Categoria: Ponto de Vista

28.01.10

DECEPÇÃO: Fabiana Karla faz lipo pra desfilar na Sapucaí!

Eu realmente fiquei feliz quando li a notícia no ano passado, logo depois da estréia da peça teatral “Gorda”, que a atriz Fabiana Karla [do Zorra Total] havia sido convidada para ser madrinha de bateria de uma escola de samba.
Pensei : É isso aí! Vamos mostrar que somos capazes de encarar qualquer desafio, que ser gorda não é uma falha de caráter, que temos sim, muitas muitas, mas muitas qualidades!
Hoje deparei-me com essa notícia triste, bastante decepcionante.
Quantas de nós não lutamos para quebrar barreiras do preconceito, impostas por pessoas de idéias retrógradas? E quando alguma consegue brilhar intensamente, servir de guia para as outras, essa chama deliberadamente apaga!
Não sou contra emagrecer, ao contrário, pratico exercícios e presto atenção ao que coloco no prato. Na verdade, sou contra ser emagrecida e pelo seguinte motivo: Quando você não muda por dentro, não consegue manter a mudança por fora!
Nada adianta fazer lipo, dieta da sopa, massagem e tudo mais que inventaram, se depois de atingir o resultado esperado, você vai voltar aos antigos hábitos!  
Eu pensei que a Fabiana iria sim, seguir um treino continuado para preparar-se fisicamente para ter seu momento na avenida, com uma bela fantasia que emoldurasse seu corpo com curvas a mais. No entanto, agora só tenho a lamentar que mais uma vez, perdemos para um sistema que não beneficia ninguém, que não fará ninguém mais saudável e feliz consigo mesmo.

Este é o link da notícia.

PS: Ela já havia feito uma lipo, leia aqui.

10.01.10

Gordinha só se estiver pelada?

O site americano Jezebel levantou uma boa questão:

por que as gordinhas só ganham destaque quando aparecem peladas? Podem reparar: todo editorial de moda ou campanha publicitária que se propõe a exaltar as medidas abundantes (muito mais comuns entre nós do que as exíguas dimensões das modelos) expõe as mulheres sem roupa. Ou, no mínimo, de calcinha e sutiã.

Será que essas iniciativas realmente contribuem para mudar os padrões de beleza ou só estão reforçando estereótipos? Até hoje, a imagem das mulheres mais cheinhas, que correspondia ao ideal de beleza de séculos passados, cheias de volúpia, continua em nossas mentes.

A última publicação a apostar na fórmula manjada foi a “V Magazine”, referência no mundo da moda.

A edição traz um ensaio fotografado pelo estilista da Chanel Karl Lagerfeld. A estrela sob as lentes? A figura da noite Miss Dirty Martiny, em poses pra lá de sexy e em um figurino, pra dizer o mínimo, nada elegante fotos . Além disso, a edição que foi chamada de “size issue” (edição de peso) traz um editorial de modelos GG em poses fatais.

Mostrar meninas cheias de curvas, exibindo um modelito elegante, como aqueles ostentados nos desfiles de Paris e Milão apenas por modelos magérrimas, talvez nos fizesse repensar de maneira mais profunda nossos padrões de beleza. Seria mais eficaz do que apostar na “transgressão” das cheinhas sem roupa.

Por que as gordinhas – na verdade, todas nós mais ou menos rechonchudas em nossas formas – também não podemos ser lembradas como elegantes e poderosas em vez de cheias de amor para dar?

(matéria retirada do Mulher7x7, após indicação do leitor Antonio Donizeti)

Eu por exemplo fico tão empolgada em ver modelos com corpos mais próximo ao meu em revistas, que nunca nem cogito comentar negativamente.

Mais quando temos a oportunidade de ler um texto destes acabamos refletindo.

E sim, estamos sendo expostas demais, mais infelizmente mesmo sendo expostas precisamos agradecer porque estamos ao menos tendo espaço não é mesmo?
Sinceramente não sei, porque se pensarmos bem essas publicações, acabam nos levando para uma linha que eu ao menos sempre fugi.
Não é porque somos gordinhas que somos artigos sexuais vocês concordam?

Ai muita gente vai ler esse texto e pensar essa menina tá reclamando mais outro dia ela tava exaltando?

Se tem algo que eu não aceito é incoerência e sim achei tudo lindo, mais é lamentável que só tenhamos esse espaço, espero que chegue logo a vez de termos meninas gordinhas em todas as matérias e não sejamos tratadas como diferentes, porque seria muito mais digno estarmos de igual para igual em uma revista do que estarmos despidas com cara sexy.

03.01.10

Fora Dos Padões

Por mais que se criem leis, regras e normas de convivência, a maioria dos seres humanos parece não entender que o seu semelhante, por mais “diferente” que seja a seus olhos e a seu coração, continua sendo seu semelhante. Criou-se, com o passar do tempo, padrões de sociedade onde o diferente parece ridículo, a moda é ser igual, imitar, copiar, plagiar… Tudo tem que seguir um paradigma… Por quê?… E o livre arbítrio?… E o respeito?… E o amor ao próximo?… Onde ficam?

Estou escrevendo este texto num domingo a noite, acabo se assistir a uma matéria do Fantástico falando das “gordinhas”… Criaram um calendário só com modelos acima do peso para 2010.. Aliás, acima do peso na concepção de quem?… Quem criou estes padrões?… Quem inventou que a saúde depende do número que aparece na balança? Em alguns aspectos até tem lógica, mas se a pessoa está com suas funções vitais normais, pratica atividades físicas periodicamente, ou seja, tem uma vida saudável e mesmo assim continua pesando mais do que aquilo que manda os padrões criados por não sei quem, não existe razão convincente para se estressar com o peso…

E o pior é que, na matéria em questão, entrevistaram uma consultora de moda que deu alguns macetes para disfarçar o peso e a imagem fora dos padrões, o que me leva a crer que o esteriótipo de beleza continua, ou seja, se ainda existe algum tipo de padronização, existe discriminação e preconceito… Se uma pessoa se expõe em rede nacional para dizer que se aceita e está bem resolvida com seu corpo, por que então se submete aos conselhos de uma consultora que a orienta a disfarçar a sua imagem?… E o que dizer do fotógrafo das “fofinhas” do calendário que diz usar alguns recursos e truques para esconder suas curvas?… Qual a razão de se usar recursos gráficos para disfarçar aquilo que é declaradamente aceitável pelas modelos?…

Meu cérebro inconformado não consegue processar estas informações de forma coerente, por isso concluo, mais uma vez, que são muito bonitas as ações contra o preconceito e a discriminação, porém continuam existindo os conceitos discriminatórios de beleza que fazem a maioria da população sentir-se excluída de alguma forma, pois não passam no controle de qualidade dos seres desumanos, que por coincidência são seus semelhantes…

Por fim, não sossegarei sem expor duas indagações que minha mente inconformada e irriquieta obriga meus dedos a digitarem:

Por que razão os seres humanos, inegavelmente semelhantes, julgam-se diferentes o suficiente a ponto de uma minoria criar padrões que excluem a maioria?… Qual motivo leva uma pessoa a esconder algumas de suas características, mesmo dizendo aceitá-las?

Tudo isso se resume em uma palavra, cujo exagero é o causador de todos estes paradoxos: VAIDADE…
Márcio Roberto Goes
http://www.marciogoes.com.br/

Passeando na WEB me deparei com esse texto e amei o ponto de vista do autor e por isso trouxe para compartilhar com vocês.
bom restinho de feriadão para todos vocês
bjs kalli

08.12.09

O Peso do Preconceito

Há um tipo de preconceito que tem afastado pessoas capacitadas das melhores posições em diversas companhias, impedido bons alunos de ingressar nas melhores universidades, determinado a percepção de menores salários por parte das mulheres e levado suas vítimas a acumularem menos bens ao longo da vida.
Ao contrário de outras formas de discriminação, que gozam até mesmo de legislação que pune com prisão seus infratores, essa forma de preconceito não é combatida pela sociedade que, muito pelo contrário, alimenta-o diariamente e parece concordar com aqueles que o detém.

Aliás, esse é um tipo de preconceito que, inversamente ao que acontece com a discriminação racial, social ou étnica, não gera nenhum tipo de constrangimento ao ser assumido publicamente.
Em tempos nos quais a beleza parece ser obrigatoriamente vinculada à magreza, a obesidade assume o lugar das características pessoais mais suscetíveis a despertar o preconceito.

O Peso do Preconceito
Desde 1966 há estudos em países como os Estados Unidos da América – onde o índice de pessoas obesas cresce a cada ano – que mostram aquilo que muitos obesos já conhecem na prática: as pessoas com sobrepeso são vítimas de preconceito, têm maior dificuldade em conseguir empregos – sendo geralmente eliminadas, no processo de admissão, durante a etapa das entrevistas -, ganham salários menores em comparação aos seus pares não-obesos, pagam mais caro os planos de saúde e os contratos de seguro pessoal e têm maior dificuldade em organizar sua vida amorosa e afetiva.
Um estudo recente, realizado pelo professor de psicologia Brian A. Nosek, da Universidade de Virginia (divulgado pelo jornal The New York Times de 02 de dezembro de 2006), apontou a discriminação contra os obesos como o mais intenso tipo de preconceito na sociedade estadunidense, superando até mesmo os de fundo racial, social e de orientação sexual.

Ainda que tais dados sejam referentes à realidade norte-americana, há fortes razões para se acreditar que o fenômeno da discriminação contra obesos é um fenômeno que afeta a maioria dos países ocidentais.
O preconceito contra obesos é facilmente observável em nossa sociedade, seja na forma como a obesidade é retratada na ficção, seja na quantidade absurda de informações que são veiculadas – e vendidas, é sempre bom recordar – em revistas, jornais e programas de rádio e televisão, na forma de dicas para combater o excesso de peso à propaganda de soluções cirúrgicas a panacéias medicamentosas para um emagrecimento rápido e milagroso.
Nos comerciais televisivos residem, talvez, as formas mais claras de como o obeso é visto por nossa sociedade: em geral, os gordinhos e gordinhas são usados sempre como o contraponto aos bem-sucedidos magros e magras, fortes e esbeltas; em geral, os primeiros sempre aparecem tomando atitudes idiotas perante as câmeras, ou em situações de frustração por não poderem ser tão bonitos e sortudos como aqueles que não sofrem com o excesso de peso.

O mais curioso é que tais situações não estão restritas às propagandas de produtos dietéticos ou light, roupas ou produtos afins cuja relação direta com o sobrepeso é compreensível. Recentemente uma famosa fabricante de televisores colocou no ar uma campanha publicitária na qual dois vendedores apanhavam de suas freguesas ao convidá-las a ir até o fundo da loja para ver o novo lançamento em televisores de plasma – claro que o comercial tratava isso com uma frase de duplo sentido e conotação erótica… Curiosamente, ambos os vendedores eram obesos, e a cliente era uma alta e belíssima loira. Qual será a mensagem contida na peça publicitária, cuja intenção era humorística? A idéia que reinava subliminarmente é que a mulher, tão bonita e elegante, jamais aceitaria uma cantada de um homem com sobrepeso, muito menos de dois obesos como aqueles, e que estaria em pleno direito de esbofeteá-los em público por conta disso.

Talvez soe como um exagero, mas basta tentar recordar uma situação em que na ficção – seja na programação normal das emissoras de televisão, nos filmes de qualquer gênero ou mesmo nos intervalos comerciais – um personagem obeso ou com sobrepeso tenha sido retratado de forma positiva (excluindo-se Papai Noel, por razões óbvias).
Uma mulher indesejável em termos sexuais, nos filmes e comerciais televisivos, será quase que invariavelmente obesa. Um homem repugnante, com raríssimas exceções, apresentará um abdômen avantajado e vestirá roupas que parecerão prestes a explodir de seu corpo – como se não existissem, hoje bem mais que no passado, lojas e lojas a vender roupas de tamanhos especiais… A esse respeito, há um interessantíssimo estudo de três psicólogas – Naumi A. de Vasconcelos, Iana Sudo e Nara Sudo – da UFRJ. intitulado Um peso na alma: o corpo gordo e a mídia, março de 2004, no qual as pesquisadoras estudaram a forma como foram retratados os obesos em matérias veiculadas nos jornais e revistas brasileiros entre 1995 e 2003. Elas alertam que a nossa sociedade desenvolveu uma espécie de ”lipofobia”, um trauma em torno do excesso de peso, causado em grande parte pela falsa associação entre obesidade e falência moral.

O preconceito, que engloba todas as atividades sociais – e por isso afeta os obesos em situações como a procura por um emprego ou a escolha para um cargo de maior relevo dentro de uma empresa -, estabeleceu no imaginário de nossa sociedade a idéia de que o obeso é preguiçoso, moralmente fraco, descuidado, indisciplinado e desleixado, de que alguém com sobrepeso jamais pode ser visto como uma pessoa elegante e bem-sucedida, sexualmente atraente e ativa, realizada no amor e na profissão.
Em outras palavras, o corpo gordo é um sinal visível de violação das normas estabelecidas por nossa sociedade atual, presa à imagem corporal como símbolo maior de ostentação e status – o que, em parte, explica o deslocamento que parece ter ocorrido dos sonhos de sucesso profissional das camadas mais pobres da população, que hoje não mais almejam uma formação profissional adquirida pela educação formal mas, sim, uma vitória social que é associada às conquistas que o corpo pode proporcionar, seja como esportistas, modelos, dançarinos ou outras atividades ligadas à aparência exterior.
Nesse mundo em que ser magro é a meta almejada por tantos, ser gordo é ser, com as devidas proporções, um outsider. Mesmo diante dos exageros que essa cultura da magreza tem gerado – a sucessão de casos de anorexia e bulimia, com vítimas fatais, é um importante sinal -, o corpo gordo é ainda sinal de fracasso e motivo de repulsa.

A discriminação contra os obesos, que não é nada sutil, parece passar despercebida para a maioria das pessoas – sinal de que o preconceito é, de fato, generalizado e aceito como algo natural. Gordo, no Brasil, tornou-se palavra ofensiva – quem duvidar, que se recorde do episódio envolvendo o jogador Ronaldo Lazário e o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva – e aqueles que trabalham na mídia e fogem ao padrão estético da magreza estabelecido nos últimos anos parecem ter que aceitar tal denominação e fazer dela razão para uma auto-chacota inexplicável – uma forma de auto-defesa que justificaria, em parte, as piadas de mau gosto e as cenas lamentáveis de discriminação que apresentadores de televisão como Jô Soares, Gilberto Barros, João Gordo e Fausto Silva – este último uma espécie de patrocinador da discriminação contra os obesos no Brasil – promovem com seus convidados que, como eles próprios, também apresentam sobrepeso.
Eles reproduzem, infelizmente, um padrão que existe em toda a sociedade brasileira, que criou para os obesos um esteriótipo de fanfarrão, bom amigo, engraçado e algo boboca. Espera-se, aliás, do gordinho e da gordinha que eles aceitem de bom grado toda e qualquer referência ou apelido menos elogiosos ao seu excesso de peso corporal. Quando isso não ocorre, o obeso é taxado de rancoroso, e certamente as conversas sobre sua atitude estarão repletas da palavra gordo acrescida de outros adjetivos nada nobres – afinal, estamos em um país no qual é elogioso dizer a um amigo que ele parece mais magro…
Tudo o que os obesos desejam é respeito. Nenhum deles desconhece os perigos da doença chamada obesidade – em verdade, uma situação corporal que pode gerar enfermidades diversas, e não uma doença em si. As pessoas com sobrepeso, aliás, são talvez as que melhor conheçam o número de calorias dos alimentos, os tipos de dieta que funcionam ou não, as contra-indicações deste ou daquele medicamento milagroso para emagrecer – ao contrário do que parecem pensar as pessoas em geral, que sempre têm uma dica especial para fornecer ao amigo obeso, isso quando não se prestam simplesmente ao ridículo papel de comunicar à pessoa com sobrepeso que ela está precisando perder uns quilinhos, como se o obeso sofresse de algum tipo de retardamento mental que o impedisse de reconhecer isso ao olhar-se no espelho ou ao experimentar uma roupa que já não serve mais…

Ofender o obeso parece ser a forma encontrada pelos não-obesos (ou não-tão-obesos) de compensar a constatação de que mesmo eles, que não têm um sobrepeso considerável, jamais chegarão ao padrão de beleza apregoado pela mídia, pelos profissionais de beleza, pela indústria da moda e pelos médicos menos éticos – um padrão de beleza que, afinal de contas, hoje reside em adolescentes cada vez mais novas, com um índice de massa corporal preocupante para qualquer profissional de saúde, e em jovens rapazes cuja agenda permite gastar horas e horas de seu dia dentro de uma academia de musculação, não raro recorrendo aos anabolizantes mais destrutivos para ganhar uma massa muscular irreal para a maioria dos seres humanos. A grande incongruência, aliás, é que essas pessoas associam a obesidade à idéia de doença e, mesmo assim, sentem-se à vontade para discriminar um obeso em público. Será que eles agem assim também diante de outros tipos de doentes, digamos, uma pessoa com o rosto coberto de ataduras ou alguém com uma perna engessada que mostre uma grande dificuldade de locomoção em plena praça pública? Mantidas as devidas proporções, obviamente, o tratamento diferenciado mostra que o problema da discriminação contra os obesos é bem mais profundo e infinitamente mais difícil de ser resolvido. Afinal de contas, as duas últimas situações relatadas são passíveis de ocorrer a qualquer um, mas a obesidade ainda é tratada como uma escolha pessoal do doente, algo de fácil solução, uma mera questão de força de vontade…

Ao invés de se questionar o porquê de o obeso mais próximo ser daquela forma – o que, aliás, deveria ser um problema que preocupasse apenas ao próprio gordinho ou gordinha -, esses pretensos magros deveriam se perguntar até quando pretendem sustentar essa ilusão de que um corpo esbelto é a chave da felicidade.

Texto retirado do http://michel-michelbarbosa.blogspot.com/ , adorei o texto em sim e aconselho vocês a ler, sei que é grande e costumamos não ler muito, mais o autor abordou um tema de nosso interesse com bastante clareza.
ADOREIII.

31.10.09

Síndrome do PIB e a Beleza sem Tamanho

A Síndrome do Padrão Inalcançável de Beleza (Síndrome do PIB) é basicamente resultante da ampla difusão de padrões irreais de beleza.

Incrivelmente, hoje em dia, adolescentes com idades entre 15 e 18 anos (idade média das modelos), ainda em formação hormonal, são padrões de beleza para mulheres que já alcançaram a maturidade.

Os principais sintomas da PIB são o descontentamento compulsivo em relação ao próprio corpo e auto-estima sempre em baixa.

Em qualquer site de busca, encontramos inúmeros sites de apoio às pessoas que praticam anorexia nervosa e bulímia (os chamados “pró-ana” e “pró-mia”), mas, e qual é a relação entre PIB e esses distúrbios alimentares?

Muitas vezes as pessoas que sofrem de PIB, podem desenvolver esses distúrbios como consequência do desamor por seus corpos, tentando preencher o vácuo que na verdade estão dentro das suas mentes.

Pessoas bem sucedidas também podem apresentar PIB, quando se mostram aparentemente felizes, trilhando carreiras brilhantes, mas internamente tem sua auto estima mutilada, por fracassos passados e medo de críticas, medo de errar!

Muitas modelos apresentam PIB. Sim, elas também tem PIB! Apesar de definirem o padrão de moda, muitas Top’s sentem a pressão de um mercado de trabalho que exige delas preços altos, por exemplo, a própria saúde.
Alarmantes são os números que indicam o nível de nutrição de muitas modelos, que podem ser comparados à níveis encontrados em países de mínimo desenvolvimento social.

E você? Quanto você está disposto a pagar por um corpo dentro dos utópicos padrões de beleza?

Primeiramente é necessário “ter um caso de amor consigo próprio”, e perceber que a beleza está na forma que você a interpreta, cada um é belo à seu modo.

Acreditem que vocês são Belos, independente do quanto você pesa, de quantos fios de cabelos tem em suas cabeças , se suas pernas são capazes de te manterem em pé ou não .

Tudo isso é muito pouco perto do tanto que você pode ser belo ao mundo, quem se ama, aceita suas limitações e faz delas impulsos para vencer não precisa e nem deve se espelhar em uma MÍDIA que quer impor um Padrão de Beleza Inalcançável assuma a Beleza sem Tamanho que vocês possuem.

O Livro 
Ditadura da Beleza e a Revolução das Mulheres do Dr. Augusto Cury, que foi onde eu conheci o termo PIB é muito interessante e aconselho a vocês que passam por aqui ler porquê vale a pena.