Categoria: Autoestima

24.02.10

ATOOSA RUBENSTEIN

Esta é Atoosa, filha de iranianos, que migraram para os Estados Unidos quando ela tinha apenas dez anos. Não foi muito fácil sua adaptação. Sofreu muito porque a sua volta, só via meninas louras, de olhos claros e nariz de botão.
Quando uma professora perguntou a ela o que ela queria ser quando crescer, não titubeou e respondeu:
– Vou trabalhar com moda, serei uma modelo e famosa!
Todos os coleguinhas riram da menina dos cabelos indomados.
Seus pais tinham dificuldades financeiras. Ela conta que várias noites ouvia sua mãe chorando, então a abraçava e dizia:
– Não se preocupe, mamãe. Eu vou cuidar de você.
E a mãe mandava que se calasse.
Ela seguiu seu sonho e descobriu que não queria ser modelo, seu talento era o de produzir e encontrar novas tendências, então assim se tornou, a poderosa Atoosa Rubenstein, uma das fundadoras da maior revista jovem, a CosmoGirl, amiga de vários estilistas, referência na área que trabalha, também marcou seu nome em várias outras revistas importantes como American Health, Cosmopolitan e Seventeen.
Na Seventeen, ela promoveu uma revolução: passou a incoporar assuntos como fé, diversidade cultural, família e tornou a moda democrática, para todos os estilos, bolsos e corpos. Sempre tinha uma palavra amiga para todas as jovens leitoras, encorajando-as a encontrar beleza dentro delas mesmas em vez de perseguir padrões inalcançáveis.
E foi assim que nos encontramos.
Eu era uma menina desajeitada, mas não tinha sido sempre assim. Assumi a faceta de gordinha-pajem porque me sentia sufocada de críticas e proíbições por todos os lados! Gorda não pode usar cor clara, gorda não pode usar blusa de alcinhas…só era permitido calça larga e camisetão.
Assim eu andava, me sentindo muito mal. De camisetão, com tecido suficiente pra fazer outra calça idêntica ao modelo cargo que vestia. Era meu uniforme. Qualquer hora e qualquer ocasião.
Um dia, ganhei uma revista Seventeen de presente, para treinar meu inglês, mas aprendi muito mais!
Lia enlouquecidamente!!! 
Adorei a maneira como era usadas as sobreposições. E os acessórios e sapatos? Faziam total diferença no visual. Eu nunca tinha imaginado aquilo!
Maquiagem então, foi uma escola! 
Quando as listras entraram, me dediquei de verdade a elas e hoje, são parte do meu estilo e meus amigos me têm como referência nesse quesito. Aprendi a mostrar quem eu sou, através do que visto e isso fez muita diferença até na maneira como as pessoas me tratam.
Então prestem atenção, meninas, descubram-se e mostrem-se, porque como Atoosa me ensinou, mais importante do que ser perfeito, é ser único!

E isso, todas nós somos, com certeza!!!

DOWNLOAD REVISTA SEVENTEEN 2007 [16MB]

05.02.10

A FAT RANT de Joy Nash [Traduzido]

Finalmente consegui!
A moça fala muito rápido e eu não tenho prática em editar legendas.
Este vídeo, é um chacoalhão para todos os tipos de pessoas, aquelas magras que ainda pensam que nos falta força de vontade, ou ainda aqueles que estão chegando ao nosso time haha, isso sem mencionar a quem é gordo a muito tempo, pra esses deveria ser obrigatório.
Sem querer ser exagerada, esse é um vídeo, que você deveria ver com certeza, para seu próprio bem!

Quem é Joy Nash? Descubra aqui.

04.02.10

TRATADO DE PAZ COM O CORPO

EU PROMETO…
  1. Lembrar que o sol vai brilhar amanhã mesmo que eu tenha comido vários pedaços de pizza ou uma quantidade extra de sorvete esta noite;
  2. Nunca culpar meu corpo por estar tendo um péssimo dia;
  3. Parar de me juntar ás amigas quando começam a comparar e reclamar de seus próprios corpos;
  4. Nunca permitir que um olhar maldoso qualquer influencie como me sinto sobre minha aparência;
  5. Parar de julgar uma pessoa unicamente pelo o que o corpo dela aparenta – mesmo que pareça inofensivo – porque eu nunca ia querer que alguém fizesse o mesmo comigo;
  6. Notar as coisas maravilhosas que meu corpo faz por mim a cada momento que ando, falo, penso, respiro…
  7. Calar aquela vozinha negativa na minha cabeça quando começa a dizer coisas más sobre meu corpo as quais eu nunca iria tolerar ninguém falando sobre mim;
  8. Lembrar-me que na TV nem sempre o que se vê é o que é, que é preciso muita maquiagem, dieta, dinheiro e trabalho pra ficar daquela maneira;
  9. Lembrar que mesmo a pessoa em que eu trocaria de corpo com ela rapidamente tem algo em que odeia na sua aparência;
  10. Respeitar meu corpo: alimenta-lo bem, exercita-lo quando necessário e saber quando dar uma folga;
  11. Perceber que o espelho pode refletir apenas minha “superfície”, não quem eu sou por dentro;
  12. Saber que eu já sou bonita da maneira que sou.
[Traduzido apartir do texto: Body Peace Treaty da revista americana Seventeen.]
27.01.10

Como ser gorda

Minhas filhas, vocês que estão aí morrendo de lipoescultura, enchendo a cara de sibutramina, fazendo carta pra “Ana e Mia”, recusando a sobremesa, fedendo a vômito, estragando a patela nas horas de exercício, dando dinheiro pras piranhas dos shakes, pras revistas de dieta, minhas amigas. Vejam bem. É difícil não conseguir entrar numa calça 38. Ou 40. Ou 44. Quando é 46, é dramático. Mas vem cá. E daí?

Quando “as amigas” dão conselhos ou te olham de cima a baixo, simpáticas, jurando que te adoram, dá pra sentir isso mesmo? Quando gente que “está bem pra caramba” solta aquele olhar de reprovação, gente. Olha a cara de merda desse povo.

Quando seus namorados, maridos, ex-s, quando esses homens maravilhosos dizem que você está com banha sobrando, quando eles reprovam seus gostos e suas formas, antes de sair correndo com vontade de chorar e de não comer nada nunca mais, já parou pra examinar a figura? Os modos, a barriga se pronunciando rotunda e irreversível, os cabelos caindo, a pele manchada, as roupas que pelamordedeus –se você não desse um toque, o cara sairia na rua parecendo uma versão humana do fim do mundo. Desastre após desastre, pelanca após pelanca, o churrasco e a cerveja se garantem ali, naquelas figuras, e são proibidos a nós, as gorda, LES GORDE.

Quando as lojas expõem nas araras montanhas de roupas de tamanho 36 e 38, quando juram que aquelas modelagens de rato que vendem correspondem ao padrão, quando mal dá pra entrar numa bata fabricada sob a simpática etiqueta “TAMANHOS ESPECIAIS PARA BALOFAS DE ESTILO”, por que continuamos olhando? Por que compramos essas porcarias e insistimos em caber nessas capas de botijão de gás? Por que estamos pagando pra sermos humilhadas? Pra resistir à tentação de passar no Burger King depois? Que seja. Mas não resistimos. Vamos pras radicalices, pras cirurgias, sibutraminas, aceitamos a morte como forma de emagrecimento rápida, aceitamos a diarreia do Xenical em troca de onion rings. Olhamos as modelos esquálidas e achamos que é assim mesmo, “que é assim mesmo”, e que o mundo não foi feito pra nós. Somos admoestadas por endocrinologistas obesos, por cardiologistas fumantes, por companheiros que preferem o fedor do vômito à flacidez da banha. E, olha, se preferem, que bom. Mas não somos obrigadas a concordar.

Revistas femininas, pautadas por dietas, roupas impossíveis, “como ter orgasmos”, “como casar” e bolo de chocolate de caneca, não mereciam mais a nossa atenção –nem o nosso dinheiro. É fácil até pros ginecologistas de programa de auditório entender que a anorgasmia deve ter uma relação bem próxima com o desconforto físico. Não tem como alguém sentir prazer num corpo do qual sente vergonha. Vender receitas de bolo de chocolate e coquetel de camarão entremeadas por anúncios de shakes emagrecedores e matérias sobre lipossucção é quase tão escroto quanto apontarem sua barriga por trás de uma temível bola de basquete recoberta de pêlos. Você já viu essa imagem. Você sabe.

Vamos tentar comer salada e fazer caminhadas, mas de forma menos infeliz e forçada? Vamos largar esse monte de lixo que nos empurram dia a dia? Vamos abandonar a “obrigação” de cuidar de TUDO sozinhas, a “obrigação” de dar conta de TUDO + a “obrigação” de nos sentirmos mal e nos odiarmos porque, bem, é isso aí, o peso está sobrando? Vamos começar a estranhar quando gente com quem não temos nem queremos ter a menor intimidade nos fala de dietas e receitas de vida? Vamos tentar gostar disso que carregamos com tanto custo –ou perdê-lo sem nos perdermos no meio do caminho. Vamos tentar achar quem realmente goste de nós, em vez de estetas de última hora incapazes de uma boa consulta ao espelho? Vamos mandar à merda as “consultoras de moda” que dividem as roupas entre “pra quem está magra” e “saco de lixo espacial pra esconder gordas”? Vamos admirar aquelas corajosas que saem à rua exibindo uma torrente de gordura saltando das minirroupas que outras pessoas determinam como “roupa do verão –para magras”? Vamos ter um pouco de liberdade? Vamos mandar essa gente louca tomar no cu? Vamos parar com a mania de sermos zumbis, vagando e vomitando à espera dos nossos “iguais”? Vamos, por favor?

Precisamos de um monte de terapia coletiva. Vamos conseguir.

E a mensagem emocionante do final.

Encontrei esse texto no http://brazilianwax.wordpress.com/ e adorei.

31.10.09

Síndrome do PIB e a Beleza sem Tamanho

A Síndrome do Padrão Inalcançável de Beleza (Síndrome do PIB) é basicamente resultante da ampla difusão de padrões irreais de beleza.

Incrivelmente, hoje em dia, adolescentes com idades entre 15 e 18 anos (idade média das modelos), ainda em formação hormonal, são padrões de beleza para mulheres que já alcançaram a maturidade.

Os principais sintomas da PIB são o descontentamento compulsivo em relação ao próprio corpo e auto-estima sempre em baixa.

Em qualquer site de busca, encontramos inúmeros sites de apoio às pessoas que praticam anorexia nervosa e bulímia (os chamados “pró-ana” e “pró-mia”), mas, e qual é a relação entre PIB e esses distúrbios alimentares?

Muitas vezes as pessoas que sofrem de PIB, podem desenvolver esses distúrbios como consequência do desamor por seus corpos, tentando preencher o vácuo que na verdade estão dentro das suas mentes.

Pessoas bem sucedidas também podem apresentar PIB, quando se mostram aparentemente felizes, trilhando carreiras brilhantes, mas internamente tem sua auto estima mutilada, por fracassos passados e medo de críticas, medo de errar!

Muitas modelos apresentam PIB. Sim, elas também tem PIB! Apesar de definirem o padrão de moda, muitas Top’s sentem a pressão de um mercado de trabalho que exige delas preços altos, por exemplo, a própria saúde.
Alarmantes são os números que indicam o nível de nutrição de muitas modelos, que podem ser comparados à níveis encontrados em países de mínimo desenvolvimento social.

E você? Quanto você está disposto a pagar por um corpo dentro dos utópicos padrões de beleza?

Primeiramente é necessário “ter um caso de amor consigo próprio”, e perceber que a beleza está na forma que você a interpreta, cada um é belo à seu modo.

Acreditem que vocês são Belos, independente do quanto você pesa, de quantos fios de cabelos tem em suas cabeças , se suas pernas são capazes de te manterem em pé ou não .

Tudo isso é muito pouco perto do tanto que você pode ser belo ao mundo, quem se ama, aceita suas limitações e faz delas impulsos para vencer não precisa e nem deve se espelhar em uma MÍDIA que quer impor um Padrão de Beleza Inalcançável assuma a Beleza sem Tamanho que vocês possuem.

O Livro 
Ditadura da Beleza e a Revolução das Mulheres do Dr. Augusto Cury, que foi onde eu conheci o termo PIB é muito interessante e aconselho a vocês que passam por aqui ler porquê vale a pena.