Categoria: Comportamento

05.09.17

Autoengano!

Oieee,
Tudo bem?
Vou te falar uma constatação que sinceramente gostaria que fosse diferente… mas a realidade é, que em algum momento da nossa vida, a gente já se sabotou!
Tentamos nos convencer de algo e fizemos de tudo para enganar a nós mesmas; seja por um motivo sério ou banal. Tentamos acreditar que aquilo que estamos fazendo para nós mesmas é o melhor; mas muitas vezes é fuga, desespero ou punição. Nos enganamos acreditando que vamos minimizar uma dor…


Quem nunca fez isso que atire a primeira pedra!
Podemos entender o autoengano como um elemento de defesa psíquica que atua em socorro toda vez que a realidade é dolorosa.
Vou explicar melhor: Você está passando por um momento difícil na sua vida, estressada e tensa. E para aliviar essa dor, resolver essa situação, você come!
Come muito e compulsivamente porque se engana, achando que aquela comida te trará alivio e vai resolver seu problema. Acredita que o desconforto será sanado em cada mordida; acredita que o stress, a tristeza e a tensão serão digeridos garganta abaixo com mais e mais comida… A comida é uma “falsa” solução para algumas pessoas, há quem busque o alivio em outras coisas tão viciantes quanto o alimento, mas no final o sofrimento será igual ou pior.
É um grande engano, é o autoengano.


O autoengano pode ser minimizado por algo sabiamente criado pela natureza, e esse processo se dá através da tomada de consciência; ou seja, o autoconhecimento.
Assim, o autoengano é reduzido em escala significativa, diminuindo muito através do controle sobre os pensamentos e emoções. Quanto mais nos conhecemos, mais temos a chance de mudar o que é viável e amar o que é só nosso, nossa marca registrada!
Para que possamos ter uma vida plena, feliz e com a paz que merecemos, sem ficarmos encarcerados e reféns de nós mesmos, pois somos capazes de ter domínio das nossas emoções.
O crescimento emocional é um exercício diário de avaliação, percepção e vigília constante da realidade – sempre de forma positiva. Assim, ficamos fortes para enfrentar desafios e todas as emoções que o envolvem, sem que nos deixe cair em armadilhas e sem nos enganarmos.

 

 

 

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16.08.17

Emagrecimento não deveria ser a maior vitória de ninguém.

No programa Masterchef de ontem, aconteceu uma situação deprimente (do meu ponto de vista), mas infelizmente muito comum de se ver. Levaram os 3 vencedores das edições passadas para o programa, no palco do maior programa de culinária da TV brasileira (assista aqui), cada um deles tiveram um tempinho para contar como está sendo a carreira após terem vencido. Enquanto uma participante contou todas as conquistas e cursos que realizou, outra participante declarou ter perdido 39 kgs e que agora tem uma empresa de quentinha low carb.

Conseguem perceber o quanto isso é absurdo? A mulher foi vencedora de um programa que abre mil portas, mas ela, juntamente com nossa sociedade doente, considera como grande vitória o emagrecimento, diminuindo toda a sua competência e colocando em evidência seu corpo magro.
Izabel sofreu muita pressão sobre seu corpo enquanto esteva no programa, várias ofensas gratuitas aconteceram nas redes sociais e é fácil de entender a decisão dela em emagrecer, afinal emagrecimento é pessoal e não tem o que se questionar, mas o que eu considero tóxico é ver uma mulher jovem, com uma carreira brilhante pela frente se resumindo apenas ao emagrecimento.
Toda essa fixação das pessoas por emagrecimento é fruto da Gordofobia que tenta a todo custo culpar e inviabilizar os corpos gordos.
Corpos são mutáveis, engordam e emagrecem várias vezes durante a vida, então, se apegar a um emagrecimento como grande vitória da vida é, no mínimo, algo muito vazio.

Que em um futuro próximo as pessoas parem de supervalorizar o emagrecimento, e se permitam demonstrar competentes em qualquer função, independente do corpo que esteja.

08.08.17

Sem ela você não vai longe…

Hoje quero te falar de uma das coisas que considero mais importantes na vida, a Autoestima.
Na sua adolescência (sabe aquela fase da vida que nos achamos esquisitas? rsrsrsrs) você ouviu alguém, talvez teus pais, te dizendo: “Se você não gostar de você, quem vai gostar? Se você não se achar bonita, quem vai achar”?
Essas falas pareciam meros chavões, mas o tempo passa e vamos descobrindo como são verdadeiras…

O que te move? O que te impulsiona e te faz ir além? Todos os dias temos que acordar para mais um dia com nossa rotina, afazeres e tudo mais. É inevitável você dar uma olhadinha no espelho… e lá está a pessoa responsável pelo seu sucesso, por suas conquistas e pelos melhores momentos da sua vida. VOCÊ!
A capacidade de desenvolver auto confiança e auto respeito é inerente à nossa natureza, pois nosso pensamento divaga e é a fonte da nossa vivência; por isso, podemos e devemos nos vigiar sempre para pensar positivo e ter um olhar de amor por nós mesmos.
É um exercício diário e constante que deve entrar na nossa rotina. No começo não é muito fácil, mas à medida que praticamos começa a ser automático como respirar, espirrar, bocejar, comer….
A consequência boa disso é uma autoestima inabalável e, quanto maior nossa autoestima, mais forte ficamos para lidar com as adversidades. Temos mais chances de ser criativos e confiança para fazer as melhores escolhas!
Procure se conhecer mais a cada dia, sem se criticar e nem levar em consideração a crítica destrutiva das pessoas. Construa sua autoestima entendendo melhor a si mesmo, se conhecendo; esse é o caminho para a maturidade emocional que você leva para a vida toda.
Acredite! O que você tem de diferente é o que você tem de mais bonito!


Viva simples, sonhe grande, seja grato, dê amor, ria muito, prefira o sorriso, faz bem pra você e para quem está ao seu redor. Não adie alegria, seja feliz hoje!
A autoestima é responsável pela serenidade do espírito.
Beijo, e uma vida criativa pra você.

Pri Coelho

 

 

 

 

04.08.17

Gorda Esporte Clube – O melhor time do Brasil!

Vocês já conhecem o Gorda Esporte Clube? É um projeto maravilhoso, onde uma gorda mostra sua rotina de treinos e incentiva outras pessoas a se jogarem nos esportes por prazer.
Desde que conheci eu amei e venho acompanhando o projeto, quando decidi fazer um post eu pedi a idealizadora Fabrina que contasse para vocês um pouquinho do Gorda Esporte Clube e ela contou de forma linda e não tive audácia de cortar nada e nem acrescentar.

Comecei o Gorda Esporte Clube no momento em que decidi parar de odiar meu corpo. Quando olhei para tudo que deixei de fazer por ter aprendido que ser gorda era um impedimento, vi que a maioria das coisas era relacionada a esportes e movimento. Resolvi que daquele momento em diante, faria tudo o tinha vontade. Quero correr uma maratona entre 2018 e 2020, aprender a nadar em mar aberto, andar de long board, dançar, fazer pilates, ioga.

Pesquisei sobre mulheres que falavam sobre ser gorda e ser fitness, que contrariam esse conceito higienista que temos. Não encontrei nada no Brasil, só na gringa. Decidi contar minha experiência. Sou jornalista e estou na internet desde que tudo era mato, então foi meio que um processo natural.

Todo dia é um exercício novo. Quando se é uma mulher gorda aprendemos desde cedo que não devemos ocupar mais espaço do que já ocupamos. Essa foi e ainda é a minha maior dificuldade. Ainda falta representatividade. Raramente vemos fotos e vídeos do corpo gordo em movimento sem que seja pejorativo. O nosso olhar é treinado para nos criticar e esperar que o nosso corpo reaja da mesma forma que um corpo magro. Todo dia eu me educo e reeduco para ver a minha imagem em fotos e vídeos dos treinos e corridas e entender que está tudo bem. Aos poucos vou aprendendo e entendendo o processo. Tenho planos de gravar com uma professoras de algumas modalidades. Todas gordas.

Minha maior dificuldade, no entanto, não é o tamanho do meu corpo ou a reação das pessoas. Quando eu mudei e me aceitei, as coisas se tornaram mais simples. Entendi que o problemas não sou eu, são eles. E me sinto muito mais tranquila para dizer que as pessoas gordas estão fora do ambiente esportivo por hostilidade e não preguiça.

Em poucos meses, muita coisa mudou porque eu mudei. Vivia entrando e saindo de academias e práticas que eu amava por achar que como não emagrecia, estava falhando. Por exemplo, quando conheci meu treinador atual e minha equipe (MLF de Marília), eu consegui dizer a ele que queria correr uma maratona e não emagrecer. Esse é o foco dos meus treinos. Hoje, minha dificuldade é conciliar tudo o que quero fazer do GEC, os treinos e as corridas com a vida. É o problema mais banal que existe e também uma prova de que pessoas gordas são pessoas.

Há quem duvide e quem critique? Claro que há. Mas eu fiz uma escolha e estou extremamente feliz com ela. Se eu quis emagrecer? Sim. Fiz dietas, tomei remédios, jejum, fotos de antes e depois. Eu me maltratei muito para dar aos outros o que eles queriam. Hoje, eu me priorizo sempre. Por 37 anos esse foi meu maior sonho.

Minha narrativa ainda está no começo e ela inclui participar de uma maratona entre 2018 e 2020. Hoje, meu maior sonho não é ter um corpo menor. É ter um dia maior para que eu possa incluir outros esportes e atividades no meu dia-a-dia. Desejo mais tempo para ser quem eu sou.

Vocês também já estão na torcida por ela? Para mim foi imediato, é impossível não torcer por ela e por todos os gordos que queiram se dedicar aos esportes. 

Acompanhem o Gorda Esporte Clube nos links abaixo:

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31.07.17

Visibilidade Gorda é tema da edição de 5 de agosto do Boteco da Diversidade no Sesc Pompeia

No próximo sábado acontece mais um evento maravilhoso em São Paulo, daqueles que eu fico sofrendo por morar tão longe. Mas quem mora pertinho não pode perder, ao que tudo indica vai ser babadeiro demais. *_*

O Boteco da Diversidade teve sua primeira edição em fevereiro de 2017 e traz, mês a mês, uma temática a ser debatida de forma artística e política, promovendo visibilidade de assuntos vinculados à diversidade cultural e à defesa dos direitos humanos. No dia 5 de agosto, primeiro sábado do mês, às 19h30, a Comedoria do Sesc Pompeia recebe um encontro repleto de performances sobre Visibilidade Gorda.

A sétima edição do projeto traz um diálogo artístico e político que busca reconhecer as diversas corporalidades existentes, além de expressar vivências e situações enfrentadas por pessoas gordas no Brasil. Por meio de uma linguagem poética, participantes trazem mensagens de resistência e combate à gordofobia e expõem como ela é manifestada na rotina de pessoas gordas, desde situações de convívio social e consumo até na promoção dos direitos básicos, como saúde e o transporte público.
“A gordofobia é a repulsa ao corpo gordo. É uma opressão estrutural que marginaliza esse corpo, tornando-o palco para a chacota, o desprezo e ódio através de sua invisibilização, e também patologizando-o, impedindo-o de ocupar os espaços públicos e privados por falta de acessibilidade”, explica Rachel Patrício, ex-estudante de Nutrição da Unifesp e ativista anti-gordofobia.

O Boteco da Diversidade: Visibilidade Gorda começa com discotecagem da DJ Taty Yuki. A rapper Preta Rara é a mestre de cerimônias da noite. Com exclusividade, Preta exibirá um trecho do episódio, “Ocupação GGG”, de sua nova websérie, ‘Nossa Voz Ecoa’, um programa de entrevistas para o YouTube. Com abordagem à gordofobia, o episódio será comentado pela MC e pela comunicadora, DJ e empreendedora Flávia Durante, co-curadora do projeto desse mês.

Essa edição também conta com uma performance exclusiva do grupo de dança Me Gusta, que tem em sua formação Jéssica Chamma, Joyce Cavichio, Luana Nazareth e Natália Haidamus, mulheres gordas que, por meio da dança, buscam empoderar e estimular a autoestima de outras mulheres.

O artista visual Junior Azhura fará sua performance ‘Vista-se’, em que, ao tentar vestir diversas roupas, reflete sobre a forma como a indústria da moda trata o corpo gordo, além do seu predomínio em ter como público alvo pessoas donas de um corpo magro.
O coletivo Riot Queens, idealizado para e por mulheres drag queens, traz à Comedoria as artistas drags Cherry Pop e Ginger Moon.

Ambas trazem uma performance com seleção musical que reflete a vivência e o empoderamento da mulher gorda. A apresentação das duas conversa com a de Draga da Quebrada, que aborda a temática também usando da imagem e expressão da arte drag, apresentando um monólogo que interligue o movimento LGTBQ+ e a questão da gordofobia.

Ao final do Boteco, Preta Rara fará um pocket show com músicas de seu álbum, ‘Audácia’, acompanhada da tradutora de Libras Karina Zonzini. Será a primeira vez que Preta fará uma apresentação com tradução na linguagem ao vivo.

Serviço:
Boteco da Diversidade: Visibilidade Gorda
Dia 5 de agosto, sábado – 19h30
Comedoria
Grátis. Retirada de ingresso com uma hora de antecedência.
Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 18 anos.
Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93.
Não temos estacionamento. Para informações sobre outras programações, acesse o portal sescsp.org.br/pompeia
Evento https://www.facebook.com/events/792814880904037

 

Quem tiver oportunidade não deixem de comparecer, aproveitem para curtir muito (por mim também) com esse montão de gente maravilhosa.