Categoria: Autoestima

05.02.10

A FAT RANT de Joy Nash [Traduzido]

Finalmente consegui!
A moça fala muito rápido e eu não tenho prática em editar legendas.
Este vídeo, é um chacoalhão para todos os tipos de pessoas, aquelas magras que ainda pensam que nos falta força de vontade, ou ainda aqueles que estão chegando ao nosso time haha, isso sem mencionar a quem é gordo a muito tempo, pra esses deveria ser obrigatório.
Sem querer ser exagerada, esse é um vídeo, que você deveria ver com certeza, para seu próprio bem!

Quem é Joy Nash? Descubra aqui.

04.02.10

TRATADO DE PAZ COM O CORPO

EU PROMETO…
  1. Lembrar que o sol vai brilhar amanhã mesmo que eu tenha comido vários pedaços de pizza ou uma quantidade extra de sorvete esta noite;
  2. Nunca culpar meu corpo por estar tendo um péssimo dia;
  3. Parar de me juntar ás amigas quando começam a comparar e reclamar de seus próprios corpos;
  4. Nunca permitir que um olhar maldoso qualquer influencie como me sinto sobre minha aparência;
  5. Parar de julgar uma pessoa unicamente pelo o que o corpo dela aparenta – mesmo que pareça inofensivo – porque eu nunca ia querer que alguém fizesse o mesmo comigo;
  6. Notar as coisas maravilhosas que meu corpo faz por mim a cada momento que ando, falo, penso, respiro…
  7. Calar aquela vozinha negativa na minha cabeça quando começa a dizer coisas más sobre meu corpo as quais eu nunca iria tolerar ninguém falando sobre mim;
  8. Lembrar-me que na TV nem sempre o que se vê é o que é, que é preciso muita maquiagem, dieta, dinheiro e trabalho pra ficar daquela maneira;
  9. Lembrar que mesmo a pessoa em que eu trocaria de corpo com ela rapidamente tem algo em que odeia na sua aparência;
  10. Respeitar meu corpo: alimenta-lo bem, exercita-lo quando necessário e saber quando dar uma folga;
  11. Perceber que o espelho pode refletir apenas minha “superfície”, não quem eu sou por dentro;
  12. Saber que eu já sou bonita da maneira que sou.
[Traduzido apartir do texto: Body Peace Treaty da revista americana Seventeen.]
27.01.10

Como ser gorda

Minhas filhas, vocês que estão aí morrendo de lipoescultura, enchendo a cara de sibutramina, fazendo carta pra “Ana e Mia”, recusando a sobremesa, fedendo a vômito, estragando a patela nas horas de exercício, dando dinheiro pras piranhas dos shakes, pras revistas de dieta, minhas amigas. Vejam bem. É difícil não conseguir entrar numa calça 38. Ou 40. Ou 44. Quando é 46, é dramático. Mas vem cá. E daí?

Quando “as amigas” dão conselhos ou te olham de cima a baixo, simpáticas, jurando que te adoram, dá pra sentir isso mesmo? Quando gente que “está bem pra caramba” solta aquele olhar de reprovação, gente. Olha a cara de merda desse povo.

Quando seus namorados, maridos, ex-s, quando esses homens maravilhosos dizem que você está com banha sobrando, quando eles reprovam seus gostos e suas formas, antes de sair correndo com vontade de chorar e de não comer nada nunca mais, já parou pra examinar a figura? Os modos, a barriga se pronunciando rotunda e irreversível, os cabelos caindo, a pele manchada, as roupas que pelamordedeus –se você não desse um toque, o cara sairia na rua parecendo uma versão humana do fim do mundo. Desastre após desastre, pelanca após pelanca, o churrasco e a cerveja se garantem ali, naquelas figuras, e são proibidos a nós, as gorda, LES GORDE.

Quando as lojas expõem nas araras montanhas de roupas de tamanho 36 e 38, quando juram que aquelas modelagens de rato que vendem correspondem ao padrão, quando mal dá pra entrar numa bata fabricada sob a simpática etiqueta “TAMANHOS ESPECIAIS PARA BALOFAS DE ESTILO”, por que continuamos olhando? Por que compramos essas porcarias e insistimos em caber nessas capas de botijão de gás? Por que estamos pagando pra sermos humilhadas? Pra resistir à tentação de passar no Burger King depois? Que seja. Mas não resistimos. Vamos pras radicalices, pras cirurgias, sibutraminas, aceitamos a morte como forma de emagrecimento rápida, aceitamos a diarreia do Xenical em troca de onion rings. Olhamos as modelos esquálidas e achamos que é assim mesmo, “que é assim mesmo”, e que o mundo não foi feito pra nós. Somos admoestadas por endocrinologistas obesos, por cardiologistas fumantes, por companheiros que preferem o fedor do vômito à flacidez da banha. E, olha, se preferem, que bom. Mas não somos obrigadas a concordar.

Revistas femininas, pautadas por dietas, roupas impossíveis, “como ter orgasmos”, “como casar” e bolo de chocolate de caneca, não mereciam mais a nossa atenção –nem o nosso dinheiro. É fácil até pros ginecologistas de programa de auditório entender que a anorgasmia deve ter uma relação bem próxima com o desconforto físico. Não tem como alguém sentir prazer num corpo do qual sente vergonha. Vender receitas de bolo de chocolate e coquetel de camarão entremeadas por anúncios de shakes emagrecedores e matérias sobre lipossucção é quase tão escroto quanto apontarem sua barriga por trás de uma temível bola de basquete recoberta de pêlos. Você já viu essa imagem. Você sabe.

Vamos tentar comer salada e fazer caminhadas, mas de forma menos infeliz e forçada? Vamos largar esse monte de lixo que nos empurram dia a dia? Vamos abandonar a “obrigação” de cuidar de TUDO sozinhas, a “obrigação” de dar conta de TUDO + a “obrigação” de nos sentirmos mal e nos odiarmos porque, bem, é isso aí, o peso está sobrando? Vamos começar a estranhar quando gente com quem não temos nem queremos ter a menor intimidade nos fala de dietas e receitas de vida? Vamos tentar gostar disso que carregamos com tanto custo –ou perdê-lo sem nos perdermos no meio do caminho. Vamos tentar achar quem realmente goste de nós, em vez de estetas de última hora incapazes de uma boa consulta ao espelho? Vamos mandar à merda as “consultoras de moda” que dividem as roupas entre “pra quem está magra” e “saco de lixo espacial pra esconder gordas”? Vamos admirar aquelas corajosas que saem à rua exibindo uma torrente de gordura saltando das minirroupas que outras pessoas determinam como “roupa do verão –para magras”? Vamos ter um pouco de liberdade? Vamos mandar essa gente louca tomar no cu? Vamos parar com a mania de sermos zumbis, vagando e vomitando à espera dos nossos “iguais”? Vamos, por favor?

Precisamos de um monte de terapia coletiva. Vamos conseguir.

E a mensagem emocionante do final.

Encontrei esse texto no http://brazilianwax.wordpress.com/ e adorei.

31.10.09

Síndrome do PIB e a Beleza sem Tamanho

A Síndrome do Padrão Inalcançável de Beleza (Síndrome do PIB) é basicamente resultante da ampla difusão de padrões irreais de beleza.

Incrivelmente, hoje em dia, adolescentes com idades entre 15 e 18 anos (idade média das modelos), ainda em formação hormonal, são padrões de beleza para mulheres que já alcançaram a maturidade.

Os principais sintomas da PIB são o descontentamento compulsivo em relação ao próprio corpo e auto-estima sempre em baixa.

Em qualquer site de busca, encontramos inúmeros sites de apoio às pessoas que praticam anorexia nervosa e bulímia (os chamados “pró-ana” e “pró-mia”), mas, e qual é a relação entre PIB e esses distúrbios alimentares?

Muitas vezes as pessoas que sofrem de PIB, podem desenvolver esses distúrbios como consequência do desamor por seus corpos, tentando preencher o vácuo que na verdade estão dentro das suas mentes.

Pessoas bem sucedidas também podem apresentar PIB, quando se mostram aparentemente felizes, trilhando carreiras brilhantes, mas internamente tem sua auto estima mutilada, por fracassos passados e medo de críticas, medo de errar!

Muitas modelos apresentam PIB. Sim, elas também tem PIB! Apesar de definirem o padrão de moda, muitas Top’s sentem a pressão de um mercado de trabalho que exige delas preços altos, por exemplo, a própria saúde.
Alarmantes são os números que indicam o nível de nutrição de muitas modelos, que podem ser comparados à níveis encontrados em países de mínimo desenvolvimento social.

E você? Quanto você está disposto a pagar por um corpo dentro dos utópicos padrões de beleza?

Primeiramente é necessário “ter um caso de amor consigo próprio”, e perceber que a beleza está na forma que você a interpreta, cada um é belo à seu modo.

Acreditem que vocês são Belos, independente do quanto você pesa, de quantos fios de cabelos tem em suas cabeças , se suas pernas são capazes de te manterem em pé ou não .

Tudo isso é muito pouco perto do tanto que você pode ser belo ao mundo, quem se ama, aceita suas limitações e faz delas impulsos para vencer não precisa e nem deve se espelhar em uma MÍDIA que quer impor um Padrão de Beleza Inalcançável assuma a Beleza sem Tamanho que vocês possuem.

O Livro 
Ditadura da Beleza e a Revolução das Mulheres do Dr. Augusto Cury, que foi onde eu conheci o termo PIB é muito interessante e aconselho a vocês que passam por aqui ler porquê vale a pena.

27.10.09

O computador e a beleza verdadeira.

Na verdade tudo começou bem antes do computador. Tudo começou com as cartas. Não sei como, nem quando começou, mas pessoas já trocavam correspôndencias sem nunca ter se visto, e dava certo, aí com o tempo vieram outros meios…

Correspondência nas revistas

Quando eu era criança, lia muito revistinha da Mônica (E naquele tempo não tinha esses personagens novos e chatos que tem agora), e sempre no meio da revista tinha uma sessão para trocar correspôndencia.
Conheci muita gente legal nesse tempo. Perdi contato com todos, mas foi legal!
Já na minha pré adolescencia tinham outras revistas e jornais que tinham essa sessão de correnspondência.
Quem não se lembra? Quem não escreveu? Era selo pra cá, selo pra lá. Até pro exterior ia carta.
Bom, tinha o Forum Ele Ela também, mas é outra história…

E a Internet chega

Tive contato a primeira vez com a internet, em 1997, entao com 18 anos, minha tia colocou internet discada, na época a única que existia.
Era interurbano pra Jaú ainda por cima. A conta era astronômica.
Aí tive meu primeiro email, do Starmedia (nem existe mais né?) E conheci uma das primeiras pessoas, que tenho contato ate hoje, e gosto muito.
Foi lá que conheci o ICQ

ICQ

Todo mundo conhecia o ICQ, todo mundo usava o ICQ. Era popular rápido, versátil. Tinha suas particularidades que deixava a coisa interessante.
Muitos usam em paralelo o Mirc (eu nunca usei), e salas de bate papo. E lá faziamos amizades, romance, inimizades.

Oi, você tem foto?

Sim! Isso era uma pergunta comum, afinal Camera digital?? Nem pensar, não existia. O ICQ não mostrava a foto do lado, e pouquissima gente tinha scanner.
Fora que ninguém mandava a foto logo de cara. E sabe que isso era interessante?
Ficavamos horas, dias e ate meses conversando com a pessoa, não sabendo como era o rosto dela.
E iamos conhecendo a pessoa aos poucos, conhecendo o que ela realmente é, não tinhamos uma primeira impressão pela imagem da pessoa, e sim pelo jeito dela, pelo seus gostos, como conversava, como agia.

MSN e Orkut

Acreditem: Tive Orkut primeiro que MSN, alguns meses é verdade, mas primeiro. Até idos de 2004 só usava ICQ, hoje ele anda lá esquecido no canto.
Agora com o Orkut, podemos vasculhar a vida de todos os pontenciais candidatos a romance, saber todos os gostos, e até saber se vale a pena.
Isso é bom! Já chegamos preparados e com bastante munição para o tão conhecido xaveco.

Nós não nos conhecemos direito

Quantas vezes li essa frase na tela do computador; quando convidava uma moça pra sair. E quantas vezes a achei absurda.
Peraí o porteiro que você passa todo dia sem olhar na cara você conhece? O cobrador do mesmo ônibus que você pega, conhece né?
Ah! O Menino de três salas da frente que você acha gatinho, e falou um maximo de um “oi” envergonhado pra ele, sabe tudo sobre você? Ah Tá!
Aquele bonitinho da balada, que mal sabe o nome por que o som tava alto e não deu pra ouvir direito, e você quase foi pra casa dele; é amigo de infância?

Beleza Verdadeira

Aí que entra a beleza verdadeira. Pelo computador passamos realmente a conhecer as pessoas.
Ficamos horas conversando, falando de nossos problemas, nossas esperanças, nossas divirsões e até intimidades, somos um pouco de paciêntes e piscicologos.
Sabemos tudo sobre a outra pessoa. Aí quando vemos já somos amigos, melhores amigos…e ops nos apaixonamos.
E não que nos apaixonamospor aquela pessoa, que se vissemos numa balada? Ou na rua? Ou por aí na faculdade, no colégio, nunca iriámos nem conversar?
Acabamos conhecendo as pessoas de outra forma. De um modo diferente, de dentro pra fora. Até entendo quem fala “eu não te conheço ainda“, afinal, conhecer desse jeito de dentro pra fora assusta, deixa a gente sem defesa, não é usual, estranhamos, e negamos.
Mas sim, conhecemos mais do que o carinha da balada… Ah! Conhecemos

Mas e as mentiras?

Mentiras existem em todo lugar, e as pessoas mentem. Quem mente, o faz pelo computador, pelo telefone, via carta, ao vivo.
Então, não acho que a internet aumente a mentira. Acho apenas que a internet aumenta o número de pessoas que conhecemos, e de mentirosos também.

Sorriso na Balada

E isso de conhecer pessoas que você nunca falaria sequer um oi, é interessante, abre possibilidades, e nos mostra que a verdadeira beleza é muito mais que um belo sorriso numa balada.