Categoria: Feminismo

02.04.15

Comprar de quem faz é tendência!

Neste nosso mundo totalmente capitalista, muitas vezes pequenos projetos ficam escondidos e não conseguem alcançar um número maior de pessoas, ou a vida corrida não deixa ninguém prestar atenção naquela artesã que é sua amiga no facebook e vive publicando seus trabalhos, às vezes nem nos lembramos dela, naquela hora que precisamos de um presente especial e diferente.
Embora eu não fale de feminismo aqui o tempo todo, eu tento viver ele ao máximo e participo de alguns grupos de debates no facebook, tem um muito legal que é o “Compro de quem faz das Minas”, onde é possível comprar quase tudo que vocês possam imaginar, diretamente com quem fabrica e as peças chegam repletas de amor. <3

E foi neste grupo que eu conheci muitas mulheres empreendedoras com projetos lindos, muitos artesanatos e coisas fofas, fiquei pensando em um meio de ajuda-las e resolvi que agora semanalmente farei um post indicação de alguma dessas “empresas”, já tenho uma lista grandinha que vai demorar alguns meses para se findar, mas eu posso apostar que vocês vão gostar de conhecer cada uma das marcas e um pouquinho de como tudo começou. *___*
Já aviso, que logicamente este espaço para divulgação vai estar aberto também para as leitoras que tenham algum projeto bem legal. É só entrar em contato comigo que encaixo também um post sobre o trabalho de vocês. <3
A primeira indicação chega logo depois do coelhinho da páscoa hahaha e eu espero que vocês curtam muito essa nova tag aqui do blog. *___*

 

Comprar de quem faz

16.01.15

Ousadia Plus Size: Gorda, Negra e Linda!

Nesta semana uma amiga me enviou o link de um ensaio MARAVILHOSO e libertador de vários padrões de beleza, as fotos são lindas e exalam atitude, o trabalho ficou muito legal tanto da parte da Melina (a modelo) quanto da fotógrafa Helen Mozão. Sempre falamos por aqui o quanto falta no meio plus size representantes negras, por isso acho que este ensaio veio mesmo para quebrar todos os padrões. É sim possível ser Gorda, Negra e Linda!
“O ensaio surge com a ideia de mostrar a mulher que não é retratada na mídia, a mulher que é fora dos padrões impostos pela sociedade, mostrando seu lado delicado , mas também seu lado forte, a mulher no mais íntimo sua delicadeza e leveza mas também sua firmeza e segurança…
Toda mulher é livre
‪#Meu‬‬ cabelo. meu corpo, minhas regras.
#Meu tamanho é lindo, meu peso é ideal.“
Unidas elas conseguiram com muita ousadia mostrar uma beleza que não estamos acostumados a ver na mídia, mas ainda assim uma beleza sem tamanho que é única e perfeita.

Gorda Negra  (2)Gorda Negra  (1)Gorda, Negra  (5)Gorda, Negra  (4)Gorda, Negra  (3)-horzGorda, Negra  (2)Gorda Negra  (3)

 

As fotos não ficaram lindas demais, né? Mas estamos no Brasil, um país diversificado e cheio de preconceitos.
Em uma fanpage as fotos foram muito julgadas, muita gente criticando o corpo dela e etc. Péssimo isso! Mas ao menos serviu para vermos que a Melina, não é só linda por fora, ela é por dentro também, uma mulher que sabe seu valor e isso a tornou ainda mais forte. <3

Este desenho abaixo é uma homenagem da Arte de Kerol, para a Melina.

Gorda Negra  (4)
Créditos
Modelo: Melina
Maquiagem: Tamile
Fotografia: Helen Mozão

12.09.14

Inspiração de Sexta: Vote numa feminista!

Embora eu não fique batendo no peito que EU SOU FEMINISTA, é notável que meu comportamento foge do padrão em que vivemos, aqui no blog mesmo que sem ser de forma declara o que eu faço é uma ação feminista de empoderamento de outras mulheres.
Eu mostro dia a dia, o quanto vale a pena nos aceitarmos e nos amarmos e me desculpem os leitores e leitoras machistas, mas visão de mundo machista não permite mulher nenhuma aceitação própria. Não me sinto capaz de argumentar muito sobre o tema, eu vivo o feminismo, mas eu ainda não me considero apta para tolerar os haters que adoram atacar.

Porém, na inspiração de hoje eu quis muito trazer uma pauta feminista, hoje no legislativo temos uma minoria feminina e eu venho aqui convidar vocês meninas que acompanham o blog, para que votem em uma MULHER, homem raramente vota em mulher, se queremos uma situação igualitária no congresso, precisamos nos unir e colocar mais mulheres naquelas cadeiras que vão decidir a nossa vida. Não que homens sejam menos capazes, mas como estudante de Administração Pública eu tenho a consciência real que precisamos de mais mulheres capazes de interferir na hora de se criar leis.

feminista

Não quero pedir votos para X ou Y, mas quero falar com vocês que ainda não tem um candidato, entrem nessa fanpage aqui , busquem seu estado e escolha uma candidata feminista.

Vale lembrar que nem toda Mulher é feminista, nem só mulheres são feministas, acredito mesmo que existam candidatos homens com visão feminista.

Mas neste momento precisamos de mais igualdade númerica nas assembleias, e é por isso, que venho aqui inspirar vocês para que nestas eleições: Votem em uma Feminista.

Vamos juntas ajudar nessa mudança?

Entre tantas opções e propostas disponíveis nesta page, tenho certeza que alguma candidata vai conquistar sua simpatia e ganhar seu voto. *-*

11.09.14

Vai mesmo, gordinha!

Lendo o texto que Mariliz Pereira José escreveu para a Folha: “Vai, gordinha”, admito que me senti incomodada. Por se tratar de um veículo de informação com tamanha visibilidade, me entristece e me preocupa ver uma gordinha que se exercita sendo comparada, nas palavras da cronista, a “um queijo provolone amarrado se desmanchando”.
Ao dar uma proporção gigantesca aos 7 quilos que adquiriu em um ano, a autora confessa que toma banho à luz de velas para evitar visualizar o próprio corpo, se auto intitula uma “gordinha esperta” por saber vestir-se de forma a parecer mais magra, além de afirmar que se submete à atividades físicas que detesta. Não pretendo aqui, de forma alguma, atacar a escritora ou desmerecer seu trabalho, mas, analisando sua abordagem, percebe-se que, durante todo o texto, a pessoa “gordinha” é associada, unicamente, a algo negativo, indesejado e digno de compaixão, o que é, a meu ver, totalmente problemático.

vai_gordinha
Ao mostrar seu sofrimento para adequar-se aos padrões de beleza, a autora, ao invés de utilizar a exposição de suas próprias vivências como uma forma de criticar e questionar tais construções, peca ao fazer exatamente o oposto: reforçá-las. Mas, cara Mariliz, sei que você não tem intenções de promover o ódio e o preconceito, já vi muitas mulheres fazendo comentários como os seus. Sinto que muitas vezes, nós mulheres, estamos apenas reproduzindo o que nos foi ensinado desde pequenas: criticar mulheres por suas formas físicas.
Mariliz, entendo que a beleza não conhece formas, que não é medida em quilos. Ela reside, ao contrário, exatamente na tranquilidade de ser exatamente aquilo que nós mesmas quisermos ser; e jamais no que é moldado pela opinião alheia. Eu também me solidarizo com a gordinha que está lá suando na esteira, seja por qual motivo for, porque acredito que ela está disposta a mudar, de ver a vida de outras formas. Coisa que talvez o seu amigo que não gosta de gordinhas ou mesmo você que não gosta de regatas parecem não estar.
Hábitos saudáveis de vida são importantes e devem, sim, ser estimulados, mas tão importante quanto é que possamos definir claramente nossos próprios interesses e metas para que elas jamais se confundam com aquelas que, desde muito cedo, acabam construindo para nós. E é por isso que não podemos fechar os olhos para a reprodução da gordofobia que, de alguma forma, se encontra presente em suas palavras; é preciso que, apesar de todos termos direito à preferências pessoais, se lute contra a imposição do que é “bonito” e do que é “feio”, se lute contra discursos que possam denegrir o outro.
Por isso, Mariliz, desejo profundamente que, com 7 quilos a mais ou a menos, você possa se sentir bem com o seu próprio corpo; que nunca venha a sofrer de dor lombar, mas que não deixe de comer pizza com seus amigos para comemorar as coisas boas; que use roupas que te fazem sentir linda, mas que jamais abdique do seu conforto; que tome banho pelada, com um espelho na frente e com todas as luzes da casa acesas para poder se lembrar todos os dias do quão poderosa você é; e que, quando for capaz de se sentir incondicionalmente linda e LIVRE, passe a encorajar todas as gordinhas e magrinhas a fazerem o mesmo. Vai mesmo, gordinha! Vai mesmo, mulher!

Texto de Patrícia Sebastiany Pinheiro – Postado originalmente em Blogueiras Feministas.

No fim de semana a Patrícia me enviou este texto para que eu pudesse ler, eu gostei tanto que achei que vocês precisam ler também e por isso estou fazendo um repost dele para vocês.
Eu aproveito para reforçar o que eu sempre falo com vocês:
Nunca deixem que o preconceito alheio limite as vontades de vocês, nós podemos ser o que quisermos só depende de nós. <3

29.07.14

Gordelícias versus Magrelas

Hoje um moço escreveu num jornal de grande circulação sobre como gordinhas são “um desejo de consumo masculino” (pessoas? seres humanos? tá pensando que é quem, garota?), fez piada sobre quem come alface (revirei os olhos) e ainda chegou à brilhante conclusão de que gordas não leem Freud.

Quantos textos pseudo-elogiosos às gordas vocês já leram? Opinativos, claro, porque os “jornalísticos” são sempre dizendo como estamos à beira da morte. Dá para escrever tratados sobre os assuntos equivocados: a questão midiática, o fenômeno chubby chaser, a necessidade da mulher se ver por meio do olhar do homem…

Mas um ponto pouco mencionado quando esses textos são publicados é que eles nos dividem. É, nós, mulheres. De um lado, as gordelícias; do outro, as magrelas. Se você está ali no meio – é sarada, gostosa, toda a mídia já é pra você, mesmo. Se você é gorda/obesa, se fode aí.

O fato é que esse pensamento “quem gosta de osso é cachorro” e correlatos fazem com que exista uma rivalidade entre as mulheres. Nós somos criadas há milênios, e eu não estou sendo exagerada dessa vez, a nos odiarmos. A enxergarmos a outra como inimigas.

Colocam mulheres em caixinhas, mas nós não cabemos, magras ou gordas, em nenhuma delas. Porque somos múltiplas. E amigas, aliadas, companheiras. Nós todas lidamos com a opressão existente só por sermos mulheres. Fora isso, estamos contando moedas para sobreviver até o fim do mês (hoje já é 29, será que o cartão já fechou?), nos olhamos no espelho e nos sentimos horrendas, checamos o celular de vez em quando para ver se finalmente chegou a resposta do whatsapp.

Gordas e Magras Todas lindas

Toda mulher é linda, todo corpo é perfeito. *-*

Somos muito mais parecidas do que dizem por aí. Claro que temos nossas individualidades, mas as pressões sociais (“já casou?”, “não vai ter filho?”, “e os namoradinhos”) incidem sobre nós do mesmo jeito. O peso pode ser diferente; o problema, inescapável.

Eu sou gorda (não gordelícia) e não quero competir com nenhuma magra, magrela, nem com outras gordas. Eu não quero competir com ninguém, ainda mais com mulheres, que podem me entender tão bem. Os laços entre nós são muito frágeis, e textos como o de hoje ajudam a parti-los. Precisamos, na verdade, reforçá-los e, ao nos darmos conta que somos todas mulheres, esses laços se tornarão inquebrantáveis.

 Texto retirado do blog Cem Homens em um ano

Este texto precisa ser lido por vocês, sei que muitas de nós na ânsia de ter textos elogiosos aos nossos corpos acabam vendo apenas a positividade nas palavras e deixam passar despercebido oi fato que o autor induz o tempo todo que um biotipo é melhor que o outro.

Exitem pessoas com qualidades e defeitos em qualquer forma física, não existe fórmula mágica.

Vamos focar em ser linda, gostosa e legal, mas sem precisar desqualificar as amiguinhas diferentes. Combinado?