Categoria: Gorda

06.05.17

#DiaInternacionalSemDieta – Vamos compartilhar sobremesas?

Hoje dia 06 de maio é comemorado o Dia Internacional Sem Dieta, eu me lembrei da data ontem e acho que precisamos comemorar. *___*

Já imaginaram como seria um mundo sem dieta? Eu acredito que se seria um mundo com menos culpa e mais satisfação pessoal! Aí eu pergunto isso não seria muito mais perfeito?

É acredito que seria sim, mas a nossa cultura coloca crianças que ainda estão sendo amamentadas de dieta, nos ensina desde pequenos que não podemos comer mil coisas, só que não nos ensinam que ao nos privarmos de um docinho podemos acabar vítima de uma compulsão que resulta em comer uma caixa de bombom inteira.

A insatisfação corporal leva milhares de pessoas a privação alimentar, dessas um grande percentual acaba caindo na compulsão e usa de meios invasivos a saúde para se livrar do que acreditam ter sido uma alimentação “errada”.

E foi para isso que o #DiaInternacionalSemDieta foi criado (leia mais aqui), para nos mostrar que podemos sim comer uma sobremesa em um dia comum, que podemos nos alimentar sem culpas e que podemos ser felizes com um corpo fora do padrão midiático.

#DiaInternacionalSemDieta

O brigadeiro da imagem é Delícias da Rack, cliquem na imagem para conhecer outras delícias.

Então vamos usar o dia de hoje, para mostrar as pessoas mais próximas de nós que é possível ser feliz, em um mundo onde dietas não seja a prioridade das mulheres?

Para fazer uma interação maior sobre o tema, convido a todos para compartilhar a sobremesa em suas redes sociais hoje,  usando a tag #DiaInternacionalSemDieta. A ação de postarmos algo que é visto como “proibido”, vai fazer com que mais pessoas venham entender que é podemos ser realizados com nossos corpos, mesmo que sejam maiores que o que a sociedade impões e que devemos sim  nos permitir uma sobremesa quando houver a vontade. <3

E aí qual delícia vocês pretendem comer neste dia especial? Conte-me tudo nos comentários.

 

*Post original de 2014.

05.05.17

Looks para o Dia das Mães – VK Moda Plus Size

Está chegando mais um Dia das Mães e muita gente está em busca de presentes bacanas para suas mães. Pensando nisso, fiz uma busca na loja virtual da Vk Moda Plus Size e separei várias peças lindas para vocês.
Esse post está recheado de looks para os dias das mães, tem para presentar as mamães que fazem parte da sua vida e também para se auto-presentear.

Looks para o Dia das Mães

Eu amo peças baratinhas para o dia a dia, mas eu sei bem o quanto vale a pena comprar peças de qualidade, que duram bem mais que 5 lavagens e por se tratar de uma data tão especial, eu acho que compensa muito investirmos em peças de excelente fabricação. Como sei que muita gente (como eu) está super apertado de grana, eu fiz questão de selecionar peças com qualidade superior, mas também com preços acessíveis, confiram abaixo o que eu selecionei.

Blusas lindas e cheias de detalhes para nos deixar bem vestidas em qualquer ocasião, essas que separei custam entre R$ 95,00 e R$ 120,00.

Para ninguém passar frio tem coletes quentinhos, casaquinhos e até casacões. Os preços variam de R$ 110,00 a R$ 180.

Vestidos e macaquinhos tem a vantagem de ser apenas uma peça e já se tem um look pronto, separei para o post peças de estilos bem diferentes entre si. Os preços são de R$ 120,00 a R$ 180,00.

 

Lembrando novamente que fiz questão de escolher peças lindas, de qualidade boa e com preço  acessível para a grande maioria das pessoas (dica: a loja parcela em até 6x), então vamos presentear as mamys com peças que elas usarão por muito tempo, sem pesar no bolso.

Acessem agora mesmo o site da VK Moda Plus Size (aqui) e confiram todas as opções disponíveis, tem peças para todos os gostos e bolsos.

Das peças que trouxe para o post eu queria ao menos 3 delas morando aqui comigo, e vocês gostaram de alguma das minhas escolhas?

 

 

 

 


*Post Patrocinado

03.05.17

Entrevista de Peso: Marco Magoga

Faz tempo que quero fazer posts com entrevistas aqui no blog, mas sempre algo me atrapalhava e eu ia deixando para depois. Com o apoio de um amigo, eu consigo, hoje, lançar uma nova tag no blog, que é a #EntrevistadePeso, onde entrevistaremos pessoas gordas que andam fazendo a diferença com suas ações e que merecem ser vistas.

Para começarmos em grande estilo, hoje vocês vão conhecer quem é o Marco Magoga, que é um cara bem engajado na causa gorda e tem muito a acrescentar quando o assunto é Gordofobia.

 

1- Marco o que levou você a ser um militante contra a gordofobia?

Acho que o maior motivo que leva qualquer pessoa a militar contra gordofobia é… a própria gordofobia. Eu sempre fui gordo, mas nem sempre tive clareza de como sofria com a opressão gordofóbica diariamente. Como qualquer outra pessoa gorda criada nessa sociedade que naturaliza o corpo gordo como errado, eu acreditava que qualquer coisa ruim que acontecia comigo exclusivamente por causa do meu corpo (não caber/quebrar cadeiras, não achar roupas, levar bronca de médicos mesmo com resultados bons de exames físicos, piadinhas, entre tantas outras coisas) eram minha culpa.
Eu também tive uma formação cristã protestante muito forte. E o discurso de boa parte das igrejas cristãs na atualidade naturaliza ao extremo a gordofobia. Então acho que isso foi um fator para que eu aceitasse passivamente a ideia de que era meu corpo que estava errado, e não as estruturas de poder da sociedade. Até que no final da adolescência eu comecei a ler outras coisas, buscar outras fontes de conhecimento e ouvir pessoas que não faziam parte do meu cotidiano. Comecei a ler sobre feminismo, sobre movimento negro, sobre resistência lgbt, e minha mente e visão de mundo começou a se expandir muito. Comecei então a ter contato com o discurso de body positivity, e um belo dia eu descobri um blog que mudou minha vida: o www.gordaesapatao.com.br. Eu acho que a gente da militância tem que aprender a ser grato por quem nos formou e abriu caminho pra que a gente pudesse estar aqui hoje, e por isso nunca perco uma oportunidade de agradecer à Jész Ipólito por ter me ensinado tanto e ter aberto minha mente para o que era gordofobia. Acredito que o Marco militante nasceu ali, lendo aqueles textos (e tantos outros depois).
Demorou um pouco até que eu tivesse segurança pra escrever sobre o assunto, entretanto. Comecei no A Coisa Toda como colunista de moda, até que o Dudx Araújo percebeu o potencial dos meus textos que falavam sobre vivências gordas e me convidou pra ter uma coluna sobre o assunto. E aí O Grande Close nasceu e tem sido minha maneira de retribuir tudo o que eu recebi de conhecimentos através da militância online.

 

2- O que significa ser uma pessoa gorda em nossa atual sociedade?

Ser gordo atualmente significa duas coisas: que você é doente e que você é culpado por isso. É por isso que além de sofremos com a falta de acessibilidade (que vai desde não encontrar roupas que nos sirvam até não ter acesso a um aparelho público ou a um equipamento de saúde), não há uma preocupação genuína (nem do poder público e nem da iniciativa privada) em prover essa acessibidade.
Há uma preocupação (que ainda precisa ser maior, inclusive) em criar espaços que atendam pessoas cadeirantes, por exemplo, mas o mesmo quase nunca acontece com uma pessoa gorda. E por quê? Porque se parte do pressuposto que a “culpa” de ser gordo é sua, então se você quer o acesso pleno a um produto ou serviço é SUA RESPONSABILIDADE emagrecer. Isso é um processo muito cruel porque além de oprimidas pessoas gordas são responsabilizadas pela própria opressão que sofrem. E é algo estrutural, ou seja, não nasce apenas de ações individuais (piadas, casos de preconceito, falha de design), mas é todo um sistema que autoriza que essa opressão seja naturalizada e se perpetue.

 

3- Quais seriam as principais pilares da gordofobia?

A meu ver, o primeiro é o discurso biomédico, que avalia o corpo gordo como doente e coloca a tal da “obesidade” como causa de muitas outras doenças. Perceba que a “doença obesidade” (que tem um número próprio na Classificação Internacional de Doenças) tem como sintomas somente… ser gordo. Sempre que se fala dos malefícios de ser gordo há sempre um discurso do “vir a ser”: a POSSIBILIDADE maior de enfarto, a POSSIBILIDADE de desenvolver diabetes, sempre a POSSIBILIDADE. E nisso constrói-se a ideia de que o corpo gordo é sempre doente e que o corpo não gordo é sempre saudável, o que não é verdade. Muitas pessoas gordas sofrem de negligência médica simplesmente porque o médico atribui qualquer sintoma ao “excesso de peso”, e isso impede muitas vezes que a saúde seja tratada como deve, como algo multifatorial, e seja erroneamente associada somente ao biotipo.
O segundo pilar é a mídia. A mídia é a responsável por difundir os conceitos do setor biomédico para a população de maneira mais diluída possível, e o faz de duas formas: através do medo e da espetacularização. Na categoria medo temos programas “científicos” como o Bem Estar e as matérias de jornal que reafirmam o quão perigoso é ser gordo. Já a espetacularização são os realities de perda de peso, as piadas, os personagens caricatos, os estereótipos de gordo comilão e desajustado… Isso sedimenta desde cedo na cabeça das pessoas que o corpo gordo é doente e motivo de riso. Aliado à divulgação de padrões de beleza cada vez mais irreais, essa demonização do gordo cumpre o papel social de fortalecer o sistema gordofóbico.
O terceiro pilar é o resultado dos dois primeiros. O senso comum. Essa ciência “torta” diluída pela mídia, que também constrói imagens estereotipadas de pessoas gordas faz com que conceitos negativos sobre pessoas gordas se tornem verdades “absolutas”. Isso justifica a gordofobia familiar revestida de “cuidado”, os programas de emagrecimento malucos, o grande número de pessoas que se submete a cirurgias bariátricas (uma cirurgia de alto risco) somente porque introjetou que é tão terrível ser gordo que qualquer sacrifício é válido.

4- E qual seria a melhor forma de combate-la?

Não há respostas fáceis a essa questão, mas a principal delas é: despatologizando o corpo gordo. Ser gordo não é sinônimo de ser doente assim como ser magro não é sinônimo de ser saudável. E sabemos que não foi sempre assim. Houve um tempo em que pessoas gordas é que eram sinônimo de saúde. Em tempos antigos, onde havia escassez de alimento, ser gordo era considerado fartura. Veja só, nosso corpo nem sempre foi considerado doente, mas sempre houve uma associação com alimentação que não cabe. Nem todo gordo come demais ou de menos, e essa noção do “gordo comilão” ajuda e muito no aumento de casos de distúrbios alimentares.
Mas enfim, a primeira noção que precisamos ter em mente é que saúde é multifatorial: o que leva cada um a ser considerável saudável ou não é um estudo a ser feito caso a caso. Não há peso ideal (então não há sentido na expressão “acima do peso”), não há dieta única que sirva pra todo mundo, não há programa de exercícios que seja apropriado pra qualquer um, e, mais importante, meu biotipo – ou a forma como as pessoas percebem meu corpo – não tem nada a ver com meu estado de saúde ou com características de personalidade. O fato de eu ser gordo ou magro é só mais uma característica pessoal, não um valor moral nem tampouco um atestado de saúde.
A conscientização das pessoas através de militâncias e debates é muito importante também, mas para pessoas gordas o mais interessante é sair IMEDIATAMENTE de todos os círculos tóxicos possíveis. Nem sempre isso é possível, mas se afaste o quanto puder de pessoas que te acham doente e menos digno de qualquer coisa só por ser gordo. E se cerque de pessoas gordas, nem que seja virtualmente, porque ninguém precisa estar sozinho. Eu não tenho palavras pra descrever o quanto amigos gordos – presenciais e virtuais – me ajudaram e ajudam a ser uma pessoa melhor.
O fim real da gordofobia será no momento em que os manuais médicos, a legislação e a mídia mudarem seus discursos sobre pessoas gordas. É algo que não vejo acontecendo a curto prazo, porque precisamos que mais pessoas gordas sejam aliadas nessa causa. Então, leiam! Há blogs e pessoas incríveis pra se inspirar. Leiam o Beleza sem Tamanho, leiam os textos da Rachel Patrício, da Bee Reis, da Jessica Ipólito, da Cida Neves, o Grande Close no A Coisa Toda… ah, são vários! Se não vamos conseguir vencer a gordofobia nessa geração, podemos sim viver melhor e preparar o mundo pras próximas gerações que estão vindo.

Para ler os textos do Marco focados na luta anti gordofobia, é só clicar aqui, e para acompanhar os pensamentos/devaneios dele é só seguir no twitter @marcoaurelioooo.

Traremos muita gente gorda e relevante (de peso nos dois sentidos) para essa sessão do blog, podem aguardar os próximos posts e principalmente indicar pessoas que vocês queiram ver por aqui. ❤

26.04.17

Vai ter moda Plus Size na Babilônia Feira Hype!

Sempre falo aqui no blog sobre a necessidade de inclusão das mulheres gordas em todos os setores da sociedade, é maravilhoso ter várias campanhas publicitárias com semelhantes a nós, é lindo ter atrizes com corpos maiores, mas precisamos ir ocupando um pouquinho por dia. Nesse fim de semana, graças a uma marca que está pensando além, teremos moda plus size na Babilônia Feira Hype na Zona Sul do Rio de Janeiro.

E é sobre quem está indo além que vou falar hoje, acredito que muitos de vocês já conheçam a marca carioca Nabeca Tamanhos Reais, mas neste final de semana um montão de gente vai conhecê-la e descobrir que existem marcas especializadas em gordas e de quebra já saber que gordas podem se vestir bem e com preços acessíveis.

Os proprietários da NaBeca (Rebeca e Leo), toparam o desafio (e o investimento) de levar a moda plus size para Babilônia Feira Hype, o evento tem como público estimado 10.000 pessoas (3 dias de evento), mas eles (e eu também) querem muito que as meninas do RJ compareçam ao evento para dar aquela força e mostrar que nós existimos e queremos e consumimos MODA .

A Zona Sul do Rio de Janeiro é mundialmente conhecida por ter corpos sarados e um estilo de vida fitness, mas a gente bem sabe que gordos existem em todos os lugares, mesmo que ninguém nunca pense neles. E foi exatamente por pensar nessas pessoas que a NaBeca vai marcar presença no evento.

No stand da NaBeca Tamanhos Reais vocês vão encontrar peças com valores de 28 a 99 reais, tem shorts, blusas, calças, vestidos, casacos e muito mais. Confiram na galeria abaixo alguns looks que estarão no evento.

Viram quanta coisa legal? Aproveitem o fim de semana prolongado para fazer um programa diferente e ainda dar força para uma marca que está lutando pela inclusão em um ambiente novo.

Fora a NaBeca, o evento conta com marcas diversas (acessórios, decoração, bijus, design , infantil, masculino e feminino), um FOOD PARQUE com 50 expositores e ainda música de boa qualidade.

Não dá para perder. *_*

24.04.17

A Páscoa, o chocolate e a culpa.

O mês de abril é marcado por um dos doces mais queridos pelo mundo: o chocolate. E com isso, geralmente vem muita culpa por estar comendo, mas porque será que isso acontece?
A culpa é um sentimento que pode ser experimentado por muitas situações na vida, dentre elas a comida. Essa culpa tem seu centro em dois pontos principais: regras alimentares e a gordofobia.

Comida e corpo
A alimentação hoje é cercada por informações imperceptíveis sobre ela (que ela tem proteínas, flavonoides, fibras, gorduras, etc.) e com isso precisamos de especialistas para nos dizer sobre isso que muitas vezes acabam por simplificar a informação entre “faz bem” ou “faz mal” / “engorda” ou “emagrece” / “é saudável” ou “não é saudável”.
Além de a relação entre alimentação x saúde e alimentação x peso não ser algo que dá para simplificar dessa forma, o problema maior é que isso causa uma sensação de culpa quando um alimento do lado sombrio da força é comido por estar “fazendo mal a si mesmo”.
No meio dessa bagunça ainda tem um ingrediente muito importante que dá um sabor ainda mais amargo a ela: a gordofobia. Aqui, no sentido literal, com um grande medo de tornar-se ou permanecer gorda, onde o alimento “saudável” ou “que faz bem” é no fundo o alimento que “emagrece” ou que “não engorda”. Até porque o alimento que “faz mal” sempre está associado a pessoa gorda na sociedade. Daí, mais culpa.

 

Todos esses elementos se transformam em um ciclo (veja abaixo) que fazem a pessoa permanecer nele, fazendo a relação com a sua alimentação, com o seu corpo e também com saúde ficar cada vez pior.

Em algumas situações esse ciclo é tão prejudicial que a pessoa desenvolve o transtorno da compulsão alimentar, o mais comum entre os transtornos alimentares, onde a relação com o corpo e comida estão tão prejudicadas que a pessoa começa a ter dificuldades para comer qualquer comida, sentir que está restrita a certas atividades por conta da sua alimentação, comer escondido, achar que todas as pessoas estão olhando para o seu corpo enquanto sai na rua, etc.

Coma chocolate sem culpa!
O jargão “coma sem culpa” na internet geralmente está associado com um ovo de páscoa fit / light ou qualquer coisa do tipo. É como se estivesse implícito: se eu comer algo mais saudável não precisa sentir culpa. A culpa relacionada a alimentação não está relacionada ao conteúdo de nutrientes do alimento, mas sim a fatores psicossociais ligados a alimentação e o corpo (mais especificamente a divisão dos alimentos entre bons e ruins, e o medo de ficar gorda).