Categoria: Gorda

16.05.13

Moda que Usamos: Cinto Baphônico

O Look que vou mostrar hoje para vocês eu já usei faz uns dias e postei no instagram (confere aqui), mas hoje trago o look com fotos mais dignas.

A blusa eu recebi da Flaminga que é uma loja plus size focada em disponibilizar para as gordinhas o que existe de melhor na moda atual e com o máximo de qualidade, isso acaba encarecendo um pouco as peças e a loja ganhou a fama de só ter roupa cara.

Sim na Flaminga tem bastante coisa que não cabe em bolsos rasos como o meu, porém a loja tem também uma imensa variedade de peças com preços mais em conta que qualquer outra loja plus size e com a mesma qualidade de todas as suas peças.  A blusa do look de hoje custa 85 dinheiros, malha de ótima qualidade e veste muitoooo bem.

Neste look o destaque fica com o cinto que valorizou a cintura e deixou o look muito mais digno, vocês costumam usar cintos?

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Neste look foi usado:

 Blusa: Flaminga / Calça: Program (na Estação 365  tem algumas da marca em promoção)/ 

Sapatilha: Dakota/ Cinto, colar e bracelete: Sanvi`s/  Anéis: Compradas no Saara – RJ

Foto: Ranúsia Carpanez

 

O que acharam deste Look? Espero que tenham gostado, pois eu gostei tanto que já até usei.

 

 

15.05.13

Não querem o dinheiro dos gordos? Tá bom…

Tem razão quem diz que na vida tudo  tem dois lados e nada é tão bom quanto parece nem tão ruim quanto dizem ser.

Colocada em outro contexto a frase “o dinheiro dobra a todos”  pode ser mal interpretada, mas tem seu lado bom.

Nem sempre explicar as origens do preconceito e seu efeito nocivo na sociedade ajuda alguma coisa ou faz a pessoa entender que isso não leva a nada.

Sendo assim, o dinheiro ajuda a dobrar a estupidez humana. Pelo menos no comércio, tem dobrado muita gente.

Uma marca de roupas americanas Abercrombie não faz roupas de tamanhos maiores, porque não quer gordas usando sua roupa. Pode parecer chocante, mas é comum isso na indústria, tanto que Giorgio Armani já disse publicamente que se recusa a permitir tamanhos acima do 42, porque sua roupa não é para gordinhas, elas saem da estética que guia a marca Armani. O todo poderoso da Chanel e ex-gordo,Karl Lagerfeld é tão histérico em relação aos gordos que se recusa a vestir pessoas famosas e gordas, não importa quem sejam. E não cansa de dizer que os gordos são o contrário do conceito Chanel, elegância é para ele uma questão de magreza.

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Eu dou muita risada quando leio isso, já houve um tempo que eu me irritei e achei falta de respeito, hoje acho que é a prova concreta de burrice.

E não me faltam motivos para rir. Para começar o mundo está falindo, apesar dessas marcas não perceberem. Não tem tanta gente assim com grana para comprar seus produtos de luxo e quem pode comprar nem sempre pesa o mesmo que uma modelo e o mundo está crescendo, as pessoas estão engordando. E muito me surpreende a posição da casa Chanel e Armani porque suas clientes fiéis são árabes, mulheres conhecidas porque são encorpadas, não são pequenas como as chinesas, outras clientes das casas.

Nos bastidores eles arrumam as roupas de suas clientes mais cheinhas, mas publicamente negam isso e rejeitam as gordinhas.

E o que pode derrubar tanto preconceito? O dinheiro. E coisas acontecem no mundo dos negócios, tanto que um grupo Frances, PPR já comprou metade das  grifes mais importantes do mundo. O grupo tem Gucci, Balenciaga, Alexander McQueen,e outros mais, entre eles Yves Saint Laurent,também conhecido por rejeitar as gordinhas.

E porque esse grupo comprou tantas grifes e está de olho em outras? Porque essas empresas estavam ou falidas ou na beira da falência. E esse grupo francês quis recuperar as grifes e manter a França na mira da moda, caso contrário os chineses teriam comprado tudo.

Empresas que saem comprando outras empresas não tem vínculos com idéias do antigo dono nem gostam de choradeira. Não são empresas emocionais, nem tem suas divas dando chilique, quem administra é um conselho de executivos e eles precisam de números na mesa e conversinhas fiadas não pagam os cheques nem os bônus.

É questão de tempo toda essa ladainha de “não quero gordas aqui” continuar. É matematicamente impossível seguir com uma empresa, uma grife, rejeitando uma parcela tão importante do mercado, porque gordinhas não são minoria, pelo contrário são maioria no mundo inteiro, não adianta pensar que essas grifes só vendem roupa em Paris, elas tem lojas no mundo inteiro e não existe nenhum lugar no planeta que só tenha gente magra.

Minha avó dizia que a vida ensina. Nesse caso se a vida não ensinou essas pessoas que administram grifes a respeitarem o próximo, então a falta de dinheiro vai ensinar.

Porque um dia no desespero vão estar nas portas das lojas implorando para que as mulheres entrem para comprar.

Mas isso não significa que as os estilistas estão respeitando as gordinhas! Não significa, mas se a pessoa não aprendeu a respeitar os outros de um jeito, aprende de outro, pelo menos o dinheiro eles respeitam, mas esse dinheiro está em mãos gordinhas e eles vão ter que rebolar se quiserem pegar.

Iara
Iara De DuPont
http://sindromemm.blogspot.com.br/

08.05.13

Eu Li: Um Bolinho é só o começo

No ano passado a escritora Ara Mystake entrou em contato comigo falando sobre seu projeto de escrever um livro onde a personagem principal seria uma mulher gordinha, achei bem interessante a proposta dela e fiquei ansiosa para ler sua obra.

Tive a oportunidade de receber faz uns meses um e-book e pude então ler um livro interessante com uma personagem gordinha e bem interessante.

Não sou nenhuma crítica de literatura, mas vou contar para vocês as minhas impressões sobre o livro Um Bolinho é só o começo.

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No contexto do livro Fernanda a personagem principal é uma gordinha bonita e descolada, mas que no fundo tem suas neuras e não se sente atraente o suficiente para conquistar um homem bonitão. De forma inesperada ela encontra Ricardo um homem lindo e dentro dos padrões exigidos pelo senso comum, que ela jamais imaginaria estar interessado nela, mas depois de muita insistência do galã ela aceita comer um Bolinho que é só o começo dessa relação que vai ter altos e baixos e até momentos calientes.

É um livro diferente do que estamos acostumadas a ler, neste a mocinha é gordinha como a gente e tem neuras que nós entendemos tão bem.

Não é o tipo de livro que eu costumo ler, mas gostei da proposta e acredito que vale a pena a leitura, clicando aqui vocês tem acesso a sinopse e se acharem interessante podem adquirir o e-book.

O livro tem alguns detalhes bem íntimos da relação do casal, por isso não aconselho para as leitoras do blog que ainda não tenha 18 anos.

Eu preciso confessar que a leitura do livro me fez desejar alguns Bolinhos e também um bofe mega digno para chamar de Meu haha.

 

01.04.13

Guest Post: Conquistando uma grande vitória!

Foto: Antonio J. Santos

Não sou exemplo para ninguém. Não sou mais , nem menos que ninguém …. essa é apenas minha história….

Quando eu tinha 10 anos de idade, eu tive uma convulsão e fui diagnosticada com epilepsia , mas a minha era de ausência, com o tempo eu fui me conhecendo um pouco mais e comecei a achar que tinha um pouco de dificuldade de aprender algumas coisas, mas meus pais sempre falavam que eu não tinha não …. Depois me tornei uma adolescente obesa, cheguei a pesar 187KG. Então agora eu tinha epilepsia e era obesa, confesso que muitas vezes me sentia inferior as pessoas, mas não demonstrava isso…. Apesar de sentir que eu tinha dificuldade de aprender certas coisas, eu também aprendi que eu tinha muita sensibilidade para perceber o que se passava ao meu redor e perceber os problemas e sentimentos das pessoas.
Então,aos 21 anos fiz redução do estômago, aos 23 anos me formei na área da economia, e logo após tudo isso, quando cheguei ao menor peso que tive , eu tive um problema muito serio na coluna, passei por cirurgias, fiquei sem sentir a perna direito, médicos falavam que eu não poderia fazer um monte de coisas, que era ate para eu me aposentar e achei naquele momento que eu não seria mais útil nessa vida, alias agora eu era uma pessoa que tinha epilepsia, que ainda era gorda e nem conseguia andar direito pela lesão que tinha tido …. Foi um momento de grande reflexão , de tantas percepções e de grandes superações …..
Posso dizer que foram anos de fisioterapia e muitos tratamentos, mas que foi uma reabilitação física e emocional em minha vida….

Foto: Antonio J. Santos

Então eu me reabilitei, já estava sentindo melhor minha perna, andando melhor, tantos fisioterapeutas foram anjos em minha vida, alguns me ajudaram na reabilitação da alma também …. resolvi fazer faculdade de fisioterapia….
Durante a faculdade passei por crises de dores muito fortes na coluna, pois ainda estava em processo de reabilitação, meus professores me ajudavam, pois algumas vezes, eu não conseguia ir para aula, lembro de um determinado semestre eu sentia tanta dor que ia de muleta para aula e eu pensava: _ como vou cuidar de alguém assim? …. Me sentia insegura quando esse pensamento vinha…..
Então chegou o último ano da faculdade, toda a minha insegurança, meu medo de não aguentar fisicamente o estágio e não conseguir realizar meu sonho de me formar, veio a tona, além de viver aquele estágio intensamente eu tinha que superar medos , inseguranças, dores físicas e preconceito (passei por alguns preconceitos devido ao meu tamanho) ….
Bem …. no primeiro mês em que comecei o estágio, era tão pesado fisicamente para mim que quando eu acordava minha coluna doía ate para respirar, o primeiro passo da manhã era incrivelmente doloroso …. mas eu ia pegar o metrô , ia com calma, e pensando que daria um passo de cada vez ….. E imagina só, depois de um tempinho , toda aquela energia de tentar auxiliar na reabilitação das pessoas, foi ficando tão em mim, que Deus me deu de presente , algo tão importante, que eu nem esperava, minhas dores, que estavam anos em mim, foram embora, e agora eu precisava sentir mais confiança em mim e seguir em frente…. Bem , meu último ano de estágio, foi regado de experiências lindas, de muito amor, de muito aprendizado, de muito agradecimento, aos que me ajudaram e aos pacientes que confiaram em mim …. amei atender e compartilhar da vida deles, cada história que ficava sabendo, eram experiências lindas, eu nunca olhei para os meus pacientes, vendo somente a doença que eles tinham, sempre olhei com esperança de que algo poderia melhorar, e que lá comigo tinha uma vida cheia de histórias, acho que sempre olhei para eles assim, pois eu também fui paciente e minha vida começou a mudar , quando alguns profissionais me olharam assim e quando eu também comecei a me olhar desta forma….
Passei por preconceitos, por julgamentos, por confusões, por dores da alma, dores físicas, por tantas coisas fortes , mas no final aprendi, a cada dia novo, que o que importava mesmo era a minha consciência , o amor que eu sentia dentro de mim, a forma como eu me percebia e a posição de deixar de vitima de tudo e ser responsável pela minha história e pelo que via ao meu redor ….
Hoje graças a Deus, eu passei de paciente para terapeuta, hoje eu estou feliz, não pelo título de fisioterapeuta, mas estou feliz, pois Deus me deu a possibilidade de viver a vida, e ficar melhor de saúde, e poder cuidar das pessoas, e olhar para elas com a mesma esperança e amor que aprendi a olhar para mim..
Quanto aos preconceitos que passei, mesmo que as vezes fossem difíceis de lidar com eles, aprendi que não existe padrão para nada , cada história, cada pessoa tem seu momento, sua prioridade e seus motivos, por isso tudo vai muito além de qualquer padrão externo.

Foto: Antonio J. Santos

E aprendi a importância de sermos humildes, mas ao mesmo tempo sabermos que temos uma capacidade imensa de realizar e transformar muitas coisas através do nosso amor próprio. 

25.03.13

Vem ai o Miss G3!!!

Vocês já estão sabendo do concurso virtual Miss G3?

O concurso está sendo organizado pela Nana Pinho e Milly Costa do blog Manequim G3. As meninas estavam cansadas de ver que os concursos Plus Size nunca valorizam as mais gordinhas, criaram então um concurso especialmente para quem veste acima do tamanho 50.

Nem preciso dizer que amei a iniciativa, não é mesmo?

Então se você é uma gordinha linda que veste tamanho 50 ou maior e sempre quis ser Miss, chegou a sua hora de participar.

Para saber todas as informações é só acessarem este link aqui e se cadastrar, mas corram que as inscrições se encerram dia 31/03.

Boa sorte a todas as participantes que estão prontas para mostrar ao mundo que a Beleza é sem Tamanho.