gordo come demais ou de menos, e essa noção do “gordo comilão” ajuda e muito no aumento de casos de distúrbios alimentares.
Mas enfim, a primeira noção que precisamos ter em mente é que saúde é multifatorial: o que leva cada um a ser considerável saudável ou não é um estudo a ser feito caso a caso. Não há peso ideal (então não há sentido na expressão “acima do peso”), não há dieta única que sirva pra todo mundo, não há programa de exercícios que seja apropriado pra qualquer um, e, mais importante, meu biotipo – ou a forma como as pessoas percebem meu corpo – não tem nada a ver com meu estado de saúde ou com características de personalidade. O fato de eu ser gordo ou magro é só mais uma característica pessoal, não um valor moral nem tampouco um atestado de saúde.
A conscientização das pessoas através de militâncias e debates é muito importante também, mas para pessoas gordas o mais interessante é sair IMEDIATAMENTE de todos os círculos tóxicos possíveis. Nem sempre isso é possível, mas se afaste o quanto puder de pessoas que te acham doente e menos digno de qualquer coisa só por ser gordo. E se cerque de pessoas gordas, nem que seja virtualmente, porque ninguém precisa estar sozinho. Eu não tenho palavras pra descrever o quanto amigos gordos – presenciais e virtuais – me ajudaram e ajudam a ser uma pessoa melhor.
O fim real da gordofobia será no momento em que os manuais médicos, a legislação e a mídia mudarem seus discursos sobre pessoas gordas. É algo que não vejo acontecendo a curto prazo, porque precisamos que mais pessoas gordas sejam aliadas nessa causa. Então, leiam! Há blogs e pessoas incríveis pra se inspirar. Leiam o Beleza sem Tamanho, leiam os textos da Rachel Patrício, da Bee Reis, da Jessica Ipólito, da Cida Neves, o Grande Close no A Coisa Toda… ah, são vários! Se não vamos conseguir vencer a gordofobia nessa geração, podemos sim viver melhor e preparar o mundo pras próximas gerações que estão vindo.

Para ler os textos do Marco focados na luta anti gordofobia, é só clicar aqui, e para acompanhar os pensamentos/devaneios dele é só seguir no twitter @marcoaurelioooo.

Traremos muita gente gorda e relevante (de peso nos dois sentidos) para essa sessão do blog, podem aguardar os próximos posts e principalmente indicar pessoas que vocês queiram ver por aqui. ❤

07.04.17

Guest Post: Impacto das “mulheres comuns” na moda plus size

Tenho observado no decorrer dos últimos meses uma fator interessante, que vou definir por: Foto de Modelo Plus Size X Foto de Mulher Comuns (Gordas) – Ambas na divulgação de roupas plus size.

Aqui no Rio de Janeiro o segmento plus size necessita de uma reformulação quanto ao que entendem por “modelo”. Ao realizar a divulgação para o #HashTagBazar percebi uma grande mudança da relação da consumidora em relação à mercadoria oferecida.

Os editoriais e fotos com modelos profissionais são lindas, bem trabalhadas na edição (photoshop/lightroom) e propõe uma divulgação que segue o “padrão” de mercado. Mas a receptividade das consumidoras em relação a estes fotos e editoriais é reduzida, por não haver identificação. Pode parecer mentira, mas percebo isso a cada dia.

O padrão profissional/comercial de modelos plus size agradam aos produtores de moda, mas não conseguem vender o produto que elas querem apresentar no varejo.

Algumas consumidoras tem sua atenção desviada da peça de roupa anunciada, para a pessoa da modelo. Elas ao verem o editorial prendem sua atenção subjetivamente à vontade de estarem no lugar da modelo e não na roupa que está sendo anunciada. Uma foto de uma modelo profissional anunciada por alguma marca gera um efeito emocional positivo, em que muitas mulheres gordas desejarem estar ali. Pois ser modelo seria como uma representação de autoestima, beleza, fama, ser desejada, dinheiro, sucesso e etc. MAS isso ocorre com um percentual pequeno de mulheres.

Mas na maioria das vezes ocorre a não-identificação da consumidora com o conjunto roupa+modelo. Sabendo que o segmento plus size possui sim padrões estéticos corporais, a maioria das consumidoras têm uma reação de indiferença e de dúvida em relação a modelo que está apresentando uma roupa a ser comercializada. A primeira pergunta que vem a mente é: “SERÁ QUE TEM MEU TAMANHO?” ou “SERÁ QUE A ROUPA FICARÁ BEM NO MEU CORPO?”. A maioria das mulheres gordas não se sentem representadas pelas modelos plus sizes e vibram e consomem ao ver mulheres comuns nas imagens.

Como percebi isso? Ao divulgar algumas fotos de clientes do #HashTagBazar usando alguma roupa comprada no evento tive inúmeras surpresas. As fotos tiveram um alcance muito maior que as das modelos profissionais. Proporcionaram para a marca uma divulgação 2X a 3X maior.

mulheres comuns gordas

Fotos com mulheres comuns que tiveram uma ótima repercussão nas páginas de divulgação do HashTagBazar.

A interatividade das consumidoras para com a foto perguntando valor é muito maior também. Ao perguntar as proprietárias da marca constatei que houve uma venda muito maior a partir da foto da cliente, do que da modelo. Quando uma foto de uma mulher gorda, em que ela se apresenta como ela é (barriguda, com papada, com braço grande, com tudo aquilo que os editoriais de moda não mostram) causam a identificação: consumidora – roupa – pessoa. E o resultado é perceptível no volume de vendas.
Disseram-me uma vez que fotos de “gordas tronchas” não servem para catálogos. Disseram-me que era necessário selecionar castings para mostrar a beleza da mulher gorda e para isso era necessário estabelecer padrões de modelos plus size.

E hoje percebo que não é bem assim. Quero a pessoa que uma vez me disse que “gorda troncha” não serve para modelar, me explique como o percentual de venda e de visibilidade comercial que ela é no mínimo 2X maior que a da modelo padrãozinho? Como explicar que a foto de uma modelo e uma consumidora, simultaneamente, postadas com a mesma peça de roupa em uma página de evento consegue ter diferença de alcance muito maior. A foto da cliente com a roupa tem em média 70% maior de curtidas que a da modelo? Como justificar que a foto da cliente possui numero maior de comentários perguntando sobre o valor e como adquirir a peça que a da modelo?
O mercado mudou. E se manter ligada a padrões pode significar prejuízos ou vendas menores.

Franz Wasielewski

Fotógrafo e assistente de produção do #HashTagBazar

09.02.17

Dietas: o que ninguém te conta sobre elas

As dietas existem desde sempre, porém mais recentemente elas vêm ganhando um espaço maior.
Os motivos principais para se fazer dieta são dois:

1) controlar o peso corporal/forma física (ficar mais magra, ficar mais forte, ganhar mais peso, ter menos barriga, etc) e

2) controlar uma questão de saúde (colesterol alto, diabetes mellitus, hipertensão, etc.).
Mas o que é uma dieta?
Para a ciência da nutrição, ninguém faz uma dieta porque todo mundo tem uma dieta. Ela significa a alimentação consumida por uma pessoa. Ela é quase a mesma coisa que “alimentação”. Na ciência da nutrição dizemos: “O José tem uma dieta normoproteica”, que significa que a alimentação dele tem a quantidade normal (que ele precisa) de proteínas*.
Para o restante do planeta, fazer dieta ou estar de dieta significa fazer uma alimentação diferente, geralmente uma alimentação onde se retira parcialmente ou totalmente algum nutriente ou grupo alimentar. Por exemplo, as pessoas dizem “estou fazendo a dieta da proteína”, e nessa dieta a prioridade é comer alimentos que contenham proteínas* e não comer alimentos ou comer poucos alimentos que contenham carboidratos*. Em todo o texto eu estou falando destas dietas.
Só para exemplificar: dieta da sopa, do abacaxi, da USP, de Atkins, Dukan, da lista do pode e não pode, detox, do tipo sanguíneo, da lua, entre milhares de outras.

Qual dieta funciona mais?
Essa é uma dura verdade que eu trago: nenhuma.
Muitos estudos que comprovam eficácia de dieta, do ponto de vista de perda de peso, em sua maioria são estudos de curto tempo e/ou sob ambientes extremamente controlados. Isso porque eu nem estou citando os estudos que comprovam que elas não funcionam ou as que sequer têm algum estudo científico comprovando alguma coisa.
A título de curiosidade: de cada 100 pessoas que emagrecem fazendo uma dieta, apenas 5 delas conseguem manter o peso em até 2 anos. CINCO!
Antes que você pense “Ah, mas isso é uma questão de determinação/foco/força de vontade”, trago outra verdade: não é. E a indústria por trás das dietas adora que você pense assim, porque isso leva você a uma nova dieta (mesmo que seja a mesma, só que com outro nome).
Se as dietas apenas não funcionassem, tudo bem, afinal, se uma pessoa tentasse uma dieta para emagrecer e não emagrecesse, que mal teria, não é mesmo? Entretanto, o problema é bem maior: elas têm efeitos colaterais e riscos.

O que acontece depois delas?
As dietas ativam um mecanismo que funciona na forma de um ciclo (veja a imagem abaixo).

Nesse ciclo, a pessoa inicia se “sentindo gorda”, considerando isso um problema. Em seguida ela pensa em uma solução para esse problema. Na maioria das vezes, essa solução é uma dieta (às vezes ela não tem nome, mas algo como “nunca mais vou comer doces”, por exemplo). Nessa dieta, como já mostrei para você, ela necessariamente exclui ou limita muito algum alimento ou nutriente. Essa limitação gera automaticamente um desejo pelo proibido. Em algum momento (horas, dias, semanas ou meses) esse desejo irá ser maior que a proibição e a pessoa se revolta contra a dieta. Nesse momento a pessoa irá comer esse alimento, muitas vezes com voracidade ou escondido ou em grande quantidade. A consequência disso é a geração de uma grande sensação de culpa, e essa culpa será direcionada para corpo (“eu estou muito gorda”), que por sua vez irá levar novamente ao pensamento de dieta (“eu nunca mais vou comer isso”).
Além de todo esse sofrimento que passa batido e é encarado como normal, o que acontece é o inverso do desejado: a pessoa ganha mais peso do que tinha inicialmente. Esse vai e vem do peso, chamado de “efeito sanfona” ou “efeito ioiô” é uma das coisas mais danosas para saúde.

O queridinho do momento: o jejum intermitente.
Esse assunto é muito polêmico. Existem pessoas defensoras ferrenhas do jejum intermitente, desde pesquisadores até pessoas que o praticam.
O jejum intermitente é basicamente um método de administração da alimentação baseada em ficar alguns longos períodos em jejum. A justificativa é que isso reduziria o peso e melhoraria indicadores de saúde do corpo.
Porém, a prática pode ter alguns efeitos colaterais: dores de cabeça, irritação, queda do açúcar no sangue, deficiências vitamínicas, cansaço, etc. O mais importante deles é: ganhar o peso perdido novamente, entrando no ciclo acima novamente. Eu não considero o jejum intermitente como um cuidado, mas sim como uma atitude danosa.
Deixo algumas questões para reflexão: Qual a diferença entre fazer esse jejum intermitente e o comportamento de uma pessoa com anorexia nervosa? Por quanto tempo eu planejo fazer essa “dieta”? Como eu vou comer depois que eu parar de fazer? Se eu tivesse um filho de 4 anos, eu deixaria ele fazer essa “dieta”, em nome da sua saúde?
Minha ideia com esse post é apenas alertar você que as dietas podem ser muito tentadoras, mas igualmente perigosas!

*Todas as palavras marcadas com * se referem a nutrientes, ou seja, substâncias que existem nos alimentos, essenciais para o nosso corpo funcionar bem.

04.01.17

Que 2017 seja Espetacular!

O ano que passou foi difícil para a maioria das pessoas, seja por falta de grana ou outros problemas, foi um ano que realmente precisava se findar para que fosse possível uma renovação nas nossas esperanças. Para mim teve muita ansiedade e estresse por conta do TCC, mas eu sobrevivi e estou aqui pronta para ter um ano espetacular.

Quem mais espera que o Ano Novo seja espetacular? Se você assim como eu deseja que ele seja, é importante que a gente faça por merecer, pois infelizmente nada cai do céu.

Eu não farei listas nem traçarei objetivos para se ter um bom ano, pois acredito que isso é algo muito individual,e só nós mesmas podemos definir o que é ideal de se fazer ou não.

Mas eu tenho uma meta que é a cada dia ser mais feliz e realizada que no dia anterior, logicamente que nem todos os dias serão bons, mas é importante é que no próximo dia eu consiga ter um dia bem melhor.

Não existe uma formula para se ter um ano espetacular, mas é preciso que exista em cada uma de nós disposição para recomeçar e tentar sempre fazer o nosso melhor.

Para o Blog eu almejo que o neste ano eu consiga dar ainda mais visibilidade para outras mulheres, para que possamos juntas ajudar e incentivar que outras minas se descubram maravilhosas.

E vocês o que esperam para este ano que se inicia?

17.12.16

Fluvia Lacerda na Playboy brasileira!

Hoje, logo que acordei, uma amiga me marcou em uma matéria que contava uma super novidade, vamos ter Fluvia Lacerda na Playboy e ela vai ser na CAPA, com direito a fotos nuas.
Sei que para muita gente esse tipo representatividade é vista como algo negativo, mas eu sigo acreditando que precisamos ocupar todos os lugares, até aqueles que nem deveriam existir mais. Somos uma parcela mínima de mulheres que já se reconhecem como bonitas e sensuais, a maioria das gordas ainda se julgam feias por causa dos seus corpos. Ter alguém como a Fluvia na capa de uma revista masculina, acaba fortalecendo a autoestima de muitas delas.

Fluvia Lacerda na Playboy

Fluvia, nossa diva máster e uma das modelos plus size mais requisitadas do mundo, escolheu fazer suas fotos na Amazônia que é sua “terra” do coração.  Por enquanto, o ensaio não está disponível, mas a Fluvia Lacerda é sempre tão maravilhosa que separei mais fotinhos dela com looks diversos, mostrando aqui o motivo pelo qual ela é a primeira mulher com medidas plus size a estar na capa da Playboy.

Uma mulher linda e segura de si é a melhor definição para a Fluvia e não poderia ser outra a estar no lugar dela. <3

Em entrevista ao jornalista Bruno Astuto (aqui) ela declarou: “A base do meu trabalho é apoiar essa revolução feminina no planeta, essa é minha luta. O meu discurso é que as pessoas precisam se aceitar do jeito que elas são. A vida é muito curta para se importar com padrões impostos. Temos que viver, não nos importar com paranoias e reformatar esse aprendizado eterno, essa perpetuação de automassacre que aprendemos de geração em geração.”

Muito mais que uma mulher linda, a Fluvia sempre foi uma pessoa que deixou claro seu amor próprio e incentivou as pessoas a se amarem do jeitinho que são.

Eu sei e ela também sabe toda a problemática da objetificação do corpo feminino em revistas masculinas, mas sabemos também que em toda revolução é preciso dar a cara a tapa e fazer o que nem sempre é considerado “correto”, mas sim, o que permite quebrar um novo paradigma.

Que essa edição seja um sucesso e que outros tipos de corpos possam invadir as capas da revista, forçando a mídia a entender  que sim: todo corpo é lindo.